nesta noite pálida e escura que só faz gerar pensamentos, escrevo sob a cama fria idéias de nós dois.
imagens que não se definem, sensações que não se completam, frio no corpo.
uma poesia suja de saudade, sorrisos cheios de vontade, idéias soltas na incompletude do meu ser.
medíocre poeta. sentir o que não sentes, o que não sabes, o que nunca saberás. dormir sem sono, sonhar teu sonho, não tocar teu rosto, amar depois.
Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem fatos, a minha história sem vida. São as minhas confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho a dizer.
12 maio 2004
O segundo
A determinação inicia.
A obstinação reage.
O primeiro é uma ação positiva.
O segundo é uma re-ação negativa.
A obstinação reage.
O primeiro é uma ação positiva.
O segundo é uma re-ação negativa.
10 maio 2004
KILL BILL
Cheguei na sessão 10 minutos atrasada, sentei e não consegui mais desviar meu olhar da tela.
As críticas são bem variadas e um tanto polêmicas, mas a minha conclusão foi uma só: Que filme irado! Estética violenta, performances perfeitas, e ao fundo trilha sonora alucinante. APROVADO!
Dia das mães
Dormi até as 19:00 h. É sério. Com uma pequena pausa das 11:00 às 11:30, pra trocar de roupa e em seguida, destrocar.
Tudo bem que eu queria fingir que não era dia das mães e que eu não tinha minha mãe aqui para almoçar comigo, ou melhor, para eu almoçar com ela, mas não era pra tanto... Acordei zureta.
NO BÁSICO:
Diálogo durante o jantar:
Rê Pêra: - Por quê a gente bodeia das pessoas, hein?
Jou: - Porque as pessoas fazem tanta coisa errada que...
Pepe em equilíbrio: - Porque você não teve inteligência emocional o suficiente para manter a relação.
Manu soneca: - Sóóóó...
NA CASA ROSA AGAIN:
Pra tentar dormir de novo, alugamos Frida e assisti grudadinha com o Pepe (esses amigos quebram um galho no domingo a noite hein?!).
E que mania é essa que eu tô de assistir de novo todos os filmes que eu gostei?! Pela segunda vez: Frida é Sensacional!
By the way:
MÃÃÃÃÃÃÃÃE, eu não te liguei né?! Foi falta de grana, viu?! Mas o tempo em que fiquei acordada pensei muito em você...
Love,
Manu
Tudo bem que eu queria fingir que não era dia das mães e que eu não tinha minha mãe aqui para almoçar comigo, ou melhor, para eu almoçar com ela, mas não era pra tanto... Acordei zureta.
NO BÁSICO:
Diálogo durante o jantar:
Rê Pêra: - Por quê a gente bodeia das pessoas, hein?
Jou: - Porque as pessoas fazem tanta coisa errada que...
Pepe em equilíbrio: - Porque você não teve inteligência emocional o suficiente para manter a relação.
Manu soneca: - Sóóóó...
NA CASA ROSA AGAIN:
Pra tentar dormir de novo, alugamos Frida e assisti grudadinha com o Pepe (esses amigos quebram um galho no domingo a noite hein?!).
E que mania é essa que eu tô de assistir de novo todos os filmes que eu gostei?! Pela segunda vez: Frida é Sensacional!
By the way:
MÃÃÃÃÃÃÃÃE, eu não te liguei né?! Foi falta de grana, viu?! Mas o tempo em que fiquei acordada pensei muito em você...
Love,
Manu
[02/04/2003]
Parece piada, mas é verdade.
Hoje no trânsito, duas meninas me deram tchau e me chamaram de Fernandinha. Não tive outra reação a não ser ficar sem graça e fingir que não foi comigo. Mas isso já foi há anos, como pode?! Pera aí, deixa eu explicar:
Quando eu tinha onze anos, minha tia Leila falou pra mim: "Manu, fiz sua incrição no Programa de Férias do Clube Pinheiros!". Tratava-se de um programa de férias, como o própro nome diz, onde a criançada passava o dia todo no clube fazendo N atividades. Tipo coisa de acampamento. Bom, adorei, eu e meus primos iríamos todos os dias juntos, bem legal...
Um dia antes, a tia Leila vira e fala pra mim: "Manu, é o seguinte: a partir de agora seu nome é Fernanda, porque você sabe, você ainda não é sócia do clube, e quem não é sócio não pode participar!"
Eu, uma CRIANÇA em busca de diversão, é lógico, aceitei.
Detalhe: Minha prima Fernanda na época tinha quatorze anos, e eu, além de tudo, tinha que passar por essa idade.
No primeiro dia, a primeira atividade era a divisão dos grupos. E por idade.
Caí num grupo chamado Marcha Ré (nada sugetivo, né?!) onde a idade mínima era treze anos. Fiquei por lá. De cara meu apelido virou Fernadinha. Se hoje eu tenho 1,59 de altura, acredito que na época eu tinha no máximo 1,48. Todas eram desenvolvidas, tinham peito e eu nem sutien usava. Desencanei das comparações e resolvi curtir... Foi bem legal. Fiquei popular por todo o Programa de Férias como a minhonzinha, queridinha da turma. Me dei muito bem com as meninas e tal. Às vezes elas ficavam me fazendo perguntas de matérias do ginásio (eu falava que estava na sexta, mas na verdade estava na quarta série), mas tudo bem, minha versatilidade me salvava.
O único problema de vários dias era na hora de ir embora. Fred, Carlinhos e Roberta (meus primos) gritavam em coral: "MANOELA, A MAMÃE CHEGOU, VAMO EMBORA!". Daí eu, na rodinha de amigas, me fazia de desentendida e depois saia andando.
Um dia não teve jeito. Todas me enquadraram me fazendo mil perguntas. Tive que falar que meu nome era Fernanda Manoela. Sorte que na época nem identidade eu tinha, porque até isso elas me pediram.
Consegui aguentar o Programa de Férias até o final e, de certa forma, tudo correu bem.
Mês seguinte virei sócia do clube. Mas quem disse que dava pra eu frequentar?! Eu andava pra cima e pra baixo e minha identidade era única: Fernanda Estellita.
Tive que me ausentar... Passei em média um ano sem ir lá, até que me increvi no treino de volei. Chegando lá, a técnica do time era exatamente a monitora do Marcha Ré. Ela não entendeu nada, mas eu me expliquei e ficou tudo bem. Passei a me sentir eu mesma e deixei essa história toda pra trás.
Ironia do destino ou não, encontro hoje no trânsito aquela que era a minha melhor amiga do Marcha Ré... O engraçado é que nem o nome dela eu lembro...
Hoje no trânsito, duas meninas me deram tchau e me chamaram de Fernandinha. Não tive outra reação a não ser ficar sem graça e fingir que não foi comigo. Mas isso já foi há anos, como pode?! Pera aí, deixa eu explicar:
Quando eu tinha onze anos, minha tia Leila falou pra mim: "Manu, fiz sua incrição no Programa de Férias do Clube Pinheiros!". Tratava-se de um programa de férias, como o própro nome diz, onde a criançada passava o dia todo no clube fazendo N atividades. Tipo coisa de acampamento. Bom, adorei, eu e meus primos iríamos todos os dias juntos, bem legal...
Um dia antes, a tia Leila vira e fala pra mim: "Manu, é o seguinte: a partir de agora seu nome é Fernanda, porque você sabe, você ainda não é sócia do clube, e quem não é sócio não pode participar!"
Eu, uma CRIANÇA em busca de diversão, é lógico, aceitei.
Detalhe: Minha prima Fernanda na época tinha quatorze anos, e eu, além de tudo, tinha que passar por essa idade.
No primeiro dia, a primeira atividade era a divisão dos grupos. E por idade.
Caí num grupo chamado Marcha Ré (nada sugetivo, né?!) onde a idade mínima era treze anos. Fiquei por lá. De cara meu apelido virou Fernadinha. Se hoje eu tenho 1,59 de altura, acredito que na época eu tinha no máximo 1,48. Todas eram desenvolvidas, tinham peito e eu nem sutien usava. Desencanei das comparações e resolvi curtir... Foi bem legal. Fiquei popular por todo o Programa de Férias como a minhonzinha, queridinha da turma. Me dei muito bem com as meninas e tal. Às vezes elas ficavam me fazendo perguntas de matérias do ginásio (eu falava que estava na sexta, mas na verdade estava na quarta série), mas tudo bem, minha versatilidade me salvava.
O único problema de vários dias era na hora de ir embora. Fred, Carlinhos e Roberta (meus primos) gritavam em coral: "MANOELA, A MAMÃE CHEGOU, VAMO EMBORA!". Daí eu, na rodinha de amigas, me fazia de desentendida e depois saia andando.
Um dia não teve jeito. Todas me enquadraram me fazendo mil perguntas. Tive que falar que meu nome era Fernanda Manoela. Sorte que na época nem identidade eu tinha, porque até isso elas me pediram.
Consegui aguentar o Programa de Férias até o final e, de certa forma, tudo correu bem.
Mês seguinte virei sócia do clube. Mas quem disse que dava pra eu frequentar?! Eu andava pra cima e pra baixo e minha identidade era única: Fernanda Estellita.
Tive que me ausentar... Passei em média um ano sem ir lá, até que me increvi no treino de volei. Chegando lá, a técnica do time era exatamente a monitora do Marcha Ré. Ela não entendeu nada, mas eu me expliquei e ficou tudo bem. Passei a me sentir eu mesma e deixei essa história toda pra trás.
Ironia do destino ou não, encontro hoje no trânsito aquela que era a minha melhor amiga do Marcha Ré... O engraçado é que nem o nome dela eu lembro...
07 maio 2004
Se você não curte abstração, definitivamente pule este post. Ou então, engula-o!
Uma quinta e uma sexta um tanto carentes serviram para altas reflexões. Cereja e Pêra, atordoadas pelos mesmos motivos, dispostas a mergulhar dentro de si em busca das mais árduas respostas...
Segue algumas poucas das muitas fontes de reflexão deste últimos dias...
"Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente, reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes ousada." LYA LUFT
"Pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho. É sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e, quem sabe, respirar." LYA LUFT
"Não temos amado acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende por que não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que já não tenha sido catalogada. Temos construido catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construimos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregues a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de sermos inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando estivessemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza nosssa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E, a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia..." CLARICE LISPECTOR
"Todo amor temporal não teve pra mim outro gosto, senão o de lembrar o que perdi." FERNANDO PESSOA
" Eu não queria sentir a vida, nem tocar nas coisas, pela experiência do meu temperamento em contágio do mundo, porque a sensação da vida era sempre dolorosa pra mim. Mas ao evitar esse contato isolei-me, e, isolando-me, exacerbei a minha sensilbilidade já excessiva." FERNANDO PESSOA
"How I wish I didn't drink and smoke to reasons with my head. But sometimes this thick confusion grows until I cannot bear it all" DAVE MATTHEWS
" O que tenho sobretudo é cansaço, e aquele desassossego que é gêmeo do cansaço, quando este não tem outra razão senão o estar sendo." FERNANDO PESSOA
" O que eu sinto é (sem que eu queira) sentido para escrever que se sentiu. O que penso está logo em palavras, misturado com imagens que o desfazem, aberto em ritmos que são outra coisa qualquer. De tanto pensar-me já sou meus pensamentos, mas não eu." FERNANDO PESSOA
" Enveheci pelas sensações... Gastei-me gerando os pensamentos... E a minha vida passou a ser uma febre metafísica, sempre descobrindo sentido oculto nas coisas..." FERNANDO PESSOA
" O disfarce irreal da consciência serve somente para destacer aquela consiência que não disfarça" FERNANDO PESSOA
" Ter que estar aqui escrevendo isto por ser preciso à alma fazê-lo, e, mesmo isto, não poder sonhá-lo apenas, exprimi-lo sem palavras, sem consciência mesmo, por uma construção de mim próprio em música e esbatimento, de modo que me subissem as lágrimas aos olhos só de me sentir expressar-me, e eu fluísse, como um rio encantado, por lentos declives de mim próprio..." FERNANDO PESSOA
"Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estético, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto ? bem-amada...
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens." VINICIUS DE MORAES
"Resta transfigurar a realidade dentro desta incapacidade de aceitá-la" (Fala aí, Polly?!)
"O sonho acabou. Vamos encarar a realidade. Não se drogue por não ser capaz de suportar a própria dor. Nenhum lugar fará você se sentir um homem. Eu estive em todos os lugares e só me encontrei em mim mesmo." JOHN LENNON (Não foi o Paul, Alemi!)
"O que antes era moral, é estético hoje para nós... O que era social é hoje individual." FERNANDO PESSOA
Segue algumas poucas das muitas fontes de reflexão deste últimos dias...
"Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente, reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes ousada." LYA LUFT
"Pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho. É sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e, quem sabe, respirar." LYA LUFT
"Não temos amado acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende por que não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que já não tenha sido catalogada. Temos construido catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construimos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregues a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de sermos inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando estivessemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza nosssa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E, a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia..." CLARICE LISPECTOR
"Todo amor temporal não teve pra mim outro gosto, senão o de lembrar o que perdi." FERNANDO PESSOA
" Eu não queria sentir a vida, nem tocar nas coisas, pela experiência do meu temperamento em contágio do mundo, porque a sensação da vida era sempre dolorosa pra mim. Mas ao evitar esse contato isolei-me, e, isolando-me, exacerbei a minha sensilbilidade já excessiva." FERNANDO PESSOA
"How I wish I didn't drink and smoke to reasons with my head. But sometimes this thick confusion grows until I cannot bear it all" DAVE MATTHEWS
" O que tenho sobretudo é cansaço, e aquele desassossego que é gêmeo do cansaço, quando este não tem outra razão senão o estar sendo." FERNANDO PESSOA
" O que eu sinto é (sem que eu queira) sentido para escrever que se sentiu. O que penso está logo em palavras, misturado com imagens que o desfazem, aberto em ritmos que são outra coisa qualquer. De tanto pensar-me já sou meus pensamentos, mas não eu." FERNANDO PESSOA
" Enveheci pelas sensações... Gastei-me gerando os pensamentos... E a minha vida passou a ser uma febre metafísica, sempre descobrindo sentido oculto nas coisas..." FERNANDO PESSOA
" O disfarce irreal da consciência serve somente para destacer aquela consiência que não disfarça" FERNANDO PESSOA
" Ter que estar aqui escrevendo isto por ser preciso à alma fazê-lo, e, mesmo isto, não poder sonhá-lo apenas, exprimi-lo sem palavras, sem consciência mesmo, por uma construção de mim próprio em música e esbatimento, de modo que me subissem as lágrimas aos olhos só de me sentir expressar-me, e eu fluísse, como um rio encantado, por lentos declives de mim próprio..." FERNANDO PESSOA
"Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.
Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estético, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto ? bem-amada...
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens." VINICIUS DE MORAES
"Resta transfigurar a realidade dentro desta incapacidade de aceitá-la" (Fala aí, Polly?!)
"O sonho acabou. Vamos encarar a realidade. Não se drogue por não ser capaz de suportar a própria dor. Nenhum lugar fará você se sentir um homem. Eu estive em todos os lugares e só me encontrei em mim mesmo." JOHN LENNON (Não foi o Paul, Alemi!)
"O que antes era moral, é estético hoje para nós... O que era social é hoje individual." FERNANDO PESSOA
05 maio 2004
Simplesmente Fabi
Dentre os mil textos maravilhosos de minha querida amiga e jornalista Fabiana Trebilcock, dou destaque ao mais recente, publicado no dia 5 de maio em seu blog. Enjoy Um tal de meio termo.
Fabys,
você vai longe! ; )
Fabys,
você vai longe! ; )
[ Sex, Mai 02, 2003]
Se esse mundo fosse só meu
Tudo nele era diferente
Nada era o que é
Porque tudo era o que não é
E também tudo o que é
Por sua vez, não seria
E o que não fosse, seria
LEWIS CARROLL, em ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
04 maio 2004
...ao som de Los Hermanos...
Ora, se não sou eu quem mais vai decidir o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão!
Ah, se o que eu sou é também o que eu escolhi ser
Aceito a condição...
Dispenso a previsão!
Ah, se o que eu sou é também o que eu escolhi ser
Aceito a condição...
[ Qui , Dez 26, 2003]
Onde o amor impera, não há desejo de poder, e onde o poder predomina há falta de amor. Um é a sombra do outro.
JUNG
JUNG
[ Ter, Jan 14, 2003]
Sobrou desse nosso desencontro
Um conto de amor
Sem ponto final
Retrato sem cor
Jogado aos meus pés
E saudades fúteis
Saudades frágeis
Meros papéis
DESENCONTRO, CHICO BUARQUE
Um conto de amor
Sem ponto final
Retrato sem cor
Jogado aos meus pés
E saudades fúteis
Saudades frágeis
Meros papéis
DESENCONTRO, CHICO BUARQUE
Um pouco de nostalgia
Inauguro aqui uma sessão de coisas que passaram por este blog.
Como alguns sabem, perdi zilhões de arquivos (escritos a partir de 2002) que eu gostaria que pudessem ser visualizados. Então de tempos em tempos estarei publicando algumas coisas passadas, para que fiquem arquivadas com o mesmo carinho que as atuais!
