Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem fatos, a minha história sem vida. São as minhas confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho a dizer.
30 janeiro 2008
17 janeiro 2008
Ainda na fase de citações...
**
Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse.
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há um tempo.
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.
**
Tenha confiança. Conte com as circunstâncias, que também são fadas. Conte mais com o imprevisto. O imprevisto é uma espécie de deus avulso.
Machado de Assis
**
15 janeiro 2008
Sol, Vênus.
Quando o destino lhes trouxer tristezas ou tragédia, nenhum deles falhará no teste da lealdade, e isto pode ser a canção mais duradoura do amor - com ou sem música de fundo.
14 janeiro 2008
11 janeiro 2008
On the road
"... gosto de muitas coisas ao mesmo tempo, e me confundo inteiro e fico todo enrolado correndo de um destino falido para outro, até desistir. Assim é a noite, é isso o que ela faz com você; eu não tinha nada a oferecer a ninguém, a não ser minha própria confusão".
JACK KEROUAC
10 dezembro 2007
.
ela não sabia o quão importante seria voltar a ocupar toda a cama na hora do sono. desta vez foi leve e doce. por duas manhãs acordou na diagonal.
07 dezembro 2007
**
Dr. Curtis McCabe: And you didn't immediately wanna sleep with her?
David: Well, you know, I'm a pleasure delayer.
David: Well, you know, I'm a pleasure delayer.
* Vanilla Sky
05 dezembro 2007
sem mais, my Romeo.
... o repertório do que se sente é o mesmo, mas cada casal tem o seu tapete mágico que nos leva sem roupa para uma eterna gratidão aos deuses, por ter deixado eu brigar, para depois fazer sexo de reconciliação e morder tanto aquela boca.... com os olhos muito fechados................
se a gente vai voltar não se sabe, mas foi lindo dizer à flor da pele o quão ela é a mulher que eu amo...
03 dezembro 2007
26 novembro 2007
21 novembro 2007
19 novembro 2007
08 novembro 2007
06 novembro 2007
Não pude

Como uma não-virginiana que sou, eu nunca soube listar coisas. Sei fazer lista de afazeres inúteis e palpáveis, mas nunca consegui seguir uma à risca. Nunca entrei num supermercado e obedeci a singela listinha que a empregada me fez. Não sinto que tenho o poder de manter a prioridade das coisas, nem a pretensão de alcançar todas elas. Uma palavra entre uma linha e outra torna-se um adorno facilmente em minhas mãos.
Descobri que a lista da minha vida é um grande emaranhado de sentimentos impressos em diferentes cores, sentidos e emoções que não necessariamente têm ordem, porto de chegada, prazo ou hora para se alcançar. Junto traços de um desenho abstrato a meras impressões soltas em palavras com mais lógica do que qualquer coisa que eu consiga enumerar.
Gosto do que é lúdico, sei de tudo o que almejo e crio artifícios - nunca atalhos - que me levam até lá. Artifícios porque gosto de brincar de ir e vir no tempo, gosto da mágica de contagiar pessoas e de me deixar contagiar por elas. Os atalhos não me permitem aprofundar. Gosto do descompromisso quando é compromissado, de inventar e colorir as coisas e, assim, dar destaque a elas. Utilizo conjunções, adjetivos e preposições para tornar as palavras atemporais. Nada disso caberia numa lista. Aqui dentro é sempre história e poesia.
Quando deito e fecho os olhos minhas mãos se enchem ao tocar meu seio esquerdo. Sonho com qualquer coisa que me mantenha alimentada na manhã corrida do dia seguinte. Com as pontas dos meus dedos inverto o curso das coisas, o tom das melodias, o rosto das palavras. Transformo a surpresa de tudo o que é agora e finjo não querer saber o que há de ser. Faço música com o silêncio, rabisco papéis em branco. Eu bem que tentei, mas não pude seguir o seu conselho. Não agora. Por ora não dá.
A melhor mulher que você já desperdiçou
Alice A. tinha peitos de índia e uma sensibilidade pernóstica de tão curiosa nos ombros morenos. Guardava o hábito lascivo de apertar os amores entre as pernas, como se pretendesse esmagá-los sobre o próprio ventre. Gostava das marcas e da expressão "roxa de paixão". Gostava de desenhar contornos com a língua e de provocações ao pé do ouvido. Gostava de sentir o peso e trepava de olhos abertos; tinha prazer em observar. Expressões, movimentos, pupilas dilatadas, pelos eriçados, contornos. O antes, o durante, o depois. Sorria. Naquela noite, deteve-se no depois. Fingiu dormir e, quando sentiu sobre o peito a outra respiração do terceiro sono, levantou. Sentada ao pé da cama com as pernas cruzadas como a de uma menina de tranças, acendeu um dos cigarros franceses que ele lhe trouxera de presente e observou. Observou com um cuidado cirúrgico cada milímetro de pele exposta sob a luz do abajur que ela tanto gostava. Guardou com cuidado o desenho das costas e o tamanho das mãos. Quis fotografá-lo; indefeso, belo. Como o achava belo. Sabia, de algum jeito, que jamais acharia alguém assim tão belo. Nem sob a luz daquele abajur, que ela adorava tanto, nem sob qualquer outra luz. Com a Polaroid dele e o cigarro pendurado na boca, imitando para si mesma uma daquelas atrizes francesas dos filmes que ele tanto admirava, fotografou. A foto que seria para sempre, enquanto ela se lembrasse, a foto mais bonita que havia feito na vida. Estava séria. Vestiu-se com o cigarro francês, que era o presente, ainda pendurado, e escreveu na parede com aquele lápis vermelho de marcenaria: “Querido, se você quer uma mulher capaz de subir com você em um fusca verde para qualquer lugar do mundo com uma mochila e um mapa e que ouça Billie Holliday enquanto cozinha; se você quer uma mulher que escreva cartas de amor, que tire fotos de amor, que rasgue roupas de amor, que chore e grite de amor e que viva de amor. Se você quer uma mulher que não tem noção ‘do quanto’ e que por isso não tem restrições sobre quando ou onde; se você quer uma mulher que sangra, que cheira, que morde, que explode, que aguenta; uma mulher com força o bastante, vontade o bastante, coragem o bastante, imaginação o bastante, loucura o bastante, doçura o bastante, atrevimento o bastante, saliva o bastante e poesia demais; querido... se você quer uma mulher capaz de fugir pra qualquer lugar do mundo, sozinha, num fusca verde, com uma mala, uma foto e um mapa, querido, meu querido, você vai ter que me conquistar primeiro.” Apagou o cigarro, o abajur. A mala já estava pronta. Sorria.
29 outubro 2007
she's got the power
de preferência ao vivo, de olhos bem abertos, envolta por uma acústica perfeita:
música da semana: metal heart, cat power.
música da semana: metal heart, cat power.
25 outubro 2007
ontém
palavras de um amigo:
"sabe, mãe... quanto mais o tempo passa, mais eu tenho convicção de que não vou abrir mão da minha felicidade. por nada."
simples, quase redundante e muito inspirador.
"sabe, mãe... quanto mais o tempo passa, mais eu tenho convicção de que não vou abrir mão da minha felicidade. por nada."
simples, quase redundante e muito inspirador.
17 outubro 2007
Waking life
Anseio e frustração. É daí que eu acho que veio a linguagem. Quero dizer, veio do desejo de transcender o nosso isolamento e estabelecer ligações uns com os outros. Devia ser mais fácil quando era uma questão de mera sobrevivência.
Eu digo "água". Criamos um som para isso. "Tigre atrás de você". Criamos um som para isso. Mas fica realmente interessante, acredito eu, quando usamos esse mesmo sistema de símbolos para comunicar tudo de abstrato e intangível que vivenciamos. O quê é frustração? O quê é "raiva" ou "amor"?
Quando eu digo "amor" o som sai da minha boca e atinge o ouvido de outra pessoa, viaja por um canal labiríntico em seu cérebro através das memórias de amor - ou falta de amor. O outro pode até dizer que compreende, mas como eu sei disso? As palavras são inertes, são apenas símbolos, estão mortas! E tanto da nossa experiência é intangível. Tanto do que percebemos é inexprimível, é indizível. E ainda assim, quando nos comunicamos uns com os outros e sentimos ter feito uma ligação e termos sido compreendidos, temos uma sensação quase como uma comunhão espiritual. Essa sensação pode ser transitória, mas é para isso que vivemos.
Eu digo "água". Criamos um som para isso. "Tigre atrás de você". Criamos um som para isso. Mas fica realmente interessante, acredito eu, quando usamos esse mesmo sistema de símbolos para comunicar tudo de abstrato e intangível que vivenciamos. O quê é frustração? O quê é "raiva" ou "amor"?
Quando eu digo "amor" o som sai da minha boca e atinge o ouvido de outra pessoa, viaja por um canal labiríntico em seu cérebro através das memórias de amor - ou falta de amor. O outro pode até dizer que compreende, mas como eu sei disso? As palavras são inertes, são apenas símbolos, estão mortas! E tanto da nossa experiência é intangível. Tanto do que percebemos é inexprimível, é indizível. E ainda assim, quando nos comunicamos uns com os outros e sentimos ter feito uma ligação e termos sido compreendidos, temos uma sensação quase como uma comunhão espiritual. Essa sensação pode ser transitória, mas é para isso que vivemos.
(transcrição de diálogo do filme waking life, richard linklater)
02 outubro 2007
28 agosto 2007

