Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem fatos, a minha história sem vida. São as minhas confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho a dizer.
27 julho 2009
Você é meu grande, único e verdadeiro amor.
23 julho 2009
26 junho 2009
Eles se vão... mas a música fica
Faço, então, questão de mudar o assunto, pois no meio de tanto conteúdo repetido, tive a felicidade de encontrar essa coisinha fofa e bem produzida aqui. Não é Michael, mas é John, Paul, George e Ringo.
Espero que gostem!
25 junho 2009
*
uma coisa azul a menos no meu virtual! fuuuf!
29 maio 2009

hoje aconteceu uma coisa deliciosa.
dormi no meu namorado e de manhã ele me deixou em casa para eu pegar meu carro.
viemos separados para o mesmo bairro trabalhar.
estava na brasil, chegando no trabalho.
o farol fechou.
pedestres atravessando.
um cara moreno, de óculos escuros e terno me chamou bem a atenção.
parei para reparar no gatinho.
era ele, meu namorado!
=)
08 abril 2009
06 abril 2009

em algum outro momento eu estaria surtando de ansiedade. ela tem batido aqui às vezes, mas não como antes. difícil sentir isso ao longo de um período ocioso e delicado. reclamei tanto do cansaço, que hoje descanso há mais de dois meses por tempo ainda indeterminado.
você me acalma. acho que essa é a grande qualidade que sua presença me traz. é como se nada pudesse abalar a estrutura em que me encontro agora, como se eu sempre visse a luz antes do túnel, como se mesmo na penumbra eu já estivesse aquecendo as asas, fazendo os últimos ajustes, prestes a decolar, mas com os pezinhos não tão longes do chão.
obrigada, anjo meu.
és meu equilibrio neste imenso mar de emoções.
23 março 2009
radiohead_são paulo
porque não basta o público ser bonitinho e descolado. tem que curtir a melancolia de exit music, nude, *everything in its right place de olhos fechados, braços abertos e sorriso emocionado no rosto. tem que entender a (des)contrução de paranoid android que leva neguinho do céu até o chão. tem que arriscar um tchururu pra fazer thom yorke tocar creep. tem que se entregar em jigsaw falling into place. eu me joguei.
como se não bastasse, tinha brisa no rosto, cerveja gelada, companhias perfeitas, catarse constante e cenografia de matar. teve "now we're one in everlasting peace" em silêncio no abraço que é o meu lugar no mundo. não faltou nada. *tudo em seu perfeito lugar.
22 janeiro 2009
14 janeiro 2009
06 janeiro 2009
Hoje já não quero me apegar aos detalhes que te fizeram perder a razão. Já não vem ao caso, a sabedoria que o tempo traz me explica o porquê de certas coisas caminharem tão tortas para, então, se endireitar. Depois de tanta chuva, veio o vento e hoje tem a brisa doce e constante da harmonia das coisas em seu devido lugar. As angústias viram nada, os medos se dissolvem, o passado vira história boa pra contar. Como um passe de mágica: A paz de estar em par.
19 dezembro 2008
Antao & McCardell
O link já tinha entrado no lambe-lambe aqui do lado esquerdo, onde só recomendo sites de amigos.
Resolvi, então, publicar aqui o release do trabalho que meu amigo-irmão vem lapidando há um tempão, eis que na reta final do cabalístico ano 1, surge 2, o (nosso) tão esperado álbum.
Pronuncie na língua que quiser ou souber. O acesso é de todos e para todos, assim como as músicas, já disponíveis para download.
Na idéia criada por 2, número que dá nome ao duo, o internauta, sem pegarlongas filas nos shoppings ou sair de casa, oferece uma gentileza criada pelos compositores, de maneira moderna, rápida e ecológica.
São 10 músicas compostas em inglês pela dupla Rodrigo Antão & Pedro McCardell, brasileiros que viveram em Londres por 5 anos. Rodrigo é poeta, multi-instrumentista, e produtor musical. Pedro é poeta premiado e co-produtor do álbum.
A dupla assegura conduzir um projeto construído a partir de cativantes idéias melódicas, consolidadas por uma sofisticada poesia. O disco, independente e totalmente produzido por eles, está disponível na internetpara os amigos, e claro, para os amigos dos amigos.
Após o dia 25 de dezembro, o internauta poderá baixar as músicas do álbum, porém, com mais uma proposta criativa: como moeda de troca, quem quiser fazer o download das músicas deverá disponibilizar à dupla qualquer arquivo de autoria própria, seja um vídeo, uma foto, ou uma simples frase, material que alimentará o site durante 2009, criando uma interação com o público, que automaticamente torna-se parte integrante da banda.
O site, em inglês, é conceitual e auto-explicativo. É o impulso da não-venda imediata, da troca de conteúdo criativo, e da promoção da banda utilizando-se apenas da internet.
02 dezembro 2008

Tive um sonho interessante essa noite:
Algumas pessoas apareciam em minha frente e - com elas - eu tinha a opção de entrar em três fuscas diferentes: Um fusca era o Para Sempre, o outro era o Jamais e o outro o Por Agora.
Me apareceu o homem pelado do fim de semana. Entrei - ainda tremendo e a contragosto - no fusquinha Jamais.
Me apareceu o cliente mais complicado que estou atendendo. Cordialmente tivemos que entrar no Por Agora.
Apareceu meu amor sorrindo para mim. Demos as mãos, caminhamos calmamente. Ele abriu a porta, eu liguei o som. Tocava The ballad of John and Yoko. Foi dada a partida. Ele acelerou. Partimos juntos. Para Sempre.
27 novembro 2008
Para quem ainda tem medo da entrega, para quem vive romances com o freio de mão puxado, para quem gosta do morno, para quem se dá sem se perder.
Para quem tenta perpeturar aquilo que acabou, para quem tem se alimentado de migalhas, para quem abre a janela, mas esquece a porta trancada, para quem ainda sente a dor do antigo amor.
04 novembro 2008
Ando nervosa durante o horário comercial. Mudei de trabalho (thanks, God), mas trouxe um casaço acumulado do outro, um estado crônico de sapos entalados na garganta que fizeram meu pavio estar curto como nunca. Não é nada pessoal, mas é assim que eu ando e as coisas passam a me irritar mais do que o normal. Pessoas que se fazem de idiota para – assim