Como alguns sabem, perdi zilhões de arquivos (escritos a partir de 2002) que eu gostaria que pudessem ser visualizados. Então de tempos em tempos estarei publicando algumas coisas passadas, para que fiquem arquivadas com o mesmo carinho que as atuais!
Do blog da Biba
Brincadeirinha que vi no Inspira Expira. Tá bom, vou fazer também!
Instruções:
1. Pegue o livro mais próximo de você [ou que você esteja lendo]
2. Abra o livro na página 23
3. Ache a quinta frase
4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções
Somos mestres em manipular a verdade.
NARCÓTICOS ANÔNIMOS, Naws, Inc
Instruções:
1. Pegue o livro mais próximo de você [ou que você esteja lendo]
2. Abra o livro na página 23
3. Ache a quinta frase
4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções
Somos mestres em manipular a verdade.
NARCÓTICOS ANÔNIMOS, Naws, Inc
Fada Magrinha
- Olá! Eu sou sua Fada Madrinha! Me enviaram aqui pra pedir pra você colocar sal debaixo da linguinha!
Enviei uma Fada Madrinha para que a filha de uma amiga não ficasse sem papai antes do tempo. A "personagem fictícia" foi a forma que encontramos de mesclar alguma mensagem consciente aos overdelírios do "super-papai", tão feio na foto, logo cedo, na Tribe.
Que bosta.
Enviei uma Fada Madrinha para que a filha de uma amiga não ficasse sem papai antes do tempo. A "personagem fictícia" foi a forma que encontramos de mesclar alguma mensagem consciente aos overdelírios do "super-papai", tão feio na foto, logo cedo, na Tribe.
Que bosta.
30 abril 2004
28 abril 2004
I get out >>>>> (of a fog person)
Your stinkin' resolution
Is no type of solution
Preventin' me from freedom
Maintainin' your polution
I won't support your lie no more
I won't even try no more
(...)
You never thought you'd loose me
But how quickly we forget
That nothin' is for certain
You thought I'd stay here hurtin'
Your guilt trip's just not workin'
Repressin' me to death
Cuz now I'm choosin' life, yo
I take the sacrifice, yo
If everything must go, then go
That's how I choose to live
LAURYN HILL
Is no type of solution
Preventin' me from freedom
Maintainin' your polution
I won't support your lie no more
I won't even try no more
(...)
You never thought you'd loose me
But how quickly we forget
That nothin' is for certain
You thought I'd stay here hurtin'
Your guilt trip's just not workin'
Repressin' me to death
Cuz now I'm choosin' life, yo
I take the sacrifice, yo
If everything must go, then go
That's how I choose to live
LAURYN HILL
Essa sou eu?
Manu que canta, dança, que chora e sorri por dentro.
Menina que brinca, dá gargalhadas, grita e sai correndo pela vida.
Mulher que profundamente sente, sonha, seduz.
Olha para dentro. Olha por dentro.
Arranca palavras, choca, se cala.
Manu cruel. Falsa frieza. Amarga indiferença.
Manu em êxtase, descontrole.
Manu controlada. Tudo sob controle.
Manu explosiva. Fria. Fogo.
Mulher trovão.
Menina da lua e estrela.
Dorme menina, nana seu coração...
(UM DOCE E ANÔNIMO PRESENTE)
26 abril 2004
22 abril 2004
Fora!
Não é o grito
A medida do abismo?
Por isso eu grito
Sempre que cismo
Sobre tua vida
Tão louca e errada...
Que grito inútil!
Que imenso nada!
VINICIUS DE MORAES
A medida do abismo?
Por isso eu grito
Sempre que cismo
Sobre tua vida
Tão louca e errada...
Que grito inútil!
Que imenso nada!
VINICIUS DE MORAES
16 abril 2004
15 abril 2004
Just Sweety
O orgulho não me deixa falar
Talvez nada iria adiantar
Talvez valesse a pena
Não sei se devo escrever
Se alivia ou pesa mais o coração
Se tua indiferença é saudade
E eu aqui nessa s...
Se o sorriso doce já se foi
E no lugar palavras ao vento
Diz que são pra mim
Que nada é ilusão
E que as flores
Mesmo regadas
Ainda assim
Morrerão
14 abril 2004
O pouco que sobrou
Eu cansei de ser assim
Não posso mais levar
Se tudo é tão ruim
por onde eu devo ir?
A vida vai seguir
Ninguém vai reparar
Aqui neste lugar
eu acho que acabou
Mas eu vou cantar pra não cair
fingindo ser alguém
que vive assim de bem
Eu não sei por onde foi
Só resta eu me entregar
Cansei de procurar
o pouco que sobrou
Eu tinha algum amor
Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó
e a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia
manda essa cavalaria
que hoje a fé me abandonou
MARCELO CAMELO
Não posso mais levar
Se tudo é tão ruim
por onde eu devo ir?
A vida vai seguir
Ninguém vai reparar
Aqui neste lugar
eu acho que acabou
Mas eu vou cantar pra não cair
fingindo ser alguém
que vive assim de bem
Eu não sei por onde foi
Só resta eu me entregar
Cansei de procurar
o pouco que sobrou
Eu tinha algum amor
Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó
e a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia
manda essa cavalaria
que hoje a fé me abandonou
MARCELO CAMELO
13 abril 2004
E tem mais:
Fale comigo de modo que eu entenda
Não tape o sol com a toalha de renda
Você tropeça e quer me levar com você
Se liga na tomada
Quem sabe não dá uma luz no seu ser?
Pronto!
Não tape o sol com a toalha de renda
Você tropeça e quer me levar com você
Se liga na tomada
Quem sabe não dá uma luz no seu ser?
Pronto!
Um recadinho...
Pare de negligenciar sua propria inteligência, fazendo com que ela fique nula diante de seus rolantes problemas.
Você anda, anda e sempre volta pro mesmo lugar .
Pálida e sem humor, vaga por aí delegando culpa as pessoas que nem ao menos pode conhecer, porque neste caso amiga, você não conhece nem a si mesma.
Eu, junto de meus militantes, trazemos a ti, querida, a seguinte mensagem:
Inteorize-se e converse com seu Logo sagrado. Ele a protegerá, confortará, e dará mais luz aos seus olhos, para que possa ver as coisas como elas realmente são.
Então toda essa amarga arrogância vai se discipar .
Ah, felicidades !
Do Hagada- Paula Power ; )
Você anda, anda e sempre volta pro mesmo lugar .
Pálida e sem humor, vaga por aí delegando culpa as pessoas que nem ao menos pode conhecer, porque neste caso amiga, você não conhece nem a si mesma.
Eu, junto de meus militantes, trazemos a ti, querida, a seguinte mensagem:
Inteorize-se e converse com seu Logo sagrado. Ele a protegerá, confortará, e dará mais luz aos seus olhos, para que possa ver as coisas como elas realmente são.
Então toda essa amarga arrogância vai se discipar .
Ah, felicidades !
Do Hagada- Paula Power ; )
12 abril 2004
07 abril 2004
01 abril 2004
Sobre a hipocrisia
Todos somos hipócritas. Eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são. É lógico, mediados por diferentes graus, mas todos somos. Perante a isso, resolvi que este ano eu ia fazer diferente. Por mim mesma, não pelos outros. Chega de sorrisinhos acolhedores para quem te come com os olhos - e com a língua - , chega de arcar com as fases lunares de quem no fundo eu cago e ando, chega de dar conselhos para os sangue-suga, de ter piedade dos invejosos, pena dos que me traíram e compaixão pelos que me pisaram. Meu lema é: MENOS HIPOCRISIA. Mais verdade, mais espontaneidade, mais fidelidade a nós mesmos e aos nossos valores. Perguntou?! Então vai ter que ouvir! É isso aí... receita para viver mais leve!
**Todos temos por onde ser despresíveis. Cada um de nós traz consigo um crime feito ou um crime que a alma lhe pede pra fazer. (Fernando Pessoa)
Pare. Olhe para dentro. VOCÊ ESTÁ SATISFEITO COM O QUE VÊ?!
**Todos temos por onde ser despresíveis. Cada um de nós traz consigo um crime feito ou um crime que a alma lhe pede pra fazer. (Fernando Pessoa)
Pare. Olhe para dentro. VOCÊ ESTÁ SATISFEITO COM O QUE VÊ?!
30 março 2004
Freud explica
Se você tivesse acreditado nas minhas brincadeiras de dizer verdades, teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando...
27 março 2004
A história dos sentimentos
Os Sentimentos Humanos certo dia se reuiniram para brincar. Depois que o Tédio bocejou três vezes porque a Indecisão não chegava a conclusão nenhuma e a Desconfiança estava tomando conta, a Loucura propôs que brincassem de esconde-esconde. A Curiosidade quis saber todos os detalhes do jogo, e a Intriga começou a cochichar com os outros que certamente alguém ali iria trapacear.
O Entusiasmo saltou de contentamento e convenceu a Dúvida e a Apatia, ainda sentadas num canto, a entrarem no jogo. A Verdade achou que isso de esconder não estava com nada, então a Arrogância fez cara de desdém, pois a idéia não tinha sido dela e o Medo preferiu não se arriscar: "Ah, gente, vamos deixar tudo como está", e como sempre perdeu a oportunidade de ser feliz.
A primeira a se esconder foi a Preguiça, deixando-se cair no chão atrás de uma pedra, ali mesmo onde estava. O Otimismo escondeu-se no arco-íris, e a Inveja se ocultou junto com a Hipocrisia que, sorrindo fingidamente atrás de uma árvore, estava odiando tudo aquilo.
A Generosidade quase não conseguia se esconder porque era grande e queria abrigar meio mundo, a Culpa ficou paralisada pois já estava mais do que escondida em si mesma, a Sensualidade se estendeu ao sol num lugar bonito e secreto para saborear o que a vida lhe oferecia, porque não era boba nem fingida; o Egoísmo achou um lugar perfeito onde não cabia ninguém mais.
A Mentira disse para a Inocência que ia se esconder no fundo do oceano, onde a inocente acabou afogada, a Paixão meteu-se na cratera de um vulcão ativo e o Esquecimento já nem sabia o que estava fazendo ali.
Depois de contar até 99 a Loucura começou a procurar. Achou um, achou outro, mas ao remexer num arbusto espesso ouviu um gemido: era o Amor, com os olhos furados pelos espinhos.
A Loucura o tomou pelo braço e seguiu co ele espalhando beleza pelo mundo. Desde então o Amor é cego e a Loucura o acompanha. Juntos fazem a vida valer a pena. E isso não é coisa pra os medrosos nem para os apáticos, que perdem a felicidade no matagal dos preconceitos, onde rosnam os deuses melancólicos da acomodação.
LYA LUFT
O Entusiasmo saltou de contentamento e convenceu a Dúvida e a Apatia, ainda sentadas num canto, a entrarem no jogo. A Verdade achou que isso de esconder não estava com nada, então a Arrogância fez cara de desdém, pois a idéia não tinha sido dela e o Medo preferiu não se arriscar: "Ah, gente, vamos deixar tudo como está", e como sempre perdeu a oportunidade de ser feliz.
A primeira a se esconder foi a Preguiça, deixando-se cair no chão atrás de uma pedra, ali mesmo onde estava. O Otimismo escondeu-se no arco-íris, e a Inveja se ocultou junto com a Hipocrisia que, sorrindo fingidamente atrás de uma árvore, estava odiando tudo aquilo.
A Generosidade quase não conseguia se esconder porque era grande e queria abrigar meio mundo, a Culpa ficou paralisada pois já estava mais do que escondida em si mesma, a Sensualidade se estendeu ao sol num lugar bonito e secreto para saborear o que a vida lhe oferecia, porque não era boba nem fingida; o Egoísmo achou um lugar perfeito onde não cabia ninguém mais.
A Mentira disse para a Inocência que ia se esconder no fundo do oceano, onde a inocente acabou afogada, a Paixão meteu-se na cratera de um vulcão ativo e o Esquecimento já nem sabia o que estava fazendo ali.
Depois de contar até 99 a Loucura começou a procurar. Achou um, achou outro, mas ao remexer num arbusto espesso ouviu um gemido: era o Amor, com os olhos furados pelos espinhos.
A Loucura o tomou pelo braço e seguiu co ele espalhando beleza pelo mundo. Desde então o Amor é cego e a Loucura o acompanha. Juntos fazem a vida valer a pena. E isso não é coisa pra os medrosos nem para os apáticos, que perdem a felicidade no matagal dos preconceitos, onde rosnam os deuses melancólicos da acomodação.
LYA LUFT
24 março 2004
Quem diria
A semana foi marcada por baladas, no mínimo memoráveis.
Nosso tour na quarta- feira, St. Patrick's Day, incluiu não só o All Black, como também um boteco pobreza e o Oxford para terminar o esquenta. Pubs regados a muito whisk e xavecos quarentões, e um brilhante final (ufa!) no Manga com gente como a gente. Chega de fugir de velho!
Quinta, apesar dos pesares, foi dia de basicar até altas, no meio de amigos de verdade, sonzeira cover de arrepiar e muitas, muuuuuitas oportunidades. Gente nova, carinhas bonitas, conversas pra lá de interessantes e o final pra lá de previsível. Tudo bem, já era de se esperar: Manoela, avessa a mudanças...
Sexta não deu pra permanecer acordada nem pro Senhor do Anéis. É, deixa pra outro dia.
Agora sábado... Sábado foi foda. Depois de meia hora pra chegar na porta da festa do Manga, me bate o mau-humor do século perante àquela bizarrice na porta. Tudo de ruim. Não tinha como ir embora. Meu único consolo era meu vip ZERO ZERO, que valia ouro, na mão.
Rê Pêra, com todo seu jeitinho, me enrolou, enrolou, e quando vi, contra minha vontade, já estava lá dentro. Incrível. É o que tenho a dizer: A noite foi realmente incrível! O som era a vibe que eu realmente estava esperando. Nada de muvuca, briga, baianada, pelo contrário: tudo de bom!
Presença de grandes amigos pra lá de animados, e um pique que me fez dançar até as dez e meia da manhã. Quem diria...
Nosso tour na quarta- feira, St. Patrick's Day, incluiu não só o All Black, como também um boteco pobreza e o Oxford para terminar o esquenta. Pubs regados a muito whisk e xavecos quarentões, e um brilhante final (ufa!) no Manga com gente como a gente. Chega de fugir de velho!
Quinta, apesar dos pesares, foi dia de basicar até altas, no meio de amigos de verdade, sonzeira cover de arrepiar e muitas, muuuuuitas oportunidades. Gente nova, carinhas bonitas, conversas pra lá de interessantes e o final pra lá de previsível. Tudo bem, já era de se esperar: Manoela, avessa a mudanças...
Sexta não deu pra permanecer acordada nem pro Senhor do Anéis. É, deixa pra outro dia.
Agora sábado... Sábado foi foda. Depois de meia hora pra chegar na porta da festa do Manga, me bate o mau-humor do século perante àquela bizarrice na porta. Tudo de ruim. Não tinha como ir embora. Meu único consolo era meu vip ZERO ZERO, que valia ouro, na mão.
Rê Pêra, com todo seu jeitinho, me enrolou, enrolou, e quando vi, contra minha vontade, já estava lá dentro. Incrível. É o que tenho a dizer: A noite foi realmente incrível! O som era a vibe que eu realmente estava esperando. Nada de muvuca, briga, baianada, pelo contrário: tudo de bom!
Presença de grandes amigos pra lá de animados, e um pique que me fez dançar até as dez e meia da manhã. Quem diria...
18 março 2004
No inspiration
Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro...
CLARICE LISPECTOR
CLARICE LISPECTOR
17 março 2004
do Por quê não? :
O difícil na vida é enxergar as coisas fáceis.
difícil vida enxergar fáceis
dífícil enxergar fáceis
difícil fáceis
O difícil pode ser fácil
Ou não.
11 março 2004
08 março 2004
05 março 2004
Dos desapegados
liberdade, é a capacidade de ter prazer
com aquilo que nos prende>>>
e ...
de alguma forma nossos defeitos são nossas qualidades com o
volume desregulado >>>>
com aquilo que nos prende>>>
e ...
de alguma forma nossos defeitos são nossas qualidades com o
volume desregulado >>>>
26 fevereiro 2004
Fala aí, Dave...
Everything's different
My head in the clouds
I hit this corner
With my foot on the gass
I started sliding, I lose it
Everything's different just like that
Oh my God, wait and see
What will soon become of me?
Frozen heart
Screaming wheels
Does that screaming come from me?
My head in the clouds
I hit this corner
With my foot on the gass
I started sliding, I lose it
Everything's different just like that
Oh my God, wait and see
What will soon become of me?
Frozen heart
Screaming wheels
Does that screaming come from me?
Quarta de Cinzas
Tudo em volta está deserto
Tudo certo
Tudo certo como 2 e 2 são 5
Graaande CAETANO...
21 fevereiro 2004
Desapego
O maior ato de desapego é soltar o passado e as preocupações com o futuro e viver no momento presente. Quando fazemos isso concentramos nossa atenção e energia e não nos desvitalizamos com críticas, comparações e julgamentos.
O desapego nos liberta da culpa e do arrependimento, que são um grande desperdício de energia.
NO MOMENTO PRESENTE NÃO PRECISAMOS POSSUIR OU PERDER NADA.
O desapego nos liberta da culpa e do arrependimento, que são um grande desperdício de energia.