Então me vens e me chega e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque assim que és...
CAIO FERNANDO ABREU
20 agosto 2007
Mudança
A mulher, seus erros, seu jeito de rir, seu eterno sono de manhã, sua intolerância, seus medos, suas viagens, seu melhor amigo, seu namorado, suas visitas, sua allegria sem motivo, sua lucidez, sua solidão, sua comoção súbita por tudo isso. Em breve, esse pequeno mundo será transferido para outro ponto da cidade que, ocupada demais, nem perceberá.
Tento lembrar das expectativas que trouxe quando me mudei para cá e no que levo agora. Talvez aportar sem expectativas seja a lição, se é que há uma lição. Muita coisa vai ficar. Muita coisa será doada. Quero partir mais leve do que cheguei. Deixar espaço para o espaço na casa nova e em mim.
Penso no que nos espera. Torço pelo que nos espera. Olho os sonhos varridos e acumulados no canto do quarto. Meu deus, como estou cansada de me mudar.
(autor desconhecido)
Tento lembrar das expectativas que trouxe quando me mudei para cá e no que levo agora. Talvez aportar sem expectativas seja a lição, se é que há uma lição. Muita coisa vai ficar. Muita coisa será doada. Quero partir mais leve do que cheguei. Deixar espaço para o espaço na casa nova e em mim.
Penso no que nos espera. Torço pelo que nos espera. Olho os sonhos varridos e acumulados no canto do quarto. Meu deus, como estou cansada de me mudar.
(autor desconhecido)
19 agosto 2007
14 agosto 2007
it's not advertising
*
anfitrião:
- aquela é a manoela. ela é art buyer da dentsu.
amigo do anfitrião:
- nigthbiker de onde?
amiga do anfitrião:
- não, de a-ti-bai-a!
*
anfitrião:
- aquela é a manoela. ela é art buyer da dentsu.
amigo do anfitrião:
- nigthbiker de onde?
amiga do anfitrião:
- não, de a-ti-bai-a!
*
05 agosto 2007
time to change, to change the meaning of being here, walking along every day and breathing the same pale blue air. i'm going, babes. it's just a matter of time. wake up to life, even late than too late.
i just don't know what to say to make a sunny day. and when i'm all alone, i feel i don't wanna hide.
i just don't know what to say to make a sunny day. and when i'm all alone, i feel i don't wanna hide.
02 agosto 2007
30 julho 2007
“Quem ama, pensa que vai ser felicíssimo; e estranha qualquer espécie de sofrimento. Ora, a vida ensina, justamente, que duas criaturas que se amam, sofrem, fatalmente. Não por culpa de um ou de outro; mas em conseqüência do próprio sentimento. É exato que os amores têm seus êxtases deslumbrantes, momentos perfeitos, musicais, etc. etc. Mas eu disse ‘momentos’ e não as 24 horas de cada dia. Quando uma mulher que se apaixona se queixa, eu tenho vontade de fazer-lhe esta pergunta: ‘Não lhe basta amar? Você quer, ainda por cima, ser feliz?.’ Pois o destino, quando concede a graça inefável do amor, subtrai uma série de outras coisas. (...) A intensidade do amor é, por si mesma, trágica."
Nelson Rodrigues
27 julho 2007
o silêncio jamais constrangera. nunca soube o que os ligara assim tão de imediato, fazendo de cada novo momento uma nova escolha, desafios tão facilmente relevados nas doces entregas do dia a dia que os carregara até lá. expressões de encanto nos olhos, o tom quase sempre baixo da voz, as lentas garfadas nos jantares a dois, as mãos que por vezes taparam os rostos quando, ingênuos e despercebidos, falavam puramente de amor. nas madrugadas, vazios tão rapidamente preenchidos, pois fizera dos dias pura e simples calmaria.
no vácuo do pensamento, no encaixe perfeito, em profundo sentimento, dissera 'eu te amo' como quem fala em cuidar. mãos e joelhos, braços e coxas, pés e pescoços em novas formas de abraçar. solenes os dias, as noites e as madrugadas floridas na cama de amor.
viera o curto tempo, o vento, mais dias, mais noites e tantas outras madrugadas ferventes e frias. se fizera distante. conseguira ver, mas não construira. preenchera o silêncio de vazio, tão vazio fizera este silêncio. não falara de amor, não falara de vida.
no vácuo do pensamento, no encaixe perfeito, em profundo sentimento, dissera 'eu te amo' como quem fala em cuidar. mãos e joelhos, braços e coxas, pés e pescoços em novas formas de abraçar. solenes os dias, as noites e as madrugadas floridas na cama de amor.
viera o curto tempo, o vento, mais dias, mais noites e tantas outras madrugadas ferventes e frias. se fizera distante. conseguira ver, mas não construira. preenchera o silêncio de vazio, tão vazio fizera este silêncio. não falara de amor, não falara de vida.
20 julho 2007
"Somos todos imortais. Teoricamente imortais, claro. Hipocritamente imortais. Porque nunca consideramos a morte como uma possibilidade cotidiana, feito perder a hora no trabalho ou cortar-se fazendo a barba, por exemplo. Na nossa cabeça, a morte não acontece como pode acontecer de eu discar um número telefônico e, ao invés de alguém atender, dar sinal de ocupado. A morte, fantasticamente, deveria ser precedida de certo 'clima', certa 'preparação'. Certa 'grandeza'.
Deve ser por isso que fico (ficamos todos, acho) tão abalado quando, sem nenhuma preparação, ela acontece de repente. E então o espanto e o desamparo, a incompreensão também, invadem a suposta ordem inabalável do arrumado (e por isso mesmo 'eterno') cotidiano. A morte de alguém conhecido e/ou amado estupra essa precária arrumação, essa falsa eternidade. A morte e o amor. Porque o amor, como a morte, também existe - e da mesma forma dissimulada. Por trás, inaparente. Mas tão poderoso que, da mesma forma que a morte - pois o amor também é uma espécie de morte (a morte da solidão, a morte do ego trancado, indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável) - nos desarma. O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade."
Deve ser por isso que fico (ficamos todos, acho) tão abalado quando, sem nenhuma preparação, ela acontece de repente. E então o espanto e o desamparo, a incompreensão também, invadem a suposta ordem inabalável do arrumado (e por isso mesmo 'eterno') cotidiano. A morte de alguém conhecido e/ou amado estupra essa precária arrumação, essa falsa eternidade. A morte e o amor. Porque o amor, como a morte, também existe - e da mesma forma dissimulada. Por trás, inaparente. Mas tão poderoso que, da mesma forma que a morte - pois o amor também é uma espécie de morte (a morte da solidão, a morte do ego trancado, indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável) - nos desarma. O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade."
Caio Fernando Abreu
18 julho 2007
_um pouco clarice, um pouco caio, um pouco manu. não no modo de escrever; no de pensar. não é manu, nem clarice, nem caio. é gi, e caiu como uma luva.
enquanto penso, não sei se sinto, fujo sem sair do lugar. aperto e sufoco, solto e não liberto, monitoro. leio sete linhas sem pausas e vírgulas, me acalmo: _ nem tudo está perdido pensei o caminho sem a gente perceber é a parte mais linda da viagem. aquela aflição que bate de vez em quando angústia é mais que parte importante do jogo e é quem abre portas. quando andando com medo da incerteza de tudo pisca os olhos rapidinho pra ver se está mesmo acordada se é assim mesmo tudo em desordem dentro e fora. e é. pisca de novo aí já só pra relaxar as pálpebras que sabem que não tem como fugir do que é real.
enquanto penso, não sei se sinto, fujo sem sair do lugar. aperto e sufoco, solto e não liberto, monitoro. leio sete linhas sem pausas e vírgulas, me acalmo: _ nem tudo está perdido pensei o caminho sem a gente perceber é a parte mais linda da viagem. aquela aflição que bate de vez em quando angústia é mais que parte importante do jogo e é quem abre portas. quando andando com medo da incerteza de tudo pisca os olhos rapidinho pra ver se está mesmo acordada se é assim mesmo tudo em desordem dentro e fora. e é. pisca de novo aí já só pra relaxar as pálpebras que sabem que não tem como fugir do que é real.
17 julho 2007
online_out of line
she says:
sera que ela descobriu que ele só tá com ela por causa da doença da avó?
(...)
she says:
eu não gosto dela. as pessoas tem que saber quando são feias.
(...)
she says:
meu, ela descobriu, certeza!
i say:
*&^%fb&^^)(*&)(&(*JTDTR^&^*$^%$^%
hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha
*&^%(&**^()*JHVYDTR&%*&YH(*&*B&(F
sera que ela descobriu que ele só tá com ela por causa da doença da avó?
(...)
she says:
eu não gosto dela. as pessoas tem que saber quando são feias.
(...)
she says:
meu, ela descobriu, certeza!
i say:
*&^%fb&^^)(*&)(&(*JTDTR^&^*$^%$^%
hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha
*&^%(&**^()*JHVYDTR&%*&YH(*&*B&(F
16 julho 2007
New Beginning
Segunda-feira chuvosa e cheia de prosperidade.
Thanks Life for the oportunity ;)

Now don't get me wrong - I love life and living
But when you wake up and look around at everything thats going down
All wrong
You see we need to change it now, this world with too few happy endings
We can resolve to start all over make a new beginning
Start all over . . . . . . . . .
.
.
.
New Beginning - Tracy Chapman
Thanks Life for the oportunity ;)

Now don't get me wrong - I love life and living
But when you wake up and look around at everything thats going down
All wrong
You see we need to change it now, this world with too few happy endings
We can resolve to start all over make a new beginning
Start all over . . . . . . . . .
.
.
.
New Beginning - Tracy Chapman
13 julho 2007
26 junho 2007
A Praia

Mesmo que demore
Quero a emoção da conquista
pouco a pouco
pra nunca acabar
Mesmo que demore
Pode ser infinito
muito mais que sonhar
Mesmo que demore
quero desaguar na praia
me deliciar com teus pudores
com teu cheiro profundo
com tuas entranhas
Mesmo que demore
quero a paciência, a dormência, a demência
Mesmo que demore
de mim terás tudo
Doce melado escarrado
perdido delinquentemente seu
Mesmo que demore
quero a manhã do dia seguinte
o braço dormente
a chaleira apitando
a luz do sol no teu bronzeado
aquele sorriso...
Mesmo que demore
te olhar em pêlo
eu desejo
Tirar um téco
e te amar
sem parar, te amar, te amar...
Mesmo que demore
no coração fica mesmo
A lembrança do teu balançado
doçura divina
Mesmo que demore
terei certeza de ter te querido pra sempre
POR GIANCARLO MASTROBUONO
19 junho 2007
Foi sexta
Palavras confortantes da Roxa, querida, soulmate:
(...) sexta-feira foi dia de lua nova, fase de limpar, purificar, renovar. Na lua nova predomina a escuridão no céu... há uma diminuição do campo magnético... um vazio... prevalece o instinto e a consciência que ainda não foi despertada. Na escuridão da lua negra podemos contemplar os nossos objetivos mais elevados e abrir o espaço para que o destino possa agir. É preciso renovar as energias, preparando-nos para um novo ciclo.
Enfim, foi.
(...) sexta-feira foi dia de lua nova, fase de limpar, purificar, renovar. Na lua nova predomina a escuridão no céu... há uma diminuição do campo magnético... um vazio... prevalece o instinto e a consciência que ainda não foi despertada. Na escuridão da lua negra podemos contemplar os nossos objetivos mais elevados e abrir o espaço para que o destino possa agir. É preciso renovar as energias, preparando-nos para um novo ciclo.
Enfim, foi.
18 junho 2007
14 junho 2007
amigo-lhes,
qual a probabilidade de vc - dentro do carro em movimento - sair clicando a praia de ipanema que nem uma turista louca e captar nitidamente seus amigos, também turistas loucos, sem perceber?
a probabilidade eu não sei, só sei que me encaixo nela.
encontrar, encontrar, não nos encontramos, mas agora sei meeeesssssmo: vocês estavam lá!
simplesmente incrivel. é isso que eu chamo de sincronismo. o perfeito sincronismo do acaso.
qual a probabilidade de vc - dentro do carro em movimento - sair clicando a praia de ipanema que nem uma turista louca e captar nitidamente seus amigos, também turistas loucos, sem perceber?
a probabilidade eu não sei, só sei que me encaixo nela.
encontrar, encontrar, não nos encontramos, mas agora sei meeeesssssmo: vocês estavam lá!
simplesmente incrivel. é isso que eu chamo de sincronismo. o perfeito sincronismo do acaso.
12 junho 2007
03 junho 2007
01 junho 2007
todo és una ilusión. escuche.
por favor:
coloque o fone.
aumente o volume no máximo.
VEJA o som, clicando aqui:
*
*
*
"silenzio, no hay banda. no hay orquestra. todo és una gravación..."
*
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coloque o fone.
aumente o volume no máximo.
VEJA o som, clicando aqui:
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"silenzio, no hay banda. no hay orquestra. todo és una gravación..."
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28 maio 2007
e caio sempre me inspirando...
"Não vou perguntar por que você voltou, acho que nem mesmo você sabe, e se eu perguntasse você se sentiria obrigado a responder, e respondendo daria uma explicação que nem mesmo você sabe qual é. Não há explicação, compreende? Eu também não queria perguntar, pensei que só no silêncio fosse possível construir uma compreensão, mas não é, sei que não é, você também sabe, pelo menos por enquanto, talvez não se tenha ainda atingido o ponto em que o silêncio basta? É preciso encher o vazio de palavras, ainda que seja tudo incompreensão? Só vou perguntar por que você se foi, se sabia que haveria uma distância, e que na distância a gente perde ou esquece tudo aquilo que construiu junto. E esquece sabendo que está esquecendo."
*
"Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver."
*
"Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo."
**caio fernando abreu, caio fernando abreu, caio fernando abreu.