NO MOMENTO PRESENTE NÃO PRECISAMOS POSSUIR OU PERDER NADA.
12 fevereiro 2004
Fórmula X
O que ele deverá fazer será usar sua bela percepção, inspirada pelas vibrações lunares, a fim de compreender o quanto mais esta mulher é sucetível à afeição física do que à eloquência verbal.
Ao invés de escrever-lhe anonimamente bilhetes envergonhados, deveria agarrá-la com firmeza, como somente ele sabe agarrar e beijá-la com vontade. Então, ela se aninhará bem perto de seu coração, que é o lugar que lhe pertence.
Ao invés de escrever-lhe anonimamente bilhetes envergonhados, deveria agarrá-la com firmeza, como somente ele sabe agarrar e beijá-la com vontade. Então, ela se aninhará bem perto de seu coração, que é o lugar que lhe pertence.
08 fevereiro 2004
O disfarce irreal da consciência serve somente para destacar aquela consciência que não disfarça.
A sede de ser completo deixou-me neste estado de mágoa inútil.
Enveheci pelas sensações... Gastei-me gerando os pensamentos... E a minha vida passou a ser uma febre metafísica, sempre descobrindo sentido oculto nas coisas...
DESASSOSSEGO, FERNANDO PESSOA
A sede de ser completo deixou-me neste estado de mágoa inútil.
Enveheci pelas sensações... Gastei-me gerando os pensamentos... E a minha vida passou a ser uma febre metafísica, sempre descobrindo sentido oculto nas coisas...
DESASSOSSEGO, FERNANDO PESSOA
06 fevereiro 2004
Buim Bahia
Legumes e Frutas reunidos sem querer no Buim.
Cerveja + fotos + lembranças mil.
Por quê o que nos resta é sentir saudade?!
Cerveja + fotos + lembranças mil.
Por quê o que nos resta é sentir saudade?!
04 fevereiro 2004
Diário de bordo
Não te quero pra mim
E nem poderia
Quero-te pra ti mesmo
E para tua própria vida
Quanto mais fores o que quiseres
Mais serás o que eu queria
E nem poderia
Quero-te pra ti mesmo
E para tua própria vida
Quanto mais fores o que quiseres
Mais serás o que eu queria
30 janeiro 2004
De olhos fechados
Vou mostrando como sou
E vou sendo como posso
Jogando meu corpo no mundo
Andando por todos os cantos...
NOVOS BAIANOS
E vou sendo como posso
Jogando meu corpo no mundo
Andando por todos os cantos...
NOVOS BAIANOS
28 janeiro 2004
Deu pau
Sabia que desta vez eu não ia sair ilesa: Perdi todos meus arquivos.
Este é meu novo blog...
Este é meu novo blog...
23 janeiro 2004
Um pouco de poesia
sentou-se para descansar e em breve fazia de conta que ela era uma mulher azul porque o crepúsculo mais tarde talvez fosse azul, faz de conta que fiava com fios de ouro as sensações, faz de conta que a infância era hoje e prateada de brinquedos, faz de conta que uma veia não se abrira e faz de conta que dela não estava em silêncio alvíssimo escorrendo sangue escalarte, e que ela não estivesse pálida de morte mas isso fazia de conta que estava mesmo de verdade, precisava no meio do faz de conta falar a verdade de pedra opaca para que contrastasse com o faz de conta verde-cintilante, faz de conta que amava e era amada, faz de conta que não precisava morrer de saudade, faz de conta que estava deitada na palma transparente da mão de Deus, faz de conta que vivia e não que estivesse morrendo, pois viver afinal não passava de se aproximar cada vez mais da morte, faz de conta que ela não ficava de braços caídos de perplexidade quando os fios de ouro que fiava se embaraçavam e ela não sabia desfazer o fino fio frio, faz de conta que era sábia o bastante para desfazer os nós de marinheiro que lhe atavam os pulsos, faz de conta que ela fechasse os olhos e seres amados surgissem quando abrisse os olhos úmidos de gratidão, faz de conta que tudo o que tinha não era faz de conta (...) faz de conta que ela não era lunar, faz de conta que ela não estava chorando por dentro.
UMA APRENDIZAGEM OU O LIVRO DOS PRAZERES, CLARICE LISPECTOR
UMA APRENDIZAGEM OU O LIVRO DOS PRAZERES, CLARICE LISPECTOR
18 janeiro 2004
TIM, viver sem fronteiras.
Este número está programado para não receber chamadas. Até logo.
VAITOMARNOCU
VAITOMARNOCU
17 janeiro 2004
Salada Mista
Em Barra Grande nós éramos as Frutas, ou melhor, PÊRAS. Calma lá, eu explico. Isso faz parte de um surto chamado Bahia.
Fomos nós todas: as duas PÊRAS oficiais, a CEREJA, a CAJU e a JACA. E por falar em JACA, vale a pena contar que a princípio ela era a MORANGO, mas logo no primeiro dia constatou-se que ela enfiava não só os pés, como as mãos e a cabeça na jaca. Pronto, virou a JACA, propriamente dita. Tinha também a MAÇÃ e o TOMATE, a UVA e o namô (que legume ele era mesmo?!). Mais tarde chegou a MANGA e a louca da GOIABA, só para calibrar o time feminino.
Conhecemos o BRÓCOLIS, o BETERRABA (futuro prefeito da cidade) e a Princesa KIWI logo na balsa. Eles nos mostraram muito do que a Bahia tem de bom. Através deles conhecemos o ALFACE, o ERVILHA (Jurema), o BATATA (ai, BATATA!), o MANDIOCA, irmão do BATATA (ai, BATATA!) e a MAMÃO, ou melhor, o colar do BATATA (aaaaaai, BATATA!).
O BROCÓLIS e a PÊRA tiveram um affair, mas a PÊRA parecia estar mais ligada nos passos do belo PALMITO.
A louca da BANANA aterrissou láááá em Barra Grande e ficava vagando sozinha vampirando quem encontrava. É verdade. Mas já era de se esperar.
CAJU conheceu ABOBRINHA. Juntos formavam o casal jaca. Mas CAJU não parou por aí, depois conquistou o VAGEM (que inevitavelmente virou o ALHO) e aquele outro (quem ele era mesmo?), sei lá, o BEJÃO! E não é que essa história de misturar frutas com legumes dá certo?!
A CEREJA e uma das PÊRAS pareciam meio contidas em ceder suas graças a algum legume. CEREJA foi tão devagar, que o AIPO e o RABANETE levaram o AGRIÃO embora “antes do tempo”. Aliás essa história de RABANETE e AGRIÃO nasceu já faz tempo, mas eu conto em outra oportunidade.
Nessa altura a JACA já era também a MAGA PATALÓGICA. Essa mulher é firmeza!
Adotamos um gatinho (chama-se Herminho, por que será?!), e a PÊRA vai trazer ele pra Sampa.
A MAÇÃ e o TOMATE deixaram saudade na casa, enquanto a UVA e o namô (ainda não lembrei seu nome comestível) seguiam viagem. MAÇÃ me ensinou um pouco sobre acreditar até o último momento. Eu acreditei, mas não foi dessa vez!
A turma foi crescendo... (e eu que não gosto de andar em bando). Tinha os luais com o RÚCULA no Sol do Mutá (que pôr-do-sol é aquele???).
Conhecemos o KANI (amigo do MILHO e do JILÓ), e depois toda a turma do camping... a PITANGA e a LICHIA.
Encontramos o AIPIM, O BROTO DE FEIJÃO e turma. O CHUCHU só aparecia no auge das baladas, e não é que durante o dia a gente não o reconhecia?!
Ah, lembrei do FEIJÃO e do LENTILHA, que fizeram uma sonzeira em Taipús de Fora.
O FOGUINHO ARGENTINO sempre vagando pela cidade desacompanhado. Que desperdício... Me dá um gole desse chimarrão!
A essas alturas a JACA já era a POMBA-GIRA também! Ai, JACÃO... adoro muito!
Conhecemos também a AMORA, a ROMÃ, e a CAQUI, chiquérrimas, no passeio de barco. Tudo tããão colorido!
Mas a minha viagem já estava chegando ao fim. Cada passo na areia tinha um quê de despedida. Aquele marzão ia e voltava me chamando de volta pra Sampa. É, tenho que trabalhar.
Tudo isso não é delírio não. Ou melhor, fomos nós, naturalmente deliradas, em Barra Grande. Já deixou saudade.
É... DESAPEGO TOTAL, galera!
ADORO MUITO TUDO ISSO!
Fomos nós todas: as duas PÊRAS oficiais, a CEREJA, a CAJU e a JACA. E por falar em JACA, vale a pena contar que a princípio ela era a MORANGO, mas logo no primeiro dia constatou-se que ela enfiava não só os pés, como as mãos e a cabeça na jaca. Pronto, virou a JACA, propriamente dita. Tinha também a MAÇÃ e o TOMATE, a UVA e o namô (que legume ele era mesmo?!). Mais tarde chegou a MANGA e a louca da GOIABA, só para calibrar o time feminino.
Conhecemos o BRÓCOLIS, o BETERRABA (futuro prefeito da cidade) e a Princesa KIWI logo na balsa. Eles nos mostraram muito do que a Bahia tem de bom. Através deles conhecemos o ALFACE, o ERVILHA (Jurema), o BATATA (ai, BATATA!), o MANDIOCA, irmão do BATATA (ai, BATATA!) e a MAMÃO, ou melhor, o colar do BATATA (aaaaaai, BATATA!).
O BROCÓLIS e a PÊRA tiveram um affair, mas a PÊRA parecia estar mais ligada nos passos do belo PALMITO.
A louca da BANANA aterrissou láááá em Barra Grande e ficava vagando sozinha vampirando quem encontrava. É verdade. Mas já era de se esperar.
CAJU conheceu ABOBRINHA. Juntos formavam o casal jaca. Mas CAJU não parou por aí, depois conquistou o VAGEM (que inevitavelmente virou o ALHO) e aquele outro (quem ele era mesmo?), sei lá, o BEJÃO! E não é que essa história de misturar frutas com legumes dá certo?!
A CEREJA e uma das PÊRAS pareciam meio contidas em ceder suas graças a algum legume. CEREJA foi tão devagar, que o AIPO e o RABANETE levaram o AGRIÃO embora “antes do tempo”. Aliás essa história de RABANETE e AGRIÃO nasceu já faz tempo, mas eu conto em outra oportunidade.
Nessa altura a JACA já era também a MAGA PATALÓGICA. Essa mulher é firmeza!
Adotamos um gatinho (chama-se Herminho, por que será?!), e a PÊRA vai trazer ele pra Sampa.
A MAÇÃ e o TOMATE deixaram saudade na casa, enquanto a UVA e o namô (ainda não lembrei seu nome comestível) seguiam viagem. MAÇÃ me ensinou um pouco sobre acreditar até o último momento. Eu acreditei, mas não foi dessa vez!
A turma foi crescendo... (e eu que não gosto de andar em bando). Tinha os luais com o RÚCULA no Sol do Mutá (que pôr-do-sol é aquele???).
Conhecemos o KANI (amigo do MILHO e do JILÓ), e depois toda a turma do camping... a PITANGA e a LICHIA.
Encontramos o AIPIM, O BROTO DE FEIJÃO e turma. O CHUCHU só aparecia no auge das baladas, e não é que durante o dia a gente não o reconhecia?!
Ah, lembrei do FEIJÃO e do LENTILHA, que fizeram uma sonzeira em Taipús de Fora.
O FOGUINHO ARGENTINO sempre vagando pela cidade desacompanhado. Que desperdício... Me dá um gole desse chimarrão!
A essas alturas a JACA já era a POMBA-GIRA também! Ai, JACÃO... adoro muito!
Conhecemos também a AMORA, a ROMÃ, e a CAQUI, chiquérrimas, no passeio de barco. Tudo tããão colorido!
Mas a minha viagem já estava chegando ao fim. Cada passo na areia tinha um quê de despedida. Aquele marzão ia e voltava me chamando de volta pra Sampa. É, tenho que trabalhar.
Tudo isso não é delírio não. Ou melhor, fomos nós, naturalmente deliradas, em Barra Grande. Já deixou saudade.
É... DESAPEGO TOTAL, galera!
ADORO MUITO TUDO ISSO!
16 janeiro 2004
Li na Playboy e achei divertido!
Por Ana Kessler
<< Se é sexo que você está procurando, veio ao lugar errado. Vire a página, vá espiar a sua vizinha tomando banho, alugue Colegiais Sacaninhas na locadora. Desista. Era sexo o que eu estava procurando aqui no Rio de Janeiro e, até o momento, estou como você: acariciando as coelhinhas desta Playboy.
Alto lá, não me entenda mal. Peles lisinhas e umbiguinhos enfeitando oásis de barriguinhas saradas, para não dizer aclives de deliciosos peitos e declives de gostosas bundas, acho bonito, mas não me arrepia a nuca. Caso contrário viraria um ouriço, nesta terra de mar azul, corpos malhados e exibicionismo inerente. Tem tanta mulher bonita e homens perfeitamente esculpidos, que até o sol, quando se deita no horizonte entre o morro Dois Irmãos, despede-se devagar, para dar uma última olhadinha.
Tão logo aterrissei no Rio, gaúcha com "G" maiúsculo, advertências pipocaram por todos os lados: cariocas são abusados, malandros, têm uma lábia dos diabos. Escreveu, não leu, o pau, literalmente, comeu.
Jamais deveria dar na primeira noite para não ser taxada de fácil. Segui à risca. Estava quase criando teias de aranha quando saquei que os homens daqui estão pouco ligando para convenções. Há um descompromisso no ar, todo mundo é de todo mundo e ninguém é de ninguém. Os pudores são do tamanho dos nossos preconceitos. E conselhos só servem para minar a concorrência.
Mudando radicalmente de tática, pendurei no armário o meu conservadorismo, subi num salto agulha, colei uma justa mini-saia para provocar libidos alheias e fui para a Nuth, uma boate famosa, lá na Barra. Unhas vermelhas a postos, cabelos soltos, sorriso ensaiado, entre o tímido e o insinuante, estava pronta para manusear um arpão. Só me faltava saber o que fazer com o peixe, quando ele mordesse a minha isca. Ou eu a dele.
Não tenho preconceitos. Gosto de gordinhos, baixinhos, carecas, branquelas. Acontece que, em boates escuras e barulhentas, os mais deliciosamente avantajados tapam nosso campo de visão e a gente fica sem ver os branquelas, carecas, baixinhos, gordinhos. Uns chamam isso de seleção natural. Eu chamo de sorte, mesmo. Sentei num canto do bar e ele surgiu como uma erupção vulcânica: explodiu na minha frente. Imenso, para o alto e para os lados, chamava-se Teo. Advogado, adorava cozinhar e, sem pedir permissão, temperou-se com o meu sotaque. Descontrolado, partiu pra cima certeiro como um míssil patriot.
Tudo bem, ele foi educado: antes de grudar em mim como uma jibóia com ventosas, perguntou o meu nome. Só consegui responder depois de requisitar minha língua de volta. Assustada, não gostei nada das mãos dele percorrendo meu corpo como se fosse um scanner, na frente de todo o salão. Quando pedi discrição, me chamou de "frexca". Estou procurando sexo sim, mas não com um troglodita. Gosto de machos, não de machucados.
Dei uma volta na pista e encostei na parede com uma taça de champanhe na mão. Num segundo outro copo tocava o meu, "tin-tin", disse um moreno com sorriso hipnotizador. Pensei em ajoelhar e louvar aos céus, mas pegaria mal. "Você é tão linda que não sei nem por onde começar a elogiar." Ui!" Acertou o ponto mais frágil de uma mulher: o ouvido. Meia dúzia de palavras bonitas e somos todinhas de vocês, rapazes.
Dodi era o apelido dele. Fiquei esperando me revelar também a metragem do tríceps, mas ele não disse mais nada. Cariocas nunca se apresentam pelo nome, sempre rola um approach mais intimista. Pra quê perder tempo com supérfluos, não ? Se fosse paulistano, falaria nome, sobrenome, pretensão salarial, onde cursou o MBA... "Seu curriculum é ótimo moço, mas eu não quero te contratar. Só queria tomar um chopinho", dá vontade de dizer. Simplicidade é tudo nessas horas. Ok, olhos verdes ajudam bastante, e os do Dodi eram lindos.
"Adoro gaúchas, vocês têm gosto diferente", confessou. "É" ?. Nunca provei uma, mas ele estava dizendo, quem era eu para discordar? Falava com a língua quase encostando no lóbulo do meu ouvido. "Aqui tem muita luz, não acha?", encostou. "Acho!". Ele pegou nossos copos, soltou em uma mesa, e me arrastou para um canto mais escuro. Tão escuro que quando me dei conta estávamos no carro dele no maior amasso. O tempo voou. "Confia em mim?", perguntou. "Não", sorri. Ele riu, ligou o carro e engatou a primeira.
O elevador e a temperatura subiam. Prensada contra a parede, olhava para a mini câmera enquanto ele se saciava no meu, hum, umbigo. Ao pisar no apartamento não deu mais pra segurar. Não passamos do hall da entrada. Minha bolsa caiu no chão, ele jogou a carteira longe. Minha blusa voou pelos ares e a minha foi parar na cozinha. Pele com pele, boca com boca, língua com língua. Ondas de suor chocavam-se como uma "pororoca", meu rio encontrando o mar dele. Eu falei que nâo ia ter sexo nessa história, mas eu menti.