prefiro sempre acreditar que ele - sim, o caio - viveu as mesmas coisas que eu, ainda que cada um ao seu modo. me perco e me encontro dentro dessas íntimas prosas e, entre segredos passados, mágoas disfarçadas e eternos presentes, me sinto feliz, muito, muito feliz.
*
música da semana: "be thankful for what you got", sampled.
*
"Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver."
*
"Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo."
**caio fernando abreu, caio fernando abreu, caio fernando abreu.

prefiro sempre acreditar que ele - sim, o caio - viveu as mesmas coisas que eu, ainda que cada um ao seu modo. me perco e me encontro dentro dessas íntimas prosas e, entre segredos passados, mágoas disfarçadas e eternos presentes, me sinto feliz, muito, muito feliz.
*
música da semana: "be thankful for what you got", sampled.
21 maio 2007
entre. sintaxe a vontade.

"a partir de sempre
toda cura pertence a nós
toda resposta e dúvida
todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser
todo verbo é livre para ser direto ou indireto
nenhum predicado será prejudicado
nem tampouco a vírgula, nem a crase nem a frase e ponto final!
afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas
e estar entre vírgulas é aposto
(...)
que enxerguemos o fato
de termos acessórios para nossa oração
separados ou adjuntos, nominais ou não

façamos parte do contexto da crônica
e de todas as capas de edição especial
mas sejamos também o anúncio da contra-capa
porque ser a capa e ser contra-capa
é a beleza da contradição
é negar a si mesmo
e negar a si mesmo
é muitas vezes, encontrar-se com Deus
com o teu Deus
(...)

sem horas e sem dores
que nesse encontro que acontece agora
cada um possa se encontrar no outro
até porque...
tem horas que a gente se pergunta
por que é que não se junta
tudo numa coisa só? "
***
Letra? O Teatro Magico, lógico.
Motivo?
Essa foi a única forma que encontrei de agradecer todas as pessoas especiais da minha vida e a energia vital que elas me trazem. Thanks, God. I'm pretty blessed.
07 maio 2007
Agora
O mistério da mulher está em cada afirmação ou abstinência, na malícia das plausíveis revelações, no suborno das silenciosas palavras...
24 abril 2007
li por aí
Você repete, repete, repete, e de repente quer fugir. Você foge, e aí quer continuar fugindo.
E a fuga repete, repete, e de repente já não foge de mais nada. E aí você pára.
Até onde uma fuga da rotina consegue ir, sem se tornar uma nova rotina vestindo uma máscara de fugir dela mesma?
E a fuga repete, repete, e de repente já não foge de mais nada. E aí você pára.
Até onde uma fuga da rotina consegue ir, sem se tornar uma nova rotina vestindo uma máscara de fugir dela mesma?
http://www.pelasbarbasdoprofeta.blogspot.com/
23 abril 2007
- I´m stuck. Does it get easier?
- No. Yes. It gets easier.
The more you know who you are, and what you want, the less you let things upset you...
(de Lost in Translation)
**
"(...) caminhos escondem armadilhas inconscientes que preparamos para nossos próprios passos em direção do outro. O que está mergulhado no inconsciente é nosso maior tesouro e o mais insidioso perigo."
(por e-mail)
- No. Yes. It gets easier.
The more you know who you are, and what you want, the less you let things upset you...
(de Lost in Translation)
**
"(...) caminhos escondem armadilhas inconscientes que preparamos para nossos próprios passos em direção do outro. O que está mergulhado no inconsciente é nosso maior tesouro e o mais insidioso perigo."
(por e-mail)
11 abril 2007

Criatividade é coisa pouco usual: assombra.
Transforma a realidade. Desarranja. Subverte. Revela.
Desconfia do que vê e ouve. Duvida do certo. Atua até quando erra.
Infiltra-se nas noções preconcebidas. Diverte.
Perturba certezas estabalecidas.
Inventa novos caminhos e vocabulários incessantemente.
Provoca e muda pontos de vista.
Arte: Paul Von Poser
09 abril 2007
por ora

ilustração: giulianna ronna
nestes dias de repouso e tranquilidade olhei o mundo dentro de uma calmaria quase excessiva e sinto-me agora tão e somente tranquila.
não consigo imaginar como serão os próximos meses dentro e fora daqui. não sei qual é a forma que o meu novo eu tomará. não sei a resposta do outro em relação a mim, afinal os outros são o reflexo de nós mesmos no mundo, não?
meus sonhos têm me trazido mensagens incertas que por ora não quero interpretar. alongar o corpo pela manhã tem sido uma forma de espantar qualquer coisa que não esteja intrínseca em mim agora. aliás, só tenho pensado no agora. é quase egoista, é quase irresponsável, é quase animal. é tão palpável que dá gosto de tocar. por ora não peço nada, apenas possuo. por ora sou eu agora. meu eu em profunda mutação.
28 março 2007
20 março 2007
Do fim de semana:
O que eu adorei em Maria Antonieta foram os ícones modernos para contar uma história de época. Falo desde a tipologia geométrica e rosa-shock do logo e créditos do filme, até a trilha que embala a história: rock contemporâneo inglês que não é paisagem sonora do filme e sim do - e para o - espectador. Figurino e cenários fantásticos, boa direção, mas faltou. O filme é desnecessariamente longo e raso. Não conta, não tem porto de chegada e não comove. Não me comoveu.
Entre o melhor do som estão New Order ("Ceremony" encaixada em "Playsong", bela canção do álbum "Disintegration", do The Cure) e Strokes, "What Ever Happened" e minha grande descoberta : The Windsor for the Derby e a ma-ra-vi-lho-sa "Melody of a Fallen Tree".
Comprar trilhas sonoras muitas vezes pode parecer bobagem, já que o espírito colecionador dos musico-maníacos - como eu - faz com que o álbum não seja novidade, pois já se tem as gravações originais (bem) arquivadas em casa. Mas neste caso a boa seleção assinada por Kevin Shields (responsável também pela trilha de "Encontros & Desencontros") faz valer a atenção desperdiçada. A trilha é mesmo, sem dúvida, melhor que o filme!
Borat é too much for my humor. Faltou muito para que eu soltasse pelo menos uma média risada.
Hoje é dia de Os Infiltrados, aí sim. E que a boa expectativa não me decepcione!
Entre o melhor do som estão New Order ("Ceremony" encaixada em "Playsong", bela canção do álbum "Disintegration", do The Cure) e Strokes, "What Ever Happened" e minha grande descoberta : The Windsor for the Derby e a ma-ra-vi-lho-sa "Melody of a Fallen Tree".
Comprar trilhas sonoras muitas vezes pode parecer bobagem, já que o espírito colecionador dos musico-maníacos - como eu - faz com que o álbum não seja novidade, pois já se tem as gravações originais (bem) arquivadas em casa. Mas neste caso a boa seleção assinada por Kevin Shields (responsável também pela trilha de "Encontros & Desencontros") faz valer a atenção desperdiçada. A trilha é mesmo, sem dúvida, melhor que o filme!
Borat é too much for my humor. Faltou muito para que eu soltasse pelo menos uma média risada.
Hoje é dia de Os Infiltrados, aí sim. E que a boa expectativa não me decepcione!
19 março 2007
amora