Aguardei ele ligar no dia seguinte, mas não ligou. Não esperava amor, só consideração. Comecei a achar difícil ser uma mulher fácil, mas não quis me aprofundar no assunto. A noite tinha sido espetacular, merecia comemoração. Coloquei um biquini e fui pra praia. Deitada na canga, quase tive uma síncope ao avistar, a dois metros de mim, o Dodi entrelaçando uma loira. Todos os alarmes de emergência soaram, levantei acampamento e saí correndo.
Foi traumático! Mas como diz uma amiga minha, Cristo é que estava certo: "Amai ao próximo". "Próóóóóximo"! Páginas são feitas para virar mesmo. >>
Por Ana Kessler
<< Se é sexo que você está procurando, veio ao lugar errado. Vire a página, vá espiar a sua vizinha tomando banho, alugue Colegiais Sacaninhas na locadora. Desista. Era sexo o que eu estava procurando aqui no Rio de Janeiro e, até o momento, estou como você: acariciando as coelhinhas desta Playboy.
Alto lá, não me entenda mal. Peles lisinhas e umbiguinhos enfeitando oásis de barriguinhas saradas, para não dizer aclives de deliciosos peitos e declives de gostosas bundas, acho bonito, mas não me arrepia a nuca. Caso contrário viraria um ouriço, nesta terra de mar azul, corpos malhados e exibicionismo inerente. Tem tanta mulher bonita e homens perfeitamente esculpidos, que até o sol, quando se deita no horizonte entre o morro Dois Irmãos, despede-se devagar, para dar uma última olhadinha.
Tão logo aterrissei no Rio, gaúcha com "G" maiúsculo, advertências pipocaram por todos os lados: cariocas são abusados, malandros, têm uma lábia dos diabos. Escreveu, não leu, o pau, literalmente, comeu.
Jamais deveria dar na primeira noite para não ser taxada de fácil. Segui à risca. Estava quase criando teias de aranha quando saquei que os homens daqui estão pouco ligando para convenções. Há um descompromisso no ar, todo mundo é de todo mundo e ninguém é de ninguém. Os pudores são do tamanho dos nossos preconceitos. E conselhos só servem para minar a concorrência.
Mudando radicalmente de tática, pendurei no armário o meu conservadorismo, subi num salto agulha, colei uma justa mini-saia para provocar libidos alheias e fui para a Nuth, uma boate famosa, lá na Barra. Unhas vermelhas a postos, cabelos soltos, sorriso ensaiado, entre o tímido e o insinuante, estava pronta para manusear um arpão. Só me faltava saber o que fazer com o peixe, quando ele mordesse a minha isca. Ou eu a dele.
Não tenho preconceitos. Gosto de gordinhos, baixinhos, carecas, branquelas. Acontece que, em boates escuras e barulhentas, os mais deliciosamente avantajados tapam nosso campo de visão e a gente fica sem ver os branquelas, carecas, baixinhos, gordinhos. Uns chamam isso de seleção natural. Eu chamo de sorte, mesmo. Sentei num canto do bar e ele surgiu como uma erupção vulcânica: explodiu na minha frente. Imenso, para o alto e para os lados, chamava-se Teo. Advogado, adorava cozinhar e, sem pedir permissão, temperou-se com o meu sotaque. Descontrolado, partiu pra cima certeiro como um míssil patriot.
Tudo bem, ele foi educado: antes de grudar em mim como uma jibóia com ventosas, perguntou o meu nome. Só consegui responder depois de requisitar minha língua de volta. Assustada, não gostei nada das mãos dele percorrendo meu corpo como se fosse um scanner, na frente de todo o salão. Quando pedi discrição, me chamou de "frexca". Estou procurando sexo sim, mas não com um troglodita. Gosto de machos, não de machucados.
Dei uma volta na pista e encostei na parede com uma taça de champanhe na mão. Num segundo outro copo tocava o meu, "tin-tin", disse um moreno com sorriso hipnotizador. Pensei em ajoelhar e louvar aos céus, mas pegaria mal. "Você é tão linda que não sei nem por onde começar a elogiar." Ui!" Acertou o ponto mais frágil de uma mulher: o ouvido. Meia dúzia de palavras bonitas e somos todinhas de vocês, rapazes.
Dodi era o apelido dele. Fiquei esperando me revelar também a metragem do tríceps, mas ele não disse mais nada. Cariocas nunca se apresentam pelo nome, sempre rola um approach mais intimista. Pra quê perder tempo com supérfluos, não ? Se fosse paulistano, falaria nome, sobrenome, pretensão salarial, onde cursou o MBA... "Seu curriculum é ótimo moço, mas eu não quero te contratar. Só queria tomar um chopinho", dá vontade de dizer. Simplicidade é tudo nessas horas. Ok, olhos verdes ajudam bastante, e os do Dodi eram lindos.
"Adoro gaúchas, vocês têm gosto diferente", confessou. "É" ?. Nunca provei uma, mas ele estava dizendo, quem era eu para discordar? Falava com a língua quase encostando no lóbulo do meu ouvido. "Aqui tem muita luz, não acha?", encostou. "Acho!". Ele pegou nossos copos, soltou em uma mesa, e me arrastou para um canto mais escuro. Tão escuro que quando me dei conta estávamos no carro dele no maior amasso. O tempo voou. "Confia em mim?", perguntou. "Não", sorri. Ele riu, ligou o carro e engatou a primeira.
O elevador e a temperatura subiam. Prensada contra a parede, olhava para a mini câmera enquanto ele se saciava no meu, hum, umbigo. Ao pisar no apartamento não deu mais pra segurar. Não passamos do hall da entrada. Minha bolsa caiu no chão, ele jogou a carteira longe. Minha blusa voou pelos ares e a minha foi parar na cozinha. Pele com pele, boca com boca, língua com língua. Ondas de suor chocavam-se como uma "pororoca", meu rio encontrando o mar dele. Eu falei que nâo ia ter sexo nessa história, mas eu menti.
Aguardei ele ligar no dia seguinte, mas não ligou. Não esperava amor, só consideração. Comecei a achar difícil ser uma mulher fácil, mas não quis me aprofundar no assunto. A noite tinha sido espetacular, merecia comemoração. Coloquei um biquini e fui pra praia. Deitada na canga, quase tive uma síncope ao avistar, a dois metros de mim, o Dodi entrelaçando uma loira. Todos os alarmes de emergência soaram, levantei acampamento e saí correndo.
Foi traumático! Mas como diz uma amiga minha, Cristo é que estava certo: "Amai ao próximo". "Próóóóóximo"! Páginas são feitas para virar mesmo. >>
22 dezembro 2003
Ando assim... Meio contida, meio expansiva. Meio deslumbrada, meio frustrada. Decepcionada, porém orgulhosa. Em alta fé com a maré boa que rola e com medo daquela ruim que pode vir. Desejando apenas coisas boas e rogando praga para aquele que tentou me foder. Apaixonada pela vida, mas não por alguém. Procurando, mas fugindo. Enxergando e, ainda assim, não querendo ver. Fingindo, disfarçando, dissimulando.
Transparecendo sem falar a verdade. Escrevendo só por escrever.
Transparecendo sem falar a verdade. Escrevendo só por escrever.
04 dezembro 2003
03 dezembro 2003
OS CONSELHOS SURGIRAM DE TODOS OS LADOS. ATÉ MESMO QUANDO EU NÃO PEDI.
Hoje foi por parte da minha mãe, que me telefonou lááááááá de Londres para eu desejar feliz aniversário a ela (telefone cortado, sabe como é).
Pra mim a história é uma só. OU É OU NÃO É.
Acredito sim na construção do sexo, do amor. Mas e aí??? O que faço de mim até lá?! Me apoio em sentimentos do passado, acreditando que aquilo sim é verdadeiro?!
Segura impulso, segura.
Vou tocando, levando em frente. Valorizando o companheirismo, o respeito, a segurança, toda uma história em vanguarda.
MORNO.
De repente este é o caminho e eu nem sei.
CABAÇA?!
Hum... Bom lembrar de outras cositas más...
Hoje foi por parte da minha mãe, que me telefonou lááááááá de Londres para eu desejar feliz aniversário a ela (telefone cortado, sabe como é).
Pra mim a história é uma só. OU É OU NÃO É.
Acredito sim na construção do sexo, do amor. Mas e aí??? O que faço de mim até lá?! Me apoio em sentimentos do passado, acreditando que aquilo sim é verdadeiro?!
Segura impulso, segura.
Vou tocando, levando em frente. Valorizando o companheirismo, o respeito, a segurança, toda uma história em vanguarda.
MORNO.
De repente este é o caminho e eu nem sei.
CABAÇA?!
Hum... Bom lembrar de outras cositas más...
01 dezembro 2003
Moloko me enlouquece
Segunda, 10:00 am, entro no carro ainda sonada rumo ao Básico.
O trajeto de sete minutos foi surtante.
Essa vocalista me enlouquece.
A qualquer hora me sinto bem louca. Basta ouvi-la.
Do caralho.
What is a god of phoney creation,
Where am I going with no destination,
What if the fish came from the sea,
What if my lover made me feel free,
What if my intake caused revelation,
What if the point was reincarnation,
What if my shoes do'nt match my jacket,
If it's not working why don't you smack it,
What if your mamma said you were fat,
If you are lost find where your at,
What is a number without any time,
You can't get higher with nothing to climb,
Why have a body if you ain't got a mind,
What is a searcher with nothing to find,
Why is the traffic refusing to stop,
Why climb the ladder if you can't reach the top,
Where is the what if the what is in why,
Where is the what if the what is in why
Where is the what if the what is in why,
What do you dream of when you sleep at night,
Wee how the blind man fills up with light,
What is a bird with nowhere to fly,
How can you leave and not say goodbye,
What is a hunter with nothing to find,
What is the goodness without the unkind,
When did the outfit fall out of fashion,
When did the lover run out of passion,
My reincarnation time a phoney creation rhyme,
With no destination mine my information's fine,
Why did the voice say don't step on the floor,
Why did the sign say so float through the door,
What is a god of phoney creation,
Where am I going with no destination,
What if the fish came from the sea,
What if my lover made me feel free,
What if my intake caused revelation,
What if the point was reincarnation,
What if my shoes don't match my jacket,
If it's not working why don't you smack it,
What if your mamma said you were fat,
If you are lost find where you're at,
Where is the what if the what is in why,
Where is the what if the what is in why,
Where is the what if the what is in why,
How did the loser get to be rich,
What is a saleman with nothing to pitch,
When did the fool het to be king,
Why did you leave when they asked you to sing,
Why loose belief if you got a dream,
What is a train that ran out of steam,
what is a spy with no-one to spy,
On who do you sleep with nothing to lie on,
What if the fruit don't fall from the tree,
What if these questions just won't let you be,
Why waste your time looking for proof,
What if the answer is never the truth.
O trajeto de sete minutos foi surtante.
Essa vocalista me enlouquece.
A qualquer hora me sinto bem louca. Basta ouvi-la.
Do caralho.
What is a god of phoney creation,
Where am I going with no destination,
What if the fish came from the sea,
What if my lover made me feel free,
What if my intake caused revelation,
What if the point was reincarnation,
What if my shoes do'nt match my jacket,
If it's not working why don't you smack it,
What if your mamma said you were fat,
If you are lost find where your at,
What is a number without any time,
You can't get higher with nothing to climb,
Why have a body if you ain't got a mind,
What is a searcher with nothing to find,
Why is the traffic refusing to stop,
Why climb the ladder if you can't reach the top,
Where is the what if the what is in why,
Where is the what if the what is in why
Where is the what if the what is in why,
What do you dream of when you sleep at night,
Wee how the blind man fills up with light,
What is a bird with nowhere to fly,
How can you leave and not say goodbye,
What is a hunter with nothing to find,
What is the goodness without the unkind,
When did the outfit fall out of fashion,
When did the lover run out of passion,
My reincarnation time a phoney creation rhyme,
With no destination mine my information's fine,
Why did the voice say don't step on the floor,
Why did the sign say so float through the door,
What is a god of phoney creation,
Where am I going with no destination,
What if the fish came from the sea,
What if my lover made me feel free,
What if my intake caused revelation,
What if the point was reincarnation,
What if my shoes don't match my jacket,
If it's not working why don't you smack it,
What if your mamma said you were fat,
If you are lost find where you're at,
Where is the what if the what is in why,
Where is the what if the what is in why,
Where is the what if the what is in why,
How did the loser get to be rich,
What is a saleman with nothing to pitch,
When did the fool het to be king,
Why did you leave when they asked you to sing,
Why loose belief if you got a dream,
What is a train that ran out of steam,
what is a spy with no-one to spy,
On who do you sleep with nothing to lie on,
What if the fruit don't fall from the tree,
What if these questions just won't let you be,
Why waste your time looking for proof,
What if the answer is never the truth.
29 novembro 2003
27 novembro 2003
"Quando me amei de verdade,
pude compreender
que em qualquer circunstância,
eu estava no lugar certo,na hora certa.
Então pude relaxar.
Quando me amei de verdade,
pude perceber que o
sofrimento emocional é um sinal
de que estou indo contra a minha verdade.
Quando me amei de verdade,
parei de desejar que a minha vida
fosse diferente e comecei a ver
que tudo o que acontece contribui
para o meu crescimento.
Quando me amei de verdade,
comecei a perceber como
é ofensivo tentar forçar alguma coisa
ou alguém que ainda não está preparado
- inclusive eu mesmo.
Quando me amei de verdade,
comecei a me livrar de tudo
que não fosse saudável.
Isso quer dizer: pessoas, tarefas,
crenças e - qualquer coisa que
me pusesse pra baixo.
Minha razão chamou isso de egoismo.
Mas hoje eu sei que é amor-próprio.
Quando me amei de verdade,
deixei de temer meu tempo livre
e desisti de fazer planos.
Hoje faço o que acho certo
e no meu próprio ritmo.
Como isso é bom!
Quando me amei de verdade,
desisti de querer ter sempre razão,
e com isso errei muito menos vezes.
Quando me amei de verdade,
desisti de ficar revivendo o passado
e de me preocupar com o futuro.
Isso me mantém no presente,
que é onde a vida acontece.
Quando me amei de verdade,
percebi que a minha mente
pode me atormentar e me decepcionar.
Mas quando eu a coloco
a serviço do meu coração,
ela se torna uma grande e valiosa aliada"
KIM MCMILLEN & ALISON MCMILLEN
pude compreender
que em qualquer circunstância,
eu estava no lugar certo,na hora certa.
Então pude relaxar.
Quando me amei de verdade,
pude perceber que o
sofrimento emocional é um sinal
de que estou indo contra a minha verdade.
Quando me amei de verdade,
parei de desejar que a minha vida
fosse diferente e comecei a ver
que tudo o que acontece contribui
para o meu crescimento.
Quando me amei de verdade,
comecei a perceber como
é ofensivo tentar forçar alguma coisa
ou alguém que ainda não está preparado
- inclusive eu mesmo.
Quando me amei de verdade,
comecei a me livrar de tudo
que não fosse saudável.
Isso quer dizer: pessoas, tarefas,
crenças e - qualquer coisa que
me pusesse pra baixo.
Minha razão chamou isso de egoismo.
Mas hoje eu sei que é amor-próprio.
Quando me amei de verdade,
deixei de temer meu tempo livre
e desisti de fazer planos.
Hoje faço o que acho certo
e no meu próprio ritmo.
Como isso é bom!
Quando me amei de verdade,
desisti de querer ter sempre razão,
e com isso errei muito menos vezes.
Quando me amei de verdade,
desisti de ficar revivendo o passado
e de me preocupar com o futuro.
Isso me mantém no presente,
que é onde a vida acontece.
Quando me amei de verdade,
percebi que a minha mente
pode me atormentar e me decepcionar.
Mas quando eu a coloco
a serviço do meu coração,
ela se torna uma grande e valiosa aliada"
KIM MCMILLEN & ALISON MCMILLEN
26 novembro 2003
25 novembro 2003
14 novembro 2003
A estranha agora deu de não comer. Sou eu que perco peso, bunda, peito e buchecha.
A estranha dá de chorar de bobeira e eu pago o mico.
A estranha se descontrola: ora fala demais sem nenhum argumento, ora emudece um turbilhão de idéias.
Quero acordar cedo, quero praticar um exercício, quero tomar café sem pressa.
A estranha só quer saber de sonhar, dorme até tarde. Dorme
pesado de peso de amar.
Amar dá sono porque gasta os sentidos.
A estranha quer me atrapalhar, não quer que eu escreva esse texto e eu acabo escrevendo tudo truncado e bobo. Ela só quer que eu sinta, que eu pense, que eu respire, que eu disque aqueles números mais uma vez, mais uma vez, mais uma vez.
Ei safada, saia de dentro de mim, preciso trabalhar, preciso respirar, preciso comer, preciso levar minha vida. Minha vida, entendeu?
Quem te colocou aí, vagabunda? Quem disse que você manda em mim?
A estranha é tão forte, tão grande, tão cheia de bocas, dentes, buracos quentes.
A estranha vive para devorá-lo.
Eu sou fraca e tenho a nítida e desesperadora sensação de ser mera
platéia de missa: estou de joelhos.
Que graça foi ver nesse homem, estranha filha da puta? Meu corpo te
rejeita tanto que é quase um câncer sentir tudo isso. Meu corpo já se
alimenta de você, digerindo aos poucos essa loucura para desmistificá-la.
O mais estranho da estranha é essa felicidade plena em que vivo. Esse
estado de graça.
A estranha encheu meu estômago de borboletas coloridas.
Encheu de suspiros a minha alma. Me encheu de rendição.
É uma dessas alegrias de dar pulinhos e de murmurar alegria no
semblante mais sério.
É uma dessas alegrias tão abençoadas por Deus, que Ele é quase cúmplice de esporádicas baixarias e mentiras.
É uma dessas alegrias desconfortáveis mas que tem cara de cama quente e travesseiro fofo.
Estranha, pra que tanto se depois acaba, mais uma vez, como tudo?
Ela nem me liga, ela dança linda e vermelha no meu tórax. Eu perco o ar, esbugalho os olhos.
Ela nem me liga, formigando cada parte do meu corpo, transformando meu desenho em pontilhado.
Depois me instiga a chamá-lo para que forme minha imagem, me faça existir.
Não sou uma massa desfigurada, vaca estranha! Sou uma mulher inteira, charmosa, inteligente, sarcástica, irônica e segura. Eu arraso corações!
Não preciso de ninguém! Saia daqui!
Ela apenas me sorri irônica e por piedade aquieta-se alguns segundos.
Depois, eu mesma não agüento e a procuro: estranha por estranha, negar uma paixão é muito mais louco do que aceitá-la dentro da gente.
A estranha dá de chorar de bobeira e eu pago o mico.
A estranha se descontrola: ora fala demais sem nenhum argumento, ora emudece um turbilhão de idéias.
Quero acordar cedo, quero praticar um exercício, quero tomar café sem pressa.
A estranha só quer saber de sonhar, dorme até tarde. Dorme
pesado de peso de amar.
Amar dá sono porque gasta os sentidos.
A estranha quer me atrapalhar, não quer que eu escreva esse texto e eu acabo escrevendo tudo truncado e bobo. Ela só quer que eu sinta, que eu pense, que eu respire, que eu disque aqueles números mais uma vez, mais uma vez, mais uma vez.
Ei safada, saia de dentro de mim, preciso trabalhar, preciso respirar, preciso comer, preciso levar minha vida. Minha vida, entendeu?
Quem te colocou aí, vagabunda? Quem disse que você manda em mim?
A estranha é tão forte, tão grande, tão cheia de bocas, dentes, buracos quentes.
A estranha vive para devorá-lo.
Eu sou fraca e tenho a nítida e desesperadora sensação de ser mera
platéia de missa: estou de joelhos.
Que graça foi ver nesse homem, estranha filha da puta? Meu corpo te
rejeita tanto que é quase um câncer sentir tudo isso. Meu corpo já se
alimenta de você, digerindo aos poucos essa loucura para desmistificá-la.
O mais estranho da estranha é essa felicidade plena em que vivo. Esse
estado de graça.
A estranha encheu meu estômago de borboletas coloridas.
Encheu de suspiros a minha alma. Me encheu de rendição.
É uma dessas alegrias de dar pulinhos e de murmurar alegria no
semblante mais sério.
É uma dessas alegrias tão abençoadas por Deus, que Ele é quase cúmplice de esporádicas baixarias e mentiras.
É uma dessas alegrias desconfortáveis mas que tem cara de cama quente e travesseiro fofo.
Estranha, pra que tanto se depois acaba, mais uma vez, como tudo?
Ela nem me liga, ela dança linda e vermelha no meu tórax. Eu perco o ar, esbugalho os olhos.
Ela nem me liga, formigando cada parte do meu corpo, transformando meu desenho em pontilhado.
Depois me instiga a chamá-lo para que forme minha imagem, me faça existir.
Não sou uma massa desfigurada, vaca estranha! Sou uma mulher inteira, charmosa, inteligente, sarcástica, irônica e segura. Eu arraso corações!
Não preciso de ninguém! Saia daqui!
Ela apenas me sorri irônica e por piedade aquieta-se alguns segundos.
Depois, eu mesma não agüento e a procuro: estranha por estranha, negar uma paixão é muito mais louco do que aceitá-la dentro da gente.
10 novembro 2003
Ei menina covarde,
se passasse os olhos por aqui, saberia que isto aqui é pra você:
"Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já crescem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que estão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade..."
Grande CAZUZA...
se passasse os olhos por aqui, saberia que isto aqui é pra você:
"Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já crescem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que estão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade..."
Grande CAZUZA...
03 novembro 2003
30 outubro 2003
Eu saberia esperar pelo momento certo, se não fosse agora, nesta madrugada fria e sem rumo.
Viro as costas para aquilo que não sei se faz parte do meu sonho, ou da vontade de não sonhar.
Me divirto entre os muitos momentos de descontração, entre um sorriso morno e um olhar quente; entre a mentira mais árdua e a verdade mais palpável.
Tudo isso dentro deste olhar vasto.
É, é infinito.
Viro as costas para aquilo que não sei se faz parte do meu sonho, ou da vontade de não sonhar.
Me divirto entre os muitos momentos de descontração, entre um sorriso morno e um olhar quente; entre a mentira mais árdua e a verdade mais palpável.
Tudo isso dentro deste olhar vasto.
É, é infinito.
27 outubro 2003
" Certo dia parei para observar as mulheres e só pude concluir uma
coisa: elas não são humanas.
São espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas entre nós.
Pare para refletir sobre o sexto-sentido.
Alguém dúvida de que ele exista?
E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher, entre as
presentes, em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você?
E quando ela antecipa que alguém tem algo contra você, que alguém
está ficando doente ou que você quer terminar o relacionamento?
E quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar um casaco?
Rio de Janeiro, 40 graus, você vai pegar um avião pra São Paulo. Só
meia-hora de vôo. Ela fala pra você levar um casaco, porque "vai
fazer frio". Você não leva.
O que acontece? O avião fica preso no tráfego, em terra, por quase
duas horas, depois que você já entrou, antes de decolar. O ar
condicionado chega a pingar gelo de tanto frio que faz lá dentro!
"Leve um sapato extra na mala, querido. Vai que você pisa numa
poça...". Se você não levar o "sapato extra", meu amigo, leve
dinheiro extra para comprar outro. Pois o seu estará, sem dúvida,
molhado...
O sexto-sentido não faz sentido! É a comunicação direta com Deus!
Assim é muito fácil...
As mulheres são mães! E preparam, literalmente, gente dentro de si.
Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles mortal?
E não satisfeitas em gerar a vida, elas insistem em ensinar a
vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e
disponibilidade integral.
Fala-se em "praga de mãe", "amor de mãe", "coração de mãe"... Tudo
isso é meio mágico...
Talvez Ele tenha instalado o dispositivo "coração de mãe" nos
"anjos da guarda" de Seus filhos (que, aliás, foram criados à Sua
imagem e semelhança).
As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravasam?
Homens também choram, mas é um choro diferente.
As lágrimas das mulheres têm um não sei quê que não quer chorar, um
não sei quê de fragilidade, um não sei quê de amor, um não sei quê
de tempero divino, que tem um efeito devastador sobre os homens...
É choro feminino. É choro de mulher...
Já viram como as mulheres conversam com os olhos?
Elas conseguem pedir uma à outra para mudar de assunto com apenas
um olhar.
Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar.
E apontam uma terceira pessoa com outro olhar.
Quantos tipos de olhar existem? Elas conhecem todos...
Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os
homens!
E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens.
E N - F E I - T I - Ç A M!
E tem mais! No tocante às profissões, por que se concentram nas
áreas de Humanas?
Para estudar os homens, é claro! Embora algumas disfarcem e estudem
Exatas...
Nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa seara.
Ele, que estudou, como poucos, o comportamento humano, disse que a
mulher era "um continente obscuro". Quer evidência maior do que
essa?
Qualquer um que ama se aproxima de Deus. E com as mulheres também é
assim.
O amor as leva para perto Dele, já que Ele é o próprio amor.
Por isso dizem "estar nas nuvens", quando apaixonadas.
É sabido que as mulheres confundem sexo e amor.
E isso seria uma falha, se não obrigasse os homens a uma atitude
mais sensível e respeitosa com a própria vida.
Pena que eles nunca verão as mulheres-anjos que têm ao lado.
Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres
a maior parte do tempo. Mas elas são anjos depois do sexo-amor. É
nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a
ser anjos... E, levitam. Algumas até voam.
Mas os homens não sabem disso. E nem poderiam.
Porque são tomados por um encantamento que os faz dormir nessa
hora."
LUIS FERNANDO VERÍSSIMO
De arrepiar, não?!
coisa: elas não são humanas.
São espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas entre nós.
Pare para refletir sobre o sexto-sentido.
Alguém dúvida de que ele exista?
E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher, entre as
presentes, em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você?
E quando ela antecipa que alguém tem algo contra você, que alguém
está ficando doente ou que você quer terminar o relacionamento?
E quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar um casaco?
Rio de Janeiro, 40 graus, você vai pegar um avião pra São Paulo. Só
meia-hora de vôo. Ela fala pra você levar um casaco, porque "vai
fazer frio". Você não leva.
O que acontece? O avião fica preso no tráfego, em terra, por quase
duas horas, depois que você já entrou, antes de decolar. O ar
condicionado chega a pingar gelo de tanto frio que faz lá dentro!
"Leve um sapato extra na mala, querido. Vai que você pisa numa
poça...". Se você não levar o "sapato extra", meu amigo, leve
dinheiro extra para comprar outro. Pois o seu estará, sem dúvida,
molhado...
O sexto-sentido não faz sentido! É a comunicação direta com Deus!
Assim é muito fácil...
As mulheres são mães! E preparam, literalmente, gente dentro de si.
Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles mortal?
E não satisfeitas em gerar a vida, elas insistem em ensinar a
vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e
disponibilidade integral.
Fala-se em "praga de mãe", "amor de mãe", "coração de mãe"... Tudo
isso é meio mágico...
Talvez Ele tenha instalado o dispositivo "coração de mãe" nos
"anjos da guarda" de Seus filhos (que, aliás, foram criados à Sua
imagem e semelhança).
As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravasam?
Homens também choram, mas é um choro diferente.
As lágrimas das mulheres têm um não sei quê que não quer chorar, um
não sei quê de fragilidade, um não sei quê de amor, um não sei quê
de tempero divino, que tem um efeito devastador sobre os homens...
É choro feminino. É choro de mulher...
Já viram como as mulheres conversam com os olhos?
Elas conseguem pedir uma à outra para mudar de assunto com apenas
um olhar.
Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar.
E apontam uma terceira pessoa com outro olhar.
Quantos tipos de olhar existem? Elas conhecem todos...
Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os
homens!
E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens.
E N - F E I - T I - Ç A M!
E tem mais! No tocante às profissões, por que se concentram nas
áreas de Humanas?
Para estudar os homens, é claro! Embora algumas disfarcem e estudem
Exatas...
Nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa seara.
Ele, que estudou, como poucos, o comportamento humano, disse que a
mulher era "um continente obscuro". Quer evidência maior do que
essa?
Qualquer um que ama se aproxima de Deus. E com as mulheres também é
assim.
O amor as leva para perto Dele, já que Ele é o próprio amor.
Por isso dizem "estar nas nuvens", quando apaixonadas.
É sabido que as mulheres confundem sexo e amor.
E isso seria uma falha, se não obrigasse os homens a uma atitude
mais sensível e respeitosa com a própria vida.
Pena que eles nunca verão as mulheres-anjos que têm ao lado.
Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres
a maior parte do tempo. Mas elas são anjos depois do sexo-amor. É
nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a
ser anjos... E, levitam. Algumas até voam.
Mas os homens não sabem disso. E nem poderiam.
Porque são tomados por um encantamento que os faz dormir nessa
hora."
LUIS FERNANDO VERÍSSIMO
De arrepiar, não?!
23 outubro 2003
22 outubro 2003
Ela era feliz adoidada. Seus vestidos floridos, soltos, seu sorriso bonito, louco, seu corpo lindo como poucos, seu desejo excessivo, denso, tesão intenso, ela queria sempre, sempre, amar todos os homens, gostava de homens, gostava de tudo neles, de quase tudo, gosta ainda. Gosta de gostar. Adora se dar, adora se excitar e excitar, e dar.
Com o cara 1, ela foi para cama no primeiro dia. Ele se jogou, ela lhe beijou, ele tirou a camisa, ela tirou seu vestido, ele olhou seu corpo, que lindo, disse, e ela adorou o elogio, tira tudo, ele disse, ela adiou, ficou de calcinha e sutiã, mas mergulhou nele, pegou no seu pau, que lindo, ela disse, como seu pau é lindo, repetiu, examinou, tocou, beijou, chupou, e o cara disse, tira tudo, ela, calma, esfregou-se, amassou, rolou, subiu, tira tudo, calma, chupou, lambeu, apertou, tira, tá, ela tirou, e se comeram, trocaram tudo, totalmente. Mas ele não ligou depois. Nem depois. Nenhum e-mail. Sumiu. Nunca mais ouviu falar dele. Que pena. Era o pau mais bonito da cidade. Que droga! O que fiz de errado dessa vez?
Com o cara 2, ela nem esperou chegar em casa. Agarrou-o já no carro. Pulou nele quando estacionaram. Subiu, beijou-lhe, mordeu seu pescoço, lambeu sua orelha, sentiu ele se excitar, tirou a sua camisa, beijou seus ombros, seu peito, seus braços, suas mãos, suas costas, ele estava duro, ela tirou a calça dele e seu vestido nun gesto único e nem esperou ele dizer, tirou a calcinha e o sutiã. Ele ficou doido de tesão, que corpo, ele disse. Ela nem registrou o elogio, porque já o chupava, esfregava, lambia, massageava, que pau lindo, ela disse, o mais lindo que já vi, muito mais lindo que o outro. Ele perguntou: Que outro? Ela nem deu ouvidos, nem enrolou mais, e treparam ali, no banco do motorista, passaram para o do passageiro, depois para o de trás, de frente, de lado, por trás. Mas ele não ligou no outro dia. Nem no outro. Nem na outra semana. Nem carta, nem e-mail, telegrama. Sumiu. Que merda! O que foi dessa vez?!
Com o cara 3, ela entrou em seu apê. Bebeu, bebeu, foi agarrada, ela disse, não, foi arrastada, ela disse, pára! Ele pediu, pediu, pediu, ela disse, só um beijinho. Ela deu um, mas ele logo veio apalpando, ela disse, aí, não! Ele pediu mais beijos, ela, mais vinho. Mais bêbados. Ela se insinuou, ele queria vê-la nua, ela só mostrou a tatuagem na virilha, ele implorou, vamos para cama, ela chamou um taxi. Nem esperou a confirmação, chamou o elevador, deu um beijo longo, sorriu e se foi. Este ligou no dia seguinte. E no outro. Mandou flores, e-mails e um CD de presente. Liga todos os dias. Como homem é babaca, ela descobriu.
MARCELO RUBENS PAIVA
Com o cara 1, ela foi para cama no primeiro dia. Ele se jogou, ela lhe beijou, ele tirou a camisa, ela tirou seu vestido, ele olhou seu corpo, que lindo, disse, e ela adorou o elogio, tira tudo, ele disse, ela adiou, ficou de calcinha e sutiã, mas mergulhou nele, pegou no seu pau, que lindo, ela disse, como seu pau é lindo, repetiu, examinou, tocou, beijou, chupou, e o cara disse, tira tudo, ela, calma, esfregou-se, amassou, rolou, subiu, tira tudo, calma, chupou, lambeu, apertou, tira, tá, ela tirou, e se comeram, trocaram tudo, totalmente. Mas ele não ligou depois. Nem depois. Nenhum e-mail. Sumiu. Nunca mais ouviu falar dele. Que pena. Era o pau mais bonito da cidade. Que droga! O que fiz de errado dessa vez?
Com o cara 2, ela nem esperou chegar em casa. Agarrou-o já no carro. Pulou nele quando estacionaram. Subiu, beijou-lhe, mordeu seu pescoço, lambeu sua orelha, sentiu ele se excitar, tirou a sua camisa, beijou seus ombros, seu peito, seus braços, suas mãos, suas costas, ele estava duro, ela tirou a calça dele e seu vestido nun gesto único e nem esperou ele dizer, tirou a calcinha e o sutiã. Ele ficou doido de tesão, que corpo, ele disse. Ela nem registrou o elogio, porque já o chupava, esfregava, lambia, massageava, que pau lindo, ela disse, o mais lindo que já vi, muito mais lindo que o outro. Ele perguntou: Que outro? Ela nem deu ouvidos, nem enrolou mais, e treparam ali, no banco do motorista, passaram para o do passageiro, depois para o de trás, de frente, de lado, por trás. Mas ele não ligou no outro dia. Nem no outro. Nem na outra semana. Nem carta, nem e-mail, telegrama. Sumiu. Que merda! O que foi dessa vez?!