(ilustração: sara mello)
ela finalmente tinha nascido, mas era estranho observá-la em meus braços e não sentir aquela emoção que sempre sonhei sentir. ela não se parecia comigo, nem com o pai. olhos bonitos, bochecas rosadas, pouco cabelo, orelhas levemente de abano, sorriso maduro. uma independência implícita em seus traços cruelmente entregava: ela não precisava de mim. talvez este fosse o porque da silenciosa dor que me tomava desde o momento em que a vi.
enquanto fazia sua mamadeira, deixei-a no carrinho e ela logo saiu caminhando em outra direção. eu queria que ela precisasse de mim, mas no fundo eu também não precisava dela. senti angustia, mas deixei-a livre e assim, ela se foi.
deitei na cama, pensamento distante, profunda frustração, sono pesado. uma enfermeira entrou no quarto confirmando o engano: "aqui está sua filha". ali estava minha verdadeira filha. logo vi nela muito de mim, da minha familia, do pai. ali estava meu amor. tão rapidamente eu já a amava mais do que tudo em minha vida. ela precisava inteiramente de mim. nós já não podíamos respirar sem ela.
22 fevereiro 2007
08 fevereiro 2007
"Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim, que seja doce.
Quando há sol e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas,se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada..."
CFA
Quando há sol e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas,se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada..."
CFA
06 fevereiro 2007
We need to rethink...
Sim, eu ainda me emociono quando recebo cartas escritas a mão, a arte é mais expressiva quando artesanal e os relacionamentos são mais puros (será essa a palavra?) quando não influenciados pelo mundo virtual. No entanto, já não era sem tempo, devo admitir: Sou apaixonada por internet.
"we need to rethink:
copyrights
authorship
identity
ethics
aesthetics
rhetorics
governance
privacy
commerce
love
family
OURSELVES"
"we need to rethink:
copyrights
authorship
identity
ethics
aesthetics
rhetorics
governance
privacy
commerce
love
family
OURSELVES"
05 fevereiro 2007
15 janeiro 2007
Before Sunset
Essa cena é de um dos meus filmes preferidos, que não seria nada sem o seu antecessor, Before Sunrise. Difícil descrever o que ela representa para mim.
Peço desculpas aos que:
- Nunca assistiram o filme;
- Não falam inglês;
- Não falam japonês
So, enjoy!
A trilha? Nina Simone, of course... Just in time.
12 janeiro 2007
08 janeiro 2007
post secret
vi essa matéria ontém no fantástico e fiquei super curiosa pra xeretar:
milhares de pessoas do mundo inteiro mandam postais para um cara revelando seus maiores segredos anonimamente. a mania pegou tanto que ele recebe centenas de postais diariamente e resolveu até montar um blog:
doida a necessidade de ferramentas cada vez menos palpáveis para a 'salvação', a busca do perdão por intermédio - somente - do abstrato.
milhares de pessoas do mundo inteiro mandam postais para um cara revelando seus maiores segredos anonimamente. a mania pegou tanto que ele recebe centenas de postais diariamente e resolveu até montar um blog:
doida a necessidade de ferramentas cada vez menos palpáveis para a 'salvação', a busca do perdão por intermédio - somente - do abstrato.
04 janeiro 2007
03 janeiro 2007
Sem fome, sem sono, sem culpa, e sem dor.
Sem ciúmes, sem pressa, sem ódio, sem apego e sem pressões. Sem expectativas, sem promessas, sem cobranças, sem vergonha, e sensível. Sem medo. Sem controle. Sem juízo. Sentindo-me amada com delícia e liberdade, e amando com grandeza e ousadia. Sentindo-me íntima da transitoriedade. Buscando o equilíbrio no instável, no insólito, no inesperado, no inexistente... Sentindo-me passageira nesta viagem louca e sem destino. Percorrendo caminhos ainda não trilhados. Ficando cada vez mais e mais perplexa, fascinada e encantada com os novos horizontes. Amando as surpresas todas no momento mesmo em que acontecem.
Quebrando barreiras, de modo irreversível.
Ultrapassando limites.
Buscando (e encontrando!) a essência de cada coisa nela mesma. Compreendendo as razões também daqueles que não conseguem me compreender. Podendo até ser julgada por minhas atitudes desprendidas e por meu comportamento fora de padrão... Podendo (é claro) ser julgada, mas condenada, jamais!
Vivendo o mais profundo, o mais criativo, o mais sensual, o mais inocente e sagrado período da minha vida. Sugando a delícia doce das coisas livres. Vivendo as maiores e as mais altíssimas paixões da minha vida, e vibrando com tudo que me toca. Sentindo-me a cada momento como se Deus me estivesse cobrindo com as flores das flores das flores.
Inundado de carinho e gratidão.
Dançando nas minhas próprias e nas tuas emoções.
Com a cabeça nas nuvens, e o coração no infinito glorioso.
Portanto, o que mais posso eu querer da vida, além de amores breves e brilhantes, crepúsculos cor de abóbora na Praia de Pernambuco, óleo de amêndoas doces, rosas brancas e vermelhas, taças de vinho transbordantes, muita liberdade, muita alegria, saúde, poesia, tesão, gostosura... e tempo livre para viver tudo isso?
EDSON MARQUES
Sem ciúmes, sem pressa, sem ódio, sem apego e sem pressões. Sem expectativas, sem promessas, sem cobranças, sem vergonha, e sensível. Sem medo. Sem controle. Sem juízo. Sentindo-me amada com delícia e liberdade, e amando com grandeza e ousadia. Sentindo-me íntima da transitoriedade. Buscando o equilíbrio no instável, no insólito, no inesperado, no inexistente... Sentindo-me passageira nesta viagem louca e sem destino. Percorrendo caminhos ainda não trilhados. Ficando cada vez mais e mais perplexa, fascinada e encantada com os novos horizontes. Amando as surpresas todas no momento mesmo em que acontecem.
Quebrando barreiras, de modo irreversível.
Ultrapassando limites.
Buscando (e encontrando!) a essência de cada coisa nela mesma. Compreendendo as razões também daqueles que não conseguem me compreender. Podendo até ser julgada por minhas atitudes desprendidas e por meu comportamento fora de padrão... Podendo (é claro) ser julgada, mas condenada, jamais!
Vivendo o mais profundo, o mais criativo, o mais sensual, o mais inocente e sagrado período da minha vida. Sugando a delícia doce das coisas livres. Vivendo as maiores e as mais altíssimas paixões da minha vida, e vibrando com tudo que me toca. Sentindo-me a cada momento como se Deus me estivesse cobrindo com as flores das flores das flores.
Inundado de carinho e gratidão.
Dançando nas minhas próprias e nas tuas emoções.
Com a cabeça nas nuvens, e o coração no infinito glorioso.
Portanto, o que mais posso eu querer da vida, além de amores breves e brilhantes, crepúsculos cor de abóbora na Praia de Pernambuco, óleo de amêndoas doces, rosas brancas e vermelhas, taças de vinho transbordantes, muita liberdade, muita alegria, saúde, poesia, tesão, gostosura... e tempo livre para viver tudo isso?
EDSON MARQUES
05 dezembro 2006
02 dezembro 2006
"Olha só, quem tá pedindo aprovação
Não sabe nem pra onde ir
Se alguém não aponta a direção
Periga nunca se econtrar
Será que ele vai perceber
Que foge sempre do lugar
Deixando o ódio se esconder"*
Por vários motivos hoje eu tinha que ter ido ao Los Hermanos. A serenidade às vezes nos leva a sabedoria sem saber como e nem por quê. O dia não foi fácil, as informações não foram relevantes, mas a energia às vezes faz questão de provar que é a minha maior aliada.
Comecei o dia com uma frase deles (aqui, logo abaixo), e terminei com várias outras intrínsecas em mim. Sentir um êxtase natural num dia como esse não tem preço. Sentir pena do outro pode não ser legal. Sentir-se são e seguro pode ser sábio e precioso.
Só não posto mais alguns trechos Deles* para não parecer piegas. Mas resume a vida. Pra não falar da Nina na volta... = )
Puta que pariu, hoje o show foi animal.
Não sabe nem pra onde ir
Se alguém não aponta a direção
Periga nunca se econtrar
Será que ele vai perceber
Que foge sempre do lugar
Deixando o ódio se esconder"*
Por vários motivos hoje eu tinha que ter ido ao Los Hermanos. A serenidade às vezes nos leva a sabedoria sem saber como e nem por quê. O dia não foi fácil, as informações não foram relevantes, mas a energia às vezes faz questão de provar que é a minha maior aliada.
Comecei o dia com uma frase deles (aqui, logo abaixo), e terminei com várias outras intrínsecas em mim. Sentir um êxtase natural num dia como esse não tem preço. Sentir pena do outro pode não ser legal. Sentir-se são e seguro pode ser sábio e precioso.
Só não posto mais alguns trechos Deles* para não parecer piegas. Mas resume a vida. Pra não falar da Nina na volta... = )
Puta que pariu, hoje o show foi animal.
*Los Hermanos
29 novembro 2006
16 novembro 2006
Recomendo O Ano Em Que Meus Pais Saíram De Férias: excelente cenografia e atuaçãoes. Enredo bacaninha. Ponto para o cinema brasileiro!
15 novembro 2006
Eu nunca vou ser o tipo de moça terninho. O tipo que limpa nervosamente a boca com o guardanapo quando come. O tipo que sonha com cavalos sendo alimentados com muesli. Eu nunca serei mocinha, dessas que secam o cabelo. De manhã e à noite. Daquelas que comem maçãs em vez de chocolate. Eu nunca vou me comportar como se espera. Eu nunca vou deixar de franzir a testa porque franzir a testa dá rugas. Eu não penso no quanto preciso fazer a unha. Eu não me preocupo se saí com uma meia de cada par. Eu não me preocupo com pares em geral, nem com meias. Eu acordo todos os dias às 7:28h porque odeio tudo o que é redondo.
Poucas vezes errei de caminho, mas é só porque os caminhos são tão tortuosos, tão sinuosos, que é difícil dizer quando terminei um e comecei outro, quando realmente escolhi ou quando fui a esmo. Na maioria das vezes, vou a esmo. Acredito demais nas minhas entranhas. Desconfio muito da minha capacidade de planejamento. Não sei o que vou estar fazendo daqui a cinco anos e chego atrasada em entrevistas de emprego (mas não me atraso para mais nada).
Odeio uniformidade, odeio unilateralidade, odeio unidireção, odeio “unis” em geral, inclusive uniões. Não acredito em uniões, para ser sincera. Acredito em andar junto. Fundir, não.
Acredito em caminhos tortos, mas não em errados. Nem em certos. Apenas espertos ou burros. Para caminho não se dá nota. Porque notas têm que partir de uma certeza absoluta e ir baixando quanto mais se afasta disso. Só que ninguém sabe de nada, ninguém tem o direito de saber mais, nem a capacidade. Ninguém entenderia porque um caminho limpo e reto me deixaria deprimida. Ninguém entende quando choro estando tudo, tudo bem.
E foda-se.
Não entendo como há gente to tipo terninho, do tipo que limpa nervosamente a boca com o guardanapo, do tipo que sonha com cavalos e seca o cabelo. Não entendo, não faz parte do meu mundo, rio de ironia (são pessoas que ainda não entenderam que vão morrer). Ou de tédio. Rio dos textos lineares. Acho graça em quem tenta fazer da literatura uma arte exata (se isso existe). Não rio de raiva (embora possa acontecer). Rio porque acho fofo. Elementar. Uma infamiliaridade com a escrita igual a que eu tenho com um pincel. Ou com um guardanapo grande.
Mas tento ao máximo respeitar. Tem gente que sabe onde vai estar daqui a um mês e realmente sabe. Eu não sei. Eu prefiro ser surpreendida no meio do caminho. Mudar meu curso, voltar, cortar caminho, ser pega pela polícia, chutar e ser presa, chorar, depois rir de tudo e vir contar. Não sei o que me fará feliz. Sei o que me faz.
Ah, chega.
Poucas vezes errei de caminho, mas é só porque os caminhos são tão tortuosos, tão sinuosos, que é difícil dizer quando terminei um e comecei outro, quando realmente escolhi ou quando fui a esmo. Na maioria das vezes, vou a esmo. Acredito demais nas minhas entranhas. Desconfio muito da minha capacidade de planejamento. Não sei o que vou estar fazendo daqui a cinco anos e chego atrasada em entrevistas de emprego (mas não me atraso para mais nada).
Odeio uniformidade, odeio unilateralidade, odeio unidireção, odeio “unis” em geral, inclusive uniões. Não acredito em uniões, para ser sincera. Acredito em andar junto. Fundir, não.
Acredito em caminhos tortos, mas não em errados. Nem em certos. Apenas espertos ou burros. Para caminho não se dá nota. Porque notas têm que partir de uma certeza absoluta e ir baixando quanto mais se afasta disso. Só que ninguém sabe de nada, ninguém tem o direito de saber mais, nem a capacidade. Ninguém entenderia porque um caminho limpo e reto me deixaria deprimida. Ninguém entende quando choro estando tudo, tudo bem.
E foda-se.
Não entendo como há gente to tipo terninho, do tipo que limpa nervosamente a boca com o guardanapo, do tipo que sonha com cavalos e seca o cabelo. Não entendo, não faz parte do meu mundo, rio de ironia (são pessoas que ainda não entenderam que vão morrer). Ou de tédio. Rio dos textos lineares. Acho graça em quem tenta fazer da literatura uma arte exata (se isso existe). Não rio de raiva (embora possa acontecer). Rio porque acho fofo. Elementar. Uma infamiliaridade com a escrita igual a que eu tenho com um pincel. Ou com um guardanapo grande.
Mas tento ao máximo respeitar. Tem gente que sabe onde vai estar daqui a um mês e realmente sabe. Eu não sei. Eu prefiro ser surpreendida no meio do caminho. Mudar meu curso, voltar, cortar caminho, ser pega pela polícia, chutar e ser presa, chorar, depois rir de tudo e vir contar. Não sei o que me fará feliz. Sei o que me faz.
Ah, chega.
Por Bia Singer
10 novembro 2006

Senti ciúme. E ontém senti frio também, mas não tão bom quanto o da brisa. A não ser que fosse sem forma, que a ele não fosse delegada nenhuma solução, porque em si é onde ele se bastaria, sentir-se ia. Ou iam?
Seria então de cumplicidade maior, num deixar mais sereno, já que diferente não poderia ser. Não teria referência, não seria vivido. Poderia até não ter sofrido, porque da soma faria medo, compensar descompensado; construído, destruído, detonado.
O frio foi olho d'agua. Interrogação. Um quê que leva pra não sei onde. Tudo novo. Tudo novo de novo.
Seria então de cumplicidade maior, num deixar mais sereno, já que diferente não poderia ser. Não teria referência, não seria vivido. Poderia até não ter sofrido, porque da soma faria medo, compensar descompensado; construído, destruído, detonado.
O frio foi olho d'agua. Interrogação. Um quê que leva pra não sei onde. Tudo novo. Tudo novo de novo.
Unilateral
Parece que tem uma bolinha de ar pequenina dentro da narina direita. A cada inspira-expira, uma cócega. A cada cócega, lágrimas e lágrimas. Mas só pelo olho direito.
Assim estou desde que ressucitei da minha cólica: chorando por um olho só. E desta vez não há metáforas.
Assim estou desde que ressucitei da minha cólica: chorando por um olho só. E desta vez não há metáforas.
06 novembro 2006
01 novembro 2006
25 outubro 2006
Ando sensível desde que fui assistir o Vôo United. Fazia tempo que não me emocionava, mas de umas semanas pra cá eu tô mais eu, mais Manu. É, eu sou sensível pra caralho. Não tô melosa, mas ando me identificando com as emoções alheias a todo momento.
Mas não era disso que eu ia falar... Era mesmo pra postar um texto da Antônia, como sempre, maravilhosa:
*(Sarinha, desta vez a ilustração não é exclusiva, mas já que o texto também não é...)

(Corpos - Sara Mello)
Entreato de um verão: o amor.
Te vejo na pista, me encosto. Te quero. Sou sua. Me enrosco. Na tua. Me leva. Contigo. Pra onde meu corpo possa ser seu território. Onde cada centímetro da sua pele sinta a presença da minha pele. Dez milhões de terminações nervosas juntas, um curto circuito. Eu e você. Percorro teu corpo com a ponta dos dedos, desbravo planícies sensoriais.
Me pega. De um jeito que seja pra sempre. Me guarda no seu coração. Veste minha barriga de Sol, vamos imaginar jardins. Usa suas mãos finas pra tocar meu rosto. Decora cada feição. Enfie seus dedos por entre o emaranhado dos meus cabelos. E puxe. De leve. Juntando seu peito ao meu. Sinta. Tudo bate pulsa mais rápido quando você está perto, aqui, em mim.
Siga o trilho da palma da minha mão e se embaralhe ao meu destino. Minha sua vida. Escrevamos nossa história a quatro mãos. Vamos dissolver fronteiras, percamos a distinção. Eu e tu, teu. Minha pele morena avança sobre tua pele jambo. Meus cachos, teus cachos. Enrolam-se. Misturam-se. Cada gota do seu suor escorre pelo meu corpo, tua regência. Faz calor. Aqui e dentro do mar é tudo uma coisa só. Outra temperatura.
Mas não era disso que eu ia falar... Era mesmo pra postar um texto da Antônia, como sempre, maravilhosa:
*(Sarinha, desta vez a ilustração não é exclusiva, mas já que o texto também não é...)

(Corpos - Sara Mello)
Entreato de um verão: o amor.
Te vejo na pista, me encosto. Te quero. Sou sua. Me enrosco. Na tua. Me leva. Contigo. Pra onde meu corpo possa ser seu território. Onde cada centímetro da sua pele sinta a presença da minha pele. Dez milhões de terminações nervosas juntas, um curto circuito. Eu e você. Percorro teu corpo com a ponta dos dedos, desbravo planícies sensoriais.
Me pega. De um jeito que seja pra sempre. Me guarda no seu coração. Veste minha barriga de Sol, vamos imaginar jardins. Usa suas mãos finas pra tocar meu rosto. Decora cada feição. Enfie seus dedos por entre o emaranhado dos meus cabelos. E puxe. De leve. Juntando seu peito ao meu. Sinta. Tudo bate pulsa mais rápido quando você está perto, aqui, em mim.
Siga o trilho da palma da minha mão e se embaralhe ao meu destino. Minha sua vida. Escrevamos nossa história a quatro mãos. Vamos dissolver fronteiras, percamos a distinção. Eu e tu, teu. Minha pele morena avança sobre tua pele jambo. Meus cachos, teus cachos. Enrolam-se. Misturam-se. Cada gota do seu suor escorre pelo meu corpo, tua regência. Faz calor. Aqui e dentro do mar é tudo uma coisa só. Outra temperatura.
17 outubro 2006
16 outubro 2006
Tua ansiedade