Com o cara 3, ela entrou em seu apê. Bebeu, bebeu, foi agarrada, ela disse, não, foi arrastada, ela disse, pára! Ele pediu, pediu, pediu, ela disse, só um beijinho. Ela deu um, mas ele logo veio apalpando, ela disse, aí, não! Ele pediu mais beijos, ela, mais vinho. Mais bêbados. Ela se insinuou, ele queria vê-la nua, ela só mostrou a tatuagem na virilha, ele implorou, vamos para cama, ela chamou um taxi. Nem esperou a confirmação, chamou o elevador, deu um beijo longo, sorriu e se foi. Este ligou no dia seguinte. E no outro. Mandou flores, e-mails e um CD de presente. Liga todos os dias. Como homem é babaca, ela descobriu.
MARCELO RUBENS PAIVA
21 outubro 2003
Aqui vai minha dica de um bom som para qualquer hora!
Há algumas semanas entrei no site da Erykah Badu e lá estava a divulgação do seu novo cd- Worlwide Underground. Clicando na imagem dela começa a rolar uma das músicas do novo album. Que batida contagiante! Pirei e fui direto comprar.
O cd já virou o meu mais novo vício. São 12 músicas que compõem uma trilha alucinante e surpreendente a cada faixa. As músicas no geral são dançantes, resultado de uma fusão de Soul, Funk, Jazz, New Age, Hip-Hop e até Rock n' Roll. Enfim, as influências são infinitas. Quem gosta de boa música é obrigatório conhecer!
Há algumas semanas entrei no site da Erykah Badu e lá estava a divulgação do seu novo cd- Worlwide Underground. Clicando na imagem dela começa a rolar uma das músicas do novo album. Que batida contagiante! Pirei e fui direto comprar.
O cd já virou o meu mais novo vício. São 12 músicas que compõem uma trilha alucinante e surpreendente a cada faixa. As músicas no geral são dançantes, resultado de uma fusão de Soul, Funk, Jazz, New Age, Hip-Hop e até Rock n' Roll. Enfim, as influências são infinitas. Quem gosta de boa música é obrigatório conhecer!
20 outubro 2003
Segredos de mim
Queria ter mais paciêna
Compreender melhor o outro
Sentir menos falta do Thi
Ter menos medo de me apaixonar
Fazer meu dia render mais
Ganhar mais grana
Gastar menos
Voltar no tempo
Realizar
Dar
Receber
Quero abraçar
Sentir
Fechar os olhos
Voar
Saber esperar pelo amanhã
Aceitar
Chorar mais
Questionar menos
Deprimir um pouco
Frear o impulso
Encontrar o gesto perfeito
O toque que cura
Compreender melhor o outro
Sentir menos falta do Thi
Ter menos medo de me apaixonar
Fazer meu dia render mais
Ganhar mais grana
Gastar menos
Voltar no tempo
Realizar
Dar
Receber
Quero abraçar
Sentir
Fechar os olhos
Voar
Saber esperar pelo amanhã
Aceitar
Chorar mais
Questionar menos
Deprimir um pouco
Frear o impulso
Encontrar o gesto perfeito
O toque que cura
19 outubro 2003
17 outubro 2003
09 outubro 2003
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
ALBERTO CAEIRO, 1914
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...
ALBERTO CAEIRO, 1914
08 outubro 2003
Thanks God!
Nunca soube se era demais minha sensibilidade para a minha inteligência ou minha inteligência para aminha sensilbilidade...
Vale dar destaque ao grau de compreensão que a Ste teve por mim todas essas últimas semanas.
Lindinha, pode não parecer, mas me faz sentir muito melhor, viu?!
Te amo...
Vale dar destaque ao grau de compreensão que a Ste teve por mim todas essas últimas semanas.
Lindinha, pode não parecer, mas me faz sentir muito melhor, viu?!
Te amo...
07 outubro 2003
30 setembro 2003
Todo mundo anda perguntando por quem eu estou apaixonada. Em um dia de louca eu quase publiquei o nome do ser humano no blog. Na verdade, quase saí correndo e gritando para os quatro ventos o quanto é bom amar. Mas não estou amando. Só quero amar se for a dois.
O problema é que sou uma eterna apaixonada, e se eu tomar coragem para liberar metade do que eu escrevo em casa, esse blog vai ficar meloso demais.
Romantismos aparte, resolvi divulgar meus profundos sentimentos amorosos só quando eles tomam minha mente e não deixam mais espaço para nada. Agora vai saber qual vai ser a frequencia dessas publicações...
O problema é que sou uma eterna apaixonada, e se eu tomar coragem para liberar metade do que eu escrevo em casa, esse blog vai ficar meloso demais.
Romantismos aparte, resolvi divulgar meus profundos sentimentos amorosos só quando eles tomam minha mente e não deixam mais espaço para nada. Agora vai saber qual vai ser a frequencia dessas publicações...
A famosa tecla
Preocupe-se mais com a sua consciência do que com a sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os os outros pensam, é problemas deles. FODA-SE.
25 setembro 2003
24 setembro 2003
Espelho
Cheguei a pensar que era você
Mas acho que não, na verdade não sei
Procuro alguém que íntimo dentro conheço
Mas não percebi ao passar
Olhei nos seus olhos e vi refletido meu olhar
Me apaixonei
Não sei o que aconteceu
Foi meu olhar refletido no seu
Ou é mesmo você
Não sei quem amei.
Mas acho que não, na verdade não sei
Procuro alguém que íntimo dentro conheço
Mas não percebi ao passar
Olhei nos seus olhos e vi refletido meu olhar
Me apaixonei
Não sei o que aconteceu
Foi meu olhar refletido no seu
Ou é mesmo você
Não sei quem amei.
Eu temia que fosse assim. E alí todas as noites ele está. A tirar meu sono.
Trêmula paz.
Durmo na mais cruel tentativa de tocar o seu íntimo, ainda que distante, obscuro.
O sonho foi você. Quem mais seria a atormentar meus pensamentos em noites quentes e frias, sem som, nem luz, dentro do meu quarto a procura do silêncio? Oh, silêncio... Cale estas mil sensações dentro dentro de meu corpo. Paralise o momento em que tudo começou...
Tenho sono.
Não quero dormir.
Trêmula paz.
Durmo na mais cruel tentativa de tocar o seu íntimo, ainda que distante, obscuro.
O sonho foi você. Quem mais seria a atormentar meus pensamentos em noites quentes e frias, sem som, nem luz, dentro do meu quarto a procura do silêncio? Oh, silêncio... Cale estas mil sensações dentro dentro de meu corpo. Paralise o momento em que tudo começou...
Tenho sono.
Não quero dormir.
22 setembro 2003
19 setembro 2003
17 setembro 2003
A Rave do Guiza foi maravilhosa. Superou todas as minhas expectativas.
Era evidente o quanto a galera tava curtindo, mas duas pessoas se destacaram na balada: A Juana e um Pivets de camiseta azul. Sabe aquelas pessoas que você encontra toda hora, do começo ao fim da festa? Então, eram eles... Nomeei de Mascotes da Pituca.
O Pivets me deixava curiosa em saber no que ele tanto pensava quando olhava para a cara de alguém, porque suas caras e bocas eram as melhores... Ele tava surtando, mas pelo menos, naquele momento, estava feliz (em compensação hoje já deve ter batido aquela puta deprê).
A Ju já foi diferente... Foi o exemplo de que se pode sim dançar e beber vodka por umas 12 horas seguidas sem parar. E chegar em casa e abrir uma latinha de breja sem o menor pudor.
Que pena que acabou. E que pena que tudo isso é um sonho mesmo...
Ah, vale dar destaque ao som do chill out quando estava amanhecendo... Nunca ouvi nada tão maravilhoso. Arrepiante. Inesquecível.
Guizardita, na póxima, com certeza, é nóis!
Era evidente o quanto a galera tava curtindo, mas duas pessoas se destacaram na balada: A Juana e um Pivets de camiseta azul. Sabe aquelas pessoas que você encontra toda hora, do começo ao fim da festa? Então, eram eles... Nomeei de Mascotes da Pituca.
O Pivets me deixava curiosa em saber no que ele tanto pensava quando olhava para a cara de alguém, porque suas caras e bocas eram as melhores... Ele tava surtando, mas pelo menos, naquele momento, estava feliz (em compensação hoje já deve ter batido aquela puta deprê).
A Ju já foi diferente... Foi o exemplo de que se pode sim dançar e beber vodka por umas 12 horas seguidas sem parar. E chegar em casa e abrir uma latinha de breja sem o menor pudor.
Que pena que acabou. E que pena que tudo isso é um sonho mesmo...
Ah, vale dar destaque ao som do chill out quando estava amanhecendo... Nunca ouvi nada tão maravilhoso. Arrepiante. Inesquecível.
Guizardita, na póxima, com certeza, é nóis!
11 setembro 2003
10 setembro 2003
04 setembro 2003
31 julho 2003
29 julho 2003
03 julho 2003
01 julho 2003
Depois de um Básico bombástico no sábado, acordei meio grog e fomos conhecer a casa nova do George e do Romeuzinho.
A primeira referência para encontrá-la era que a casa parecia o Básico. Calçada azul e a casa laranja. E não é que é mesmo??? Por todos os lados lembranças do Romeu. Espelhos por toda a parte, cores fortes, muuuuuuuuitos cds, tudo de bom!
Me animei ao ver o puta espaço para as futuras festinhas que com certeza vão rolar.
A varanda da frente me deu uma idéia de fazer um show com a banda, onde a platéia domina a rua. Tipo no clipe Where the streets have no name do U2, sabe?! Quem não irira gostar da idéia é a família do Vinícius, que mora bem na frente; portão com portão. É, talvez meu pensamento tenha ido longe demais... Rs...
O dia foi regado a boa comida, bebida e muita música boa.
E minha grande descoberta foi: VIREI FÃ DO TRAVIS. Quem puder assistir um dvd deles de um show na Escócia (não lembro o nome da cidade), por favor enjoy, porque é uma ida sem volta!
A primeira referência para encontrá-la era que a casa parecia o Básico. Calçada azul e a casa laranja. E não é que é mesmo??? Por todos os lados lembranças do Romeu. Espelhos por toda a parte, cores fortes, muuuuuuuuitos cds, tudo de bom!
Me animei ao ver o puta espaço para as futuras festinhas que com certeza vão rolar.
A varanda da frente me deu uma idéia de fazer um show com a banda, onde a platéia domina a rua. Tipo no clipe Where the streets have no name do U2, sabe?! Quem não irira gostar da idéia é a família do Vinícius, que mora bem na frente; portão com portão. É, talvez meu pensamento tenha ido longe demais... Rs...
O dia foi regado a boa comida, bebida e muita música boa.
E minha grande descoberta foi: VIREI FÃ DO TRAVIS. Quem puder assistir um dvd deles de um show na Escócia (não lembro o nome da cidade), por favor enjoy, porque é uma ida sem volta!
26 junho 2003
Que gostoso... Depois de mais um dia de trabalho, eu e Lilica fomos até o Qualyfruit encontrar com minhas eternas melhores amigas Faby e Marininha. Sabe como é, para colocar os assuntos em dia...
Depois de atualizadas, chega a hora dos conselhos de (como diz a Faby) Marininha-sempre-pé-no-chão, contrabalanceados com os conselhos da Faby-em-prol-do-amor e os da Lilica-moderninha!
E nao é que deu certo?!
Dormi em paz...
Depois de atualizadas, chega a hora dos conselhos de (como diz a Faby) Marininha-sempre-pé-no-chão, contrabalanceados com os conselhos da Faby-em-prol-do-amor e os da Lilica-moderninha!
E nao é que deu certo?!
Dormi em paz...
23 junho 2003
ALGUÉM ME AJUDA!
Fui inserir o linkzinho de comentários no blog da Dani Loira, consegui, mas agora todos os posts aparecem duplicados. Alguém sabe mudar isso, antes que ela me mate?! Na verdade já tá assim faz quase um mês, mas antes eu tava sem tempo de fuçar e consertar... Agora que eu tô de férias não tem desculpa.
Agradeço caridades!
Fui inserir o linkzinho de comentários no blog da Dani Loira, consegui, mas agora todos os posts aparecem duplicados. Alguém sabe mudar isso, antes que ela me mate?! Na verdade já tá assim faz quase um mês, mas antes eu tava sem tempo de fuçar e consertar... Agora que eu tô de férias não tem desculpa.
Agradeço caridades!
AGORA VIROU MODA COMENTÁRIO ANÔNIMOS. Ops, anônimos não, porque essa gentinha ainda assina seus pseudônimos.
Acho engraçado... Nunca tive muito interesse em entrar nos blogs de quem não faz parte da minha turma de amigos, a não ser que o blog apresente idéias interessantes (como o do Camilo, primo da Mari- que eu nunca vi na vida) para eu, por consequência, ter espaço para fazer comentários interessantes também.
Refletindo sobre o assunto diariamente conclui que essas pessoas são muito covardes, não se assumem meeeeeesmo.
Depois conclui que também são muito carentes e que realmente necessitam de atenção.
Inveja é um sentimento que não falta dentro delas, e falta de educação então... até a coitada da minha mãe já foi agredida com palavras singelas dos nossos pseudoamigos.
Então esse post vai em homenagem a todos os intrometidos que passam pelos blogs!!!
E do fundo do meu coração desejo à vocês muita coisa importante e produtiva pra ocupar suas tardes!
Acho engraçado... Nunca tive muito interesse em entrar nos blogs de quem não faz parte da minha turma de amigos, a não ser que o blog apresente idéias interessantes (como o do Camilo, primo da Mari- que eu nunca vi na vida) para eu, por consequência, ter espaço para fazer comentários interessantes também.
Refletindo sobre o assunto diariamente conclui que essas pessoas são muito covardes, não se assumem meeeeeesmo.
Depois conclui que também são muito carentes e que realmente necessitam de atenção.
Inveja é um sentimento que não falta dentro delas, e falta de educação então... até a coitada da minha mãe já foi agredida com palavras singelas dos nossos pseudoamigos.
Então esse post vai em homenagem a todos os intrometidos que passam pelos blogs!!!
E do fundo do meu coração desejo à vocês muita coisa importante e produtiva pra ocupar suas tardes!
Mariaaaaaaaaaaaana! Fiquei de cara quando li isso no seu blog...
Então hoje ele vai ser meu grito de revolta!
Lá vai...
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado,
quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio vento na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
CHICO BUARQUE, PARA O FILME QUANDO O CARNAVAL CHEGAR
Então hoje ele vai ser meu grito de revolta!
Lá vai...
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado,
quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio vento na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
CHICO BUARQUE, PARA O FILME QUANDO O CARNAVAL CHEGAR
21 junho 2003
18 junho 2003
17 junho 2003
16 junho 2003
Faz horas que não consigo parar de chorar.
Quando achava que tinha melhorado falei com três amigas. Daí pronto... deságua tudo de novo.
Os hormônios são foda... Tranformaram uma simples gripe e um mesmo problema numa QUESTÃO EXISTENCIAL que não pára de martelar minha cabeça...
MULHER ÀS VEZES É UM SACO.
Desce aí, vai!
Quando achava que tinha melhorado falei com três amigas. Daí pronto... deságua tudo de novo.
Os hormônios são foda... Tranformaram uma simples gripe e um mesmo problema numa QUESTÃO EXISTENCIAL que não pára de martelar minha cabeça...
MULHER ÀS VEZES É UM SACO.
Desce aí, vai!
13 junho 2003
12 junho 2003
11 junho 2003
A Fabys escreveu isso em seu blog. Foi em relação em relação a mim:
Been crossin´ that bridge
With lessons I've learned
Playing with fire
And not getting burned
I may not know what you're going through
But time is the space
Between me and you
There is a light through that window
Hold on say yes, while people say no
Life carries on
Valeu Linda, é isso aí!
Been crossin´ that bridge
With lessons I've learned
Playing with fire
And not getting burned
I may not know what you're going through
But time is the space
Between me and you
There is a light through that window
Hold on say yes, while people say no
Life carries on
Valeu Linda, é isso aí!
10 junho 2003
07 junho 2003
O que dizer a respeito da balada quinta?!
Não sei muito o que falar, mas não posso deixar passar em branco.
A Sê conseguiu resumir em algumas poucas palavras, então acho que só estando lá mesmo pra saber...
Enfim.... Que balada do caralho!!!
Primeiro saí da faculdade bombando de alegria por ter finalmente apresentado o trabalho de Sistemas. Foi o suficiente para eu ir dirigindo à mil por hora para o All Black cantando "Eu sei que vou te amar" na maior empolgação.
Lá, pra variar, tudo de bom. Presenças ilustres à minha minha volta, que só Deus sabe o quanto faz bem a um ser humano...
Finalmente Love.e. Dj Ney Faustini e Marky. Nada mal. A última balada dessas rendeu uma foto página inteira da Carlinha na Veja, bombando muito, porém sóbrea (aliás, marida, como você fez falta!). É, porque com esse tal de Drum n' bass não tem como ficar parado, com ou sem álcool na cabeça. Tenho flashes da galera não se aguentando de tanta empolgação e pela primeira vez tive a experiência de voltar da balada com o cabelo molhado de tanto dançar.
Cheguei à conclusão que amo drum n' bass e de que meus amigos são do caralho... Pau pra toda obra!
Valeu galera, até a próxima!
Não sei muito o que falar, mas não posso deixar passar em branco.
A Sê conseguiu resumir em algumas poucas palavras, então acho que só estando lá mesmo pra saber...
Enfim.... Que balada do caralho!!!
Primeiro saí da faculdade bombando de alegria por ter finalmente apresentado o trabalho de Sistemas. Foi o suficiente para eu ir dirigindo à mil por hora para o All Black cantando "Eu sei que vou te amar" na maior empolgação.
Lá, pra variar, tudo de bom. Presenças ilustres à minha minha volta, que só Deus sabe o quanto faz bem a um ser humano...
Finalmente Love.e. Dj Ney Faustini e Marky. Nada mal. A última balada dessas rendeu uma foto página inteira da Carlinha na Veja, bombando muito, porém sóbrea (aliás, marida, como você fez falta!). É, porque com esse tal de Drum n' bass não tem como ficar parado, com ou sem álcool na cabeça. Tenho flashes da galera não se aguentando de tanta empolgação e pela primeira vez tive a experiência de voltar da balada com o cabelo molhado de tanto dançar.
Cheguei à conclusão que amo drum n' bass e de que meus amigos são do caralho... Pau pra toda obra!
Valeu galera, até a próxima!
05 junho 2003
Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
Assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.
Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
— já me aconteceu antes.
Pois sei que
— em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade —
essa clareza de realidade
é um risco.
CLARICE LISPECTOR, A LUCIDEZ PERIGOSA
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
Assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.
Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
— já me aconteceu antes.
Pois sei que
— em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade —
essa clareza de realidade
é um risco.
CLARICE LISPECTOR, A LUCIDEZ PERIGOSA
04 junho 2003
03 junho 2003
31 maio 2003
Cuttin' through the darkest night in my two headlights
Trying to keep it clear, but I'm losing it here to the twilight
There's a dead end to my left, there's a burning bush to my right
You aren't in sight, you aren't in sight
And who will save your souls
If you won't save your own?
I´d rather see the world
From another angle
We are everyday angels
Trying to keep it clear, but I'm losing it here to the twilight
There's a dead end to my left, there's a burning bush to my right
You aren't in sight, you aren't in sight
And who will save your souls
If you won't save your own?
I´d rather see the world
From another angle
We are everyday angels
28 maio 2003
27 maio 2003
ACHO QUE EU TENHO CARA DE MELHOR AMIGA. MELHOR AMIGA DE TODA A HUMANIDADE.
www.psicologadeplantao.com.br
www.psicologadeplantao.com.br
26 maio 2003
Presente da Bela:
Às vezes por mais que o mundo diga que não, vale a pena ir contra a maré, e partir atráz de um sonho.
É preciso tomar cuidado pois o caminho que não é "convencional" pode ser perigoso.
Escolher as flores...
Filtrar as palavras...
Escutar os sentidos, e saber ficar em silêncio.
Também deve aprender a conviver com a solidão, por que muitas vezes em um momento escuro, ninguém vem te ajudar.
E tem que ser forte, forte o bastante para chorar mas não desistir.
E se vc escolheu ir em frente, e sente no intimo que é isso o que realmente quer, não deixe nunca de olhar firme, de acreditar nesse sonho. Saber acreditar pode parecer banal, mas tem um poder impressionante e a partir desse instante uma imensa energia te lança ao mundo.
Tem que ter em mente que o tempo deve sempre ser um aliado, nunca uma barreira, e por mais cansativo que o caminho se revele...com o tempo ele pode ficar lindo.
Aprenda a dançar sozinho...
Escutar a música do vento...
Conversar com a lua, e encantar-se com as estrelas.
Utilize a energia do sol e brilhe.
Se vc tem um sonho, um louco sonho, tão louco e tão real dentro de vc... Vá adiante, corra e acredite.
As pessoas que acreditam nos sonhos, podem ser loucas, mas são as únicas que podem torná-los reais.
It's up to you !
Às vezes por mais que o mundo diga que não, vale a pena ir contra a maré, e partir atráz de um sonho.
É preciso tomar cuidado pois o caminho que não é "convencional" pode ser perigoso.
Escolher as flores...
Filtrar as palavras...
Escutar os sentidos, e saber ficar em silêncio.
Também deve aprender a conviver com a solidão, por que muitas vezes em um momento escuro, ninguém vem te ajudar.
E tem que ser forte, forte o bastante para chorar mas não desistir.
E se vc escolheu ir em frente, e sente no intimo que é isso o que realmente quer, não deixe nunca de olhar firme, de acreditar nesse sonho. Saber acreditar pode parecer banal, mas tem um poder impressionante e a partir desse instante uma imensa energia te lança ao mundo.
Tem que ter em mente que o tempo deve sempre ser um aliado, nunca uma barreira, e por mais cansativo que o caminho se revele...com o tempo ele pode ficar lindo.
Aprenda a dançar sozinho...
Escutar a música do vento...
Conversar com a lua, e encantar-se com as estrelas.
Utilize a energia do sol e brilhe.
Se vc tem um sonho, um louco sonho, tão louco e tão real dentro de vc... Vá adiante, corra e acredite.
As pessoas que acreditam nos sonhos, podem ser loucas, mas são as únicas que podem torná-los reais.
It's up to you !
21 maio 2003
A festa ainda nem chegou, mas meu aniversário já foi fodido (no bom sentido da palavra, é novas).
Sério mesmo, me emocionei a cada instante que estava em Cunha, junto a apenas sete amigos muito queridos, que fizeram desse fim de semana uma data mais do que inesquecível. Tudo perfeito.
Bolinho surpresa, naquele esquema roots, fogueira, violão, overdose de mpb, muita energia...
Nada como começar meus 22 anos assim, deixando pra trás a idade mais difícil da minha vida.
Agora, mais do que nunca, a palavra é RENOVAÇÃO.
E pra comemorar tudo isso nada como uma baladinha insana amanhã!
Espero todos vocês por lá! Let´s celebrate life!
Sério mesmo, me emocionei a cada instante que estava em Cunha, junto a apenas sete amigos muito queridos, que fizeram desse fim de semana uma data mais do que inesquecível. Tudo perfeito.
Bolinho surpresa, naquele esquema roots, fogueira, violão, overdose de mpb, muita energia...
Nada como começar meus 22 anos assim, deixando pra trás a idade mais difícil da minha vida.
Agora, mais do que nunca, a palavra é RENOVAÇÃO.
E pra comemorar tudo isso nada como uma baladinha insana amanhã!
Espero todos vocês por lá! Let´s celebrate life!
16 maio 2003
We give rise to ego, by being insecure
The advice that we go desperately searching for
The subconscious effort to support our paramour
Too engaged in denial, to admit we're immature
Validating lies, Mr. Intentional…Oh…
Open up your eyes, Mr. Intentional…
Please don't entertain me, Mr. Intentional
I don't need your sympathy, Mr. Intentional
Stay away from me, Mr. Intentional
So one-dimensional,
Mr. Promotional,
Mr. Emotional,
Mr. Intentional…
LAURYN HILL, MR.INTENTIONAL (Lauryn Hill sempre me entende!)
The advice that we go desperately searching for
The subconscious effort to support our paramour
Too engaged in denial, to admit we're immature
Validating lies, Mr. Intentional…Oh…
Open up your eyes, Mr. Intentional…
Please don't entertain me, Mr. Intentional
I don't need your sympathy, Mr. Intentional
Stay away from me, Mr. Intentional
So one-dimensional,
Mr. Promotional,
Mr. Emotional,
Mr. Intentional…
LAURYN HILL, MR.INTENTIONAL (Lauryn Hill sempre me entende!)
14 maio 2003
13 maio 2003
Se eu só lhe fizesse o bem
Talvez fosse um vício a mais
Você me teria desprezo por fim
Porém não fui tão imprudente
E agora não há francamente
Motivo pra você me injuriar assim
Dinheiro não lhe emprestei
Favores nunca lhe fiz
Não alimentei o seu gênio ruim
Você nada está me devendo
Por isso meu bem não entendo
Porque anda agora falando de mim
Talvez fosse um vício a mais
Você me teria desprezo por fim
Porém não fui tão imprudente
E agora não há francamente
Motivo pra você me injuriar assim
Dinheiro não lhe emprestei
Favores nunca lhe fiz
Não alimentei o seu gênio ruim
Você nada está me devendo
Por isso meu bem não entendo
Porque anda agora falando de mim
08 maio 2003
VULGARIZARAM O RAP
Meu Deus do Céu! Alguém faça alguma coisa!!!
Agora fazer rap ficou fácil, e por incrível que pareça, vender também.
Ligue a TV em qualquer canal que passe videoclipes e confira!
O que mais tem são negonas (ou nem tão negonas assim) cantarolando meia-dúzia de clichês idiotas e vendendo disco adoidado.
Mariah Carey me decepcionou. Além de ter virado um Lolitinha nos últimos anos, agora vem pagar de rapper com uma boininha cor-de-rosa e uma sainha de couro, os seios apontando pro céu, alguns negões fazendo cara de tesão atrás dela, e ela - é lógico- fazendo caras e bocas, cantarolando coisas como you´re enough for me, I'm too much for you, I buy my car, my house, my shoes and I don´t need you because I´m a independent woman... lálálá...
Ninguém merece...
Meu Deus do Céu! Alguém faça alguma coisa!!!
Agora fazer rap ficou fácil, e por incrível que pareça, vender também.
Ligue a TV em qualquer canal que passe videoclipes e confira!
O que mais tem são negonas (ou nem tão negonas assim) cantarolando meia-dúzia de clichês idiotas e vendendo disco adoidado.
Mariah Carey me decepcionou. Além de ter virado um Lolitinha nos últimos anos, agora vem pagar de rapper com uma boininha cor-de-rosa e uma sainha de couro, os seios apontando pro céu, alguns negões fazendo cara de tesão atrás dela, e ela - é lógico- fazendo caras e bocas, cantarolando coisas como you´re enough for me, I'm too much for you, I buy my car, my house, my shoes and I don´t need you because I´m a independent woman... lálálá...
Ninguém merece...
07 maio 2003
Tive que recortar e colar este texto que a Faby escreveu em seu blog, pois me emocionou muito. Não só pelas lembranças maravilhosas, mas por ver claramente que hoje em dia tudo isso (que dá muita saudade) continua totalmente presente.
É gratificante demais ver que a escolha das nossas amizades foram certas, mesmo tendo sido feitas tão cedo, numa fase tão imatura, desprovida de grandes problemas, de grandes lições de vida... Como já disse ontém, meus amigos me orgulham, e como consequência, minhas escolhas também. Acredito muito no poder que temos de selecionar quem está presente em nossas vidas, e essas pessoas citadas abaixo são apenas algumas delas!
"O cheiro das coisas é o que mais "pega" a minha memória. O
que mais marca a minha vida. Mais do que música em alguns
aspectos.
Hoje senti o cheiro do perfume que minha irmã havia passado
antes de sair, o CK One. Eu usava esse perfume diariamente na
época do colegial. E aí pronto, a melancolia entrou em ação.
Várias cenas vieram na minha cabeça. A entrada do Augusto
Laranja, as meninas, as aulas do Torres, do Anchieta, da
Estér. Putz, lembrei de várias coisas muito legais. Da Manu,
que mesmo quando chegava de mau humor fazia a gente rir
muito. Ela institucionalizou o intercâmbio de CDs e com
certeza foi a responsável pelo nosso gosto musical, que
perdura até hoje. Live, Dave Matthews, Tracy Chapmann, Sister
Hazel, Pearl Jam e tantos outros. Manu e seu walk man -
juntos para sempre, mesmo no laboratório de física. Lembrei
da Jú, que não gostava quando a gente contava nossas
histórias e fofocas enquanto ela comia na hora do intervalo,
ela dizia que não conseguia comer e prestar atenção. E ela é
assim até hoje. Lembrei da Péu, que SEMPRE ficava noiada com
as provas e SEMPRE ia bem. Chegava com cara de poucos amigos
e dizia "Acordei as 4 pra estudar". Da Bi, sempre desencanada
e cheia de boas novas, da Ká que nossa, como se preocupava em
nos agradar e aconselhar. E como ela conseguia. Da falta que
a Marininha fez pra gente no colegial. Da Bru e da Bé,
duplinha inseparável. Lembrei dos papos, das preocupações,
das crises de paixonites agudas, das infelicidades e das
alegrias fáceis. A gente achava que tirar carta seria a
solução pra tudo. Carona dos pais? Nunca mais! Tínhamos
aquela inveja boa da Coca e seu golzinho, pra lá e pra cá. Na
terça-feira os 3 dias do final de semana já estavam
planejados e de repente até as roupas também! Putz, a gente
era feliz e não sabia. Os "problemas" eram deliciosos. Todos
os dias eram iguais. E todos os dias eram diferentes.
Mas o mais legal de lembrar disso tudo (se eu ficasse
escrevendo sobre todos os detalhes que lembrei faria um
livro) foi ver que a grande maioria dessa turma que nasceu
nos corredores do Augusto continua viva. Ainda somos "as
meninas" e nossa, como isso é legal e raro hoje em dia.
Manter amizades antigas é um dos meus mais sérios objetivos
de vida. Isso animou a minha manhã sonolenta. Perceber que o
tempo passou, e muito rápido. Que a vida mudou, e
bruscamente. Que as responsabilidades cresceram, viraram
normais, rotineiras. Que os problemas hoje têm outra cara.
Mas que isso não nos separou, não nos distanciou. Existe a
Fabi, a Marininha, a Manu, a Jú, a Péu, a Ká, a Clau... hoje
mulheres, mas com aquele "quê" de meninas, que se Deus quiser
guardaremos para sempre.
Meninas: é sensacional saber que vcs fazem parte da minha
vida!"
FABIANA TREBILCOCK
É gratificante demais ver que a escolha das nossas amizades foram certas, mesmo tendo sido feitas tão cedo, numa fase tão imatura, desprovida de grandes problemas, de grandes lições de vida... Como já disse ontém, meus amigos me orgulham, e como consequência, minhas escolhas também. Acredito muito no poder que temos de selecionar quem está presente em nossas vidas, e essas pessoas citadas abaixo são apenas algumas delas!
"O cheiro das coisas é o que mais "pega" a minha memória. O
que mais marca a minha vida. Mais do que música em alguns
aspectos.
Hoje senti o cheiro do perfume que minha irmã havia passado
antes de sair, o CK One. Eu usava esse perfume diariamente na
época do colegial. E aí pronto, a melancolia entrou em ação.
Várias cenas vieram na minha cabeça. A entrada do Augusto
Laranja, as meninas, as aulas do Torres, do Anchieta, da
Estér. Putz, lembrei de várias coisas muito legais. Da Manu,
que mesmo quando chegava de mau humor fazia a gente rir
muito. Ela institucionalizou o intercâmbio de CDs e com
certeza foi a responsável pelo nosso gosto musical, que
perdura até hoje. Live, Dave Matthews, Tracy Chapmann, Sister
Hazel, Pearl Jam e tantos outros. Manu e seu walk man -
juntos para sempre, mesmo no laboratório de física. Lembrei
da Jú, que não gostava quando a gente contava nossas
histórias e fofocas enquanto ela comia na hora do intervalo,
ela dizia que não conseguia comer e prestar atenção. E ela é
assim até hoje. Lembrei da Péu, que SEMPRE ficava noiada com
as provas e SEMPRE ia bem. Chegava com cara de poucos amigos
e dizia "Acordei as 4 pra estudar". Da Bi, sempre desencanada
e cheia de boas novas, da Ká que nossa, como se preocupava em
nos agradar e aconselhar. E como ela conseguia. Da falta que
a Marininha fez pra gente no colegial. Da Bru e da Bé,
duplinha inseparável. Lembrei dos papos, das preocupações,
das crises de paixonites agudas, das infelicidades e das
alegrias fáceis. A gente achava que tirar carta seria a
solução pra tudo. Carona dos pais? Nunca mais! Tínhamos
aquela inveja boa da Coca e seu golzinho, pra lá e pra cá. Na
terça-feira os 3 dias do final de semana já estavam
planejados e de repente até as roupas também! Putz, a gente
era feliz e não sabia. Os "problemas" eram deliciosos. Todos
os dias eram iguais. E todos os dias eram diferentes.
Mas o mais legal de lembrar disso tudo (se eu ficasse
escrevendo sobre todos os detalhes que lembrei faria um
livro) foi ver que a grande maioria dessa turma que nasceu
nos corredores do Augusto continua viva. Ainda somos "as
meninas" e nossa, como isso é legal e raro hoje em dia.
Manter amizades antigas é um dos meus mais sérios objetivos
de vida. Isso animou a minha manhã sonolenta. Perceber que o
tempo passou, e muito rápido. Que a vida mudou, e
bruscamente. Que as responsabilidades cresceram, viraram
normais, rotineiras. Que os problemas hoje têm outra cara.
Mas que isso não nos separou, não nos distanciou. Existe a
Fabi, a Marininha, a Manu, a Jú, a Péu, a Ká, a Clau... hoje
mulheres, mas com aquele "quê" de meninas, que se Deus quiser
guardaremos para sempre.
Meninas: é sensacional saber que vcs fazem parte da minha
vida!"
FABIANA TREBILCOCK
05 maio 2003
Para quem nunca lembrava dos sonhos, hoje não posso reclamar. Estou sonhando incessantemente, a cada dormida, a cada cochilo... Chegam a confundir minha realidade... e os sentimentos.