(ilustração: Sara Mello)
Eu já tinha te dito que essa sua ansiedade não ia te levar a nada. Essa tua mania de não fazer mistério, de acreditar que abrir-se é aflorar-se, mas para aflorar precisa regar. Não é unânime esta beleza pura dentro de ti. Essa ingenuidade carente que aperta teu coração não te permite fazer vento, nem brisa, nem mar. Já te disse – e você já prometeu – cuidar mais de si. Do teu canto, das tuas conquistas, do teu coração e da tua coragem. Prometeu em palavras ditas e escritas, em preces secretas, meros papéis rasgados em sonhos sombrios e, na verdade, estas promessas só fazem sentido para você mesma. Ninguém nunca revindicará o mal que faz a si, porque é um mal silencioso que anda te corroendo ao longo dos anos, te fazendo sentir dessa forma que não pode comunicar a ninguém, só a mim. Estou aqui, bem perto, até o fim, seja ele qual for. E que ele brote da tua mais profunda vontade.
15 outubro 2006
04 outubro 2006

se alguma possibilidade de estar em teus braços novamente me ocorreu ontém, creio que ela me trouxe allegria. bom saber que é isso que me despertas. já me apaixonei pela raiva, pela insegurança, já projetei outros olhos nos meus querendo encaixá-los dentro de visões tão claras e distintas. ja me apaixonei pela distância, pelo não amado, pelo não admirado. me apaixonei então pela incerteza, pelo ciúme que ele gerava em mim, pelas músicas que me remetiam a nós, num estar tão monótono, solitário, infantojuvenil; rico de poesia, mas ausente de cor, ainda que fosse um cinza chumbo, mas nítido aos olhos e ao coração. me apaixonei pela minha própria dor, pela minha amargura, pelo não estar em mim mesma. tive que fazer meu coração entender a tal diferença entre a paixão e projeção, entre o que se tem e o que não se acessa, e de repente, por algumas horas, voltei à estaca zero quando olhei para dentro de mim e senti allegria. foi o que eu senti. foi por você e não por mim. um brinde às sensações nobres.
(Ilustração: Sara Mello)
03 outubro 2006
27 setembro 2006
26 setembro 2006
ela
ela acha
ela acha que
ela acha que sente
ela acha que sente saudade
ela acha que sente saudade de
ela acha que sente saudade dele
ela acha que sente saudade dele e
ela acha que sente saudade dele e de
ela acha que sente saudade dele e dela.

Ilustração: Sara Mello
ela acha
ela acha que
ela acha que sente
ela acha que sente saudade
ela acha que sente saudade de
ela acha que sente saudade dele
ela acha que sente saudade dele e
ela acha que sente saudade dele e de
ela acha que sente saudade dele e dela.

Ilustração: Sara Mello
25 setembro 2006
19 setembro 2006
Ain't got no/ I got life

Ilustração: Sara Mello
Agora Jeff Buckley preenche profundamente meus ouvidos brincando de fazer poesia com os sentimentos calados no meu introspecto desde a noite passada. Não pensei nisso antes, mas tudo ganhou uma nova perspectiva: mais realista e mais cruel, porque a realidade é seeempre mais cruel.
Quando escolhi viver aqui e não lá em cima, sabia que seria assim. E teria que partir de mim. Só eu poderia medir a dor de meus ombros pesados despencados de tão alto e escolher encarar o que se tem por aqui.
O tapa não pára de latejar. Faz meses. Já fiquei sem ar, já gritei, já arremessei coisas, cuspi, bati. Já dirigi loucamente, e então me acalmei.
Agora tudo tem rabiscos cinza, numa linha constante e sem fim. Agora é música densa, poesia grossa. É intima melancolia. É pra sempre. Não é escolha, mas não finjo mais. Vejo, não fujo. O colorido sou eu que pinto. E dou tinta e pincel àqueles que eu escolhi.
"What about God?
Why am I alive anyway?
Yeah, what about God?
Nobody can take away
I got my hair, I got my head
I got my brains, I got my ears
I got my eyes, I got my nose
I got my mouth, I got my smile
I got my tongue, I got my chin
I got my neck, I got my boobs
I got my heart, I got my soul
I got my back, I got my sex
I got my arms, I got my hands
I got my fingers, Got my legs
I got my feet, I got my toes
I got my liver, Got my blood
I've got life , I've got my freedom
I've got the life
And I'm gonna keep it
I've got the life
And nobody's gonna take it away
I've got the life"
Nina Simone
13 setembro 2006
Plural

Eu nunca permiti que uma alma fraca me roubasse energia. Ou sempre me enganei. Hoje a leveza acordou comigo e horas depois fui me sentindo fraca de um jeito que meus músculos não conseguiam esticar meus lábios. Assim, me calo.
Sozinha no carro, nem liguei o som. Não me deixei permitir, isso sim. E me cobro, como eu me cobro... assim foi por toda a manhã.
Num outro momento, e num patamar maior, uma angustia em querer carregar no colo pessoas grandes em momentos frágeis. Isso me tomou. Descobri a tarde que a angustia da manhã não era angústia, era pretensão. Quis então, ali e aqui, em pensamento e meras palavras jogadas, borradas, mal ditas, poder elevar quem estava sem chão. Foi quando pensei que carregar o grande pode ser mais fácil do que lidar com o pequeno. Sentir contagio com o sublime é desafiar a perdição.
Sua tristeza é bela. Sua tristeza é cheia, transborda beleza.
Sua, suas. Acabam sendo nossas.
Catarse.
Compaixão.
Ilustração: Sara Mello

Ilustração: Sara Mello
Num deserto de almas também desertas,
uma alma especial reconhece de imediato a outra
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
12 setembro 2006
06 setembro 2006
.mais.e.u.

O feriado vai encurtar a semana e um pouco das olheiras de abatimento. Andei alegre e angustiada, uma infeliz combinação. Hoje os minutos passaram rápidos e densos, e, ao fim do dia, sinto um alívio são.
Questionei sombras invisíveis e fragilizei-me frente a mim mesma quando discretamente tentei me olhar no espelho e não consegui. Persisti. Eu sempre persisto. Gosto do que vejo agora. Admiração profunda ao louvável.
(Ilustração: Sara Mello)
04 setembro 2006
Com muito orgulho...
O trabalho da jovem arquiteta e designer Kelly Pisacane não se caracteriza apenas pela nobreza das jóias, mas pela arte de transformá-las em pequenas esculturas. Detalhes são cautelosamente aplicados em suas criações, tornando-as referência de qualidade, acabamento e bom gosto. Sua arte simboliza a união do romântico ao contemporâneo, da doçura à extravagância, criando peças que agregam feminilidade e personalidade a quem as veste.24 agosto 2006
***
Queria contar que agora eu tenho uma parceira (ça!) de blog. Todos os meus posts - ou boa parte deles - terão ilustrações exclusivas de nada mais nada menos que Sara Mello.
Manu escreve. Sara lê. Sara cria. Manu posta.
Demais! ; )
Manu escreve. Sara lê. Sara cria. Manu posta.
Demais! ; )
23 agosto 2006

Dias antes poderia ter saído no mínimo ilesa, mas não me permiti. Nas noites seguintes o pensamento era outro e hoje já não sei qual é. Tenho dormido com a cabeça vazia entre as caixas de minhas recordações, enquanto a luz não vem clarear meu quarto escuro contando um pouco do que está por vir.
Agora é uma mistura de ausência e presença, minha e sua. Os quatro olhos brilhantes, o sorriso doce, as fortes gargalhadas. As barrigas grudadas, os desenhos de nossos corpos se misturando, antes realistas e hoje surreais.
Lembrei das gotas de água quente, do abraço apertado, dos beijos nos olhos fechados imaginando as nuâncias de seu rosto, em uníssono, silenciosamente me pedindo para nunca mais sair dali.
Hoje, no espaço infinito da nossa ausência, penso que gosto do que tenho por aqui: Me and myself imensamente elevados após sua presença dentro e fora de mim. Tudo junto de uma só vez. Peço desculpas por não poder me expressar.
Vai e volta. Ou vá e não volte. A gente nunca sabe o que faz. Agora não quero saber. Déja vu.
20 agosto 2006
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