Os sonhos são tão bons que acordar chega a ser uma frustração.
Caralho! Fada Magrinha!!! Como faço pra tranformá-los em realidade?!
Os sonhos são tão bons que acordar chega a ser uma frustração.
Caralho! Fada Magrinha!!! Como faço pra tranformá-los em realidade?!
02 maio 2003
29 abril 2003
Alguém já entrou em alguma festa, dessas que você não conhece ninguém, tocando violão e cantando em coral com mais 7 amigos:
"Oh, coisinha tão bonitinha do pai" repetitivamente até reconhecer o terreno todo?!
Pois é... foi assim que começou minha balada de sábado.E foi apenas o começo. Balada no mínimo inusitada... E incrível, por sinal!
Dá-lhe galera, como já disse, no mínimo uma vez por semana, hein?!
"Oh, coisinha tão bonitinha do pai" repetitivamente até reconhecer o terreno todo?!
Pois é... foi assim que começou minha balada de sábado.E foi apenas o começo. Balada no mínimo inusitada... E incrível, por sinal!
Dá-lhe galera, como já disse, no mínimo uma vez por semana, hein?!
28 abril 2003
A ÚLTIMA MADRUGADA
Canto a vida
Sob o súbito eterno olhar
Canto o canto da solidão
dos olhos meus
Engulo o soluço
Sinto cansaço
Consciência
Desamor
Será desumano?
Será soberano?
Que impulso é este
Que quando grita, cala?
Perdi-me de mim
Já não sei quem sou
Em que canto colocar
Tudo isso que restou?
Vai saudade
Grita a dor
Canta eu
Canta você
Este canto de amor
Canto a vida
Sob o súbito eterno olhar
Canto o canto da solidão
dos olhos meus
Engulo o soluço
Sinto cansaço
Consciência
Desamor
Será desumano?
Será soberano?
Que impulso é este
Que quando grita, cala?
Perdi-me de mim
Já não sei quem sou
Em que canto colocar
Tudo isso que restou?
Vai saudade
Grita a dor
Canta eu
Canta você
Este canto de amor
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã
Escuto a correria da cidade que arde
E apressa o dia de amanhã
De madrugada a gente ainda se ama
E a fábrica começa a buzinar
E o trânsito contorna a nossa cama
Reclama do nosso eterno espreguiçar
No colo da bem vinda companheira
No corpo do bendito violão
Eu faço samba e amor a noite inteira
Não tenho a quem prestar satisfação
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito mais o que fazer
Escuto a correria da cidade que alarde
Será que é tão difícil amanhecer?
Não sei se preguiçoso ou se covarde
Debaixo do meu cobertor de lã
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã
CHICO BUARQUE
E tenho muito sono de manhã
Escuto a correria da cidade que arde
E apressa o dia de amanhã
De madrugada a gente ainda se ama
E a fábrica começa a buzinar
E o trânsito contorna a nossa cama
Reclama do nosso eterno espreguiçar
No colo da bem vinda companheira
No corpo do bendito violão
Eu faço samba e amor a noite inteira
Não tenho a quem prestar satisfação
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito mais o que fazer
Escuto a correria da cidade que alarde
Será que é tão difícil amanhecer?
Não sei se preguiçoso ou se covarde
Debaixo do meu cobertor de lã
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã
CHICO BUARQUE
25 abril 2003
23 abril 2003
Qual é a probabilidade de existir dois daltônicos na sala da sua casa quando você fala de dautonismo?!
É muito grande, porque ontém em casa tinham dois e fiquei sabendo de mais um montão de gente que é e eu não sabia! Mais comum do que eu pensava.
O Caio, meu amigo há anos, é daltônico, mas eu tinha esquecido.
Semana passada ele foi em casa duas vezes em que eu tava me arrumando pra ir pra balada. Pedi opiniões (como sempre) para todas as roupas que eu provava, e ele escolhia suas preferidas, normal.
Daí quando a gente tava indo pra balada, no carro eu lembrei que ele era daltônico, e fiquei curiosa para saber o que exatamente ele estava enxergando.
Então perguntei:
- "Cá qual é a cor da minha calça?!"
Caio disse:
- "Azul!"
(Minha calça era vinho)
- "Então você acahava que era azul, Caio?! Minha calça é vinho!"
Caio:
- "Ah, sei.... azul da cor de vinho tinto, né?!"
Hahaha...
Tem mais algum daltônico por aí?!
É muito grande, porque ontém em casa tinham dois e fiquei sabendo de mais um montão de gente que é e eu não sabia! Mais comum do que eu pensava.
O Caio, meu amigo há anos, é daltônico, mas eu tinha esquecido.
Semana passada ele foi em casa duas vezes em que eu tava me arrumando pra ir pra balada. Pedi opiniões (como sempre) para todas as roupas que eu provava, e ele escolhia suas preferidas, normal.
Daí quando a gente tava indo pra balada, no carro eu lembrei que ele era daltônico, e fiquei curiosa para saber o que exatamente ele estava enxergando.
Então perguntei:
- "Cá qual é a cor da minha calça?!"
Caio disse:
- "Azul!"
(Minha calça era vinho)
- "Então você acahava que era azul, Caio?! Minha calça é vinho!"
Caio:
- "Ah, sei.... azul da cor de vinho tinto, né?!"
Hahaha...
Tem mais algum daltônico por aí?!
21 abril 2003
Domingão, chuva, frio...Páscoa, São Paulo- Riviera- Represa de Guarapiranga . Ops, já é segunda-feira...E eu aqui no computador ao som de Norah Jones...
Overdose de filmes, comidinhas da mãe da Cá (como é bom ter mãe por perto às vezes, né???), cds mil, aversão a doces (não sei porque), essa tpm que não chega ao fim... Mas até que meu humor tá em alta...
Overdose de filmes, comidinhas da mãe da Cá (como é bom ter mãe por perto às vezes, né???), cds mil, aversão a doces (não sei porque), essa tpm que não chega ao fim... Mas até que meu humor tá em alta...
20 abril 2003
18 abril 2003
Ontém (no All Black, pra variar) eu e Carlinha chegamos à seguinte conclusão:
SOMOS MULHERES BICHAS.
Compreende?!
Existem Gays e Bichas, que são duas coisas de certa forma "diferentes".
Eu (e Carlinha, no caso) somos MULHERES, HETEROSEXUAIS, PORÉM BICHAS PRA CARALHO! Escandalóóóóóósas... Cheias de risadas, gritinhos altos, trejeitos um tanto manhosos, rebuscados...
Vergonha?! De quê?! Ainda mais depois de tanta bohemia na cabeça.
Mas nos divertimos...E como!
A vida é demais...
A liberdade é demais...
E saber se liberar é o mais importante de tudo isso...
Um brinde à vida!
Tim-tim
SOMOS MULHERES BICHAS.
Compreende?!
Existem Gays e Bichas, que são duas coisas de certa forma "diferentes".
Eu (e Carlinha, no caso) somos MULHERES, HETEROSEXUAIS, PORÉM BICHAS PRA CARALHO! Escandalóóóóóósas... Cheias de risadas, gritinhos altos, trejeitos um tanto manhosos, rebuscados...
Vergonha?! De quê?! Ainda mais depois de tanta bohemia na cabeça.
Mas nos divertimos...E como!
A vida é demais...
A liberdade é demais...
E saber se liberar é o mais importante de tudo isso...
Um brinde à vida!
Tim-tim
16 abril 2003
"Não há outro jeito de livrar-se de uma tentação a não ser sucumbindo a ela"
(Refleti muito sobre isso e de quebra vi escrito no blog da Fabys).
Essa frase tá na vitrine da It Girl, na Oscar Freire. Aliás quem for lá compre com a Marininha, ok?! Ela é um ser, digamos assim, meia-porção de tamanho, minha amigona do peito!
(Refleti muito sobre isso e de quebra vi escrito no blog da Fabys).
Essa frase tá na vitrine da It Girl, na Oscar Freire. Aliás quem for lá compre com a Marininha, ok?! Ela é um ser, digamos assim, meia-porção de tamanho, minha amigona do peito!
Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na "frouxidão" dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance. Para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina
acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na "frouxidão" dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance. Para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina
acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
14 abril 2003
Minha semana foi incrível, incrível mesmo.
Fiquei todo dia numa puta vibe, só aconteceram coisas boas e inusitadas, maravilha.
De quebra ainda consegui emprego (uhu!), porque confesso, tava quase ficando desesperada.
E por quê hoje, SEGUNDA-FEIRA, me encontro nesse estado de melancolia absurda???
Talvez porque é SEGUNDA-FEIRA. Temia que esse dia chegasse...
Fiquei todo dia numa puta vibe, só aconteceram coisas boas e inusitadas, maravilha.
De quebra ainda consegui emprego (uhu!), porque confesso, tava quase ficando desesperada.
E por quê hoje, SEGUNDA-FEIRA, me encontro nesse estado de melancolia absurda???
Talvez porque é SEGUNDA-FEIRA. Temia que esse dia chegasse...
13 abril 2003
11 abril 2003
10 abril 2003
08 abril 2003
07 abril 2003
03 abril 2003
A ONU resolveu fazer uma pesquisa mundial. A pergunta era:
"Por favor, digam honestamente qual a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo".
O resultado foi desastroso, um total fracasso:
Os europeus não entenderam o que é *escassez.
Os africanos não sabiam o que era *alimento.
Os argentinos não sabiam o significado de *por favor.
Os norte-americanos perguntaram o significado de *o resto do mundo.
Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre *opinião.
E o congresso brasileiro ainda está debatendo o que é *honestamente...
"Por favor, digam honestamente qual a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo".
O resultado foi desastroso, um total fracasso:
Os europeus não entenderam o que é *escassez.
Os africanos não sabiam o que era *alimento.
Os argentinos não sabiam o significado de *por favor.
Os norte-americanos perguntaram o significado de *o resto do mundo.
Os cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre *opinião.
E o congresso brasileiro ainda está debatendo o que é *honestamente...
Hotmail não dá mais mesmo, né?!
Fui tentar encaminhar uma mensagem pra uma galera, daí foi pedindo pra deletar todos os que estavam com a caixa cheia (um por um, aquela coisa...). Quando não tinha mais quem deletar abre um quadrinho dizendo que eu passei do limite de mensagens que podem ser mandadas em 24 horas, para eu salvar o rascunho e mandar mais tarde. Vê se pode?! O engraçado é que, pelo que eu me lembre, eu mandei no máximo uns 3 ou 4 e-mails nas últimas 24 horas.
Serviço gratuito infelizmente é assim... Não dá pra contar meeeeeesmo.
Fui tentar encaminhar uma mensagem pra uma galera, daí foi pedindo pra deletar todos os que estavam com a caixa cheia (um por um, aquela coisa...). Quando não tinha mais quem deletar abre um quadrinho dizendo que eu passei do limite de mensagens que podem ser mandadas em 24 horas, para eu salvar o rascunho e mandar mais tarde. Vê se pode?! O engraçado é que, pelo que eu me lembre, eu mandei no máximo uns 3 ou 4 e-mails nas últimas 24 horas.
Serviço gratuito infelizmente é assim... Não dá pra contar meeeeeesmo.
02 abril 2003
Parece piada, mas é verdade.
Hoje no trânsito, duas meninas me deram tchau e me chamaram de Fernandinha. Não tive outra reação a não ser ficar sem graça e fingir que não foi comigo. Mas isso já foi há anos, como pode?! Pera aí, deixa eu explicar:
Quando eu tinha onze anos, minha tia Leila falou pra mim: "Manu, fiz sua incrição no Programa de Férias do Clube Pinheiros!". Tratava-se de um programa de férias, como o própro nome diz, onde a criançada passava o dia todo no clube fazendo N atividades. Tipo coisa de acampamento. Bom, adorei, eu e meus primos iríamos todos os dias juntos, bem legal...
Um dia antes, a tia Leila vira e fala pra mim: "Manu, é o seguinte: a partir de agora seu nome é Fernanda, porque você sabe, você ainda não é sócia do clube, e quem não é sócio não pode participar!"
Eu, uma CRIANÇA em busca de diversão, é lógico, aceitei.
Detalhe: Minha prima Fernanda na época tinha quatorze anos, e eu, além de tudo, tinha que passar por essa idade.
No primeiro dia, a primeira atividade era a divisão dos grupos. E por idade.
Caí num grupo chamado Marcha Ré (nada sugetivo, né?!) onde a idade mínima era treze anos. Fiquei por lá. De cara meu apelido virou Fernadinha. Se hoje eu tenho 1,59 de altura, acredito que na época eu tinha no máximo 1,48. Todas eram desenvolvidas, tinham peito e eu nem sutien usava. Desencanei das comparações e resolvi curtir... Foi bem legal. Fiquei popular por todo o Programa de Férias como a minhonzinha, queridinha da turma. Me dei muito bem com as meninas e tal. Às vezes elas ficavam me fazendo perguntas de matérias do ginásio (eu falava que estava na sexta, mas na verdade estava na quarta série), mas tudo bem, minha versatilidade me salvava.
O único problema de vários dias era na hora de ir embora. Fred, Carlinhos e Roberta (meus primos) gritavam em coral: "MANOELA, A MAMÃE CHEGOU, VAMO EMBORA!". Daí eu, na rodinha de amigas, me fazia de desentendida e depois saia andando.
Um dia não teve jeito. Todas me enquadraram me fazendo mil perguntas. Tive que falar que meu nome era Fernanda Manoela. Sorte que na época nem identidade eu tinha, porque até isso elas me pediram.
Consegui aguentar o Programa de Férias até o final e, de certa forma, tudo correu bem.
Mês seguinte virei sócia do clube. Mas quem disse que dava pra eu frequentar?! Eu andava pra cima e pra baixo e minha identidade era única: Fernanda Estellita.
Tive que me ausentar... Passei em média um ano sem ir lá, até que me increvi no treino de volei. Chegando lá, a técnica do time era exatamente a monitora do Marcha Ré. Ela não entendeu nada, mas eu me expliquei e ficou tudo bem. Passei a me sentir eu mesma e deixei essa história toda pra trás.
Ironia do destino ou não, encontro hoje no trânsito aquela que era a minha melhor amiga do Marcha Ré... O engraçado é que nem o nome dela eu lembro...
Hoje no trânsito, duas meninas me deram tchau e me chamaram de Fernandinha. Não tive outra reação a não ser ficar sem graça e fingir que não foi comigo. Mas isso já foi há anos, como pode?! Pera aí, deixa eu explicar:
Quando eu tinha onze anos, minha tia Leila falou pra mim: "Manu, fiz sua incrição no Programa de Férias do Clube Pinheiros!". Tratava-se de um programa de férias, como o própro nome diz, onde a criançada passava o dia todo no clube fazendo N atividades. Tipo coisa de acampamento. Bom, adorei, eu e meus primos iríamos todos os dias juntos, bem legal...
Um dia antes, a tia Leila vira e fala pra mim: "Manu, é o seguinte: a partir de agora seu nome é Fernanda, porque você sabe, você ainda não é sócia do clube, e quem não é sócio não pode participar!"
Eu, uma CRIANÇA em busca de diversão, é lógico, aceitei.
Detalhe: Minha prima Fernanda na época tinha quatorze anos, e eu, além de tudo, tinha que passar por essa idade.
No primeiro dia, a primeira atividade era a divisão dos grupos. E por idade.
Caí num grupo chamado Marcha Ré (nada sugetivo, né?!) onde a idade mínima era treze anos. Fiquei por lá. De cara meu apelido virou Fernadinha. Se hoje eu tenho 1,59 de altura, acredito que na época eu tinha no máximo 1,48. Todas eram desenvolvidas, tinham peito e eu nem sutien usava. Desencanei das comparações e resolvi curtir... Foi bem legal. Fiquei popular por todo o Programa de Férias como a minhonzinha, queridinha da turma. Me dei muito bem com as meninas e tal. Às vezes elas ficavam me fazendo perguntas de matérias do ginásio (eu falava que estava na sexta, mas na verdade estava na quarta série), mas tudo bem, minha versatilidade me salvava.
O único problema de vários dias era na hora de ir embora. Fred, Carlinhos e Roberta (meus primos) gritavam em coral: "MANOELA, A MAMÃE CHEGOU, VAMO EMBORA!". Daí eu, na rodinha de amigas, me fazia de desentendida e depois saia andando.
Um dia não teve jeito. Todas me enquadraram me fazendo mil perguntas. Tive que falar que meu nome era Fernanda Manoela. Sorte que na época nem identidade eu tinha, porque até isso elas me pediram.
Consegui aguentar o Programa de Férias até o final e, de certa forma, tudo correu bem.
Mês seguinte virei sócia do clube. Mas quem disse que dava pra eu frequentar?! Eu andava pra cima e pra baixo e minha identidade era única: Fernanda Estellita.
Tive que me ausentar... Passei em média um ano sem ir lá, até que me increvi no treino de volei. Chegando lá, a técnica do time era exatamente a monitora do Marcha Ré. Ela não entendeu nada, mas eu me expliquei e ficou tudo bem. Passei a me sentir eu mesma e deixei essa história toda pra trás.
Ironia do destino ou não, encontro hoje no trânsito aquela que era a minha melhor amiga do Marcha Ré... O engraçado é que nem o nome dela eu lembro...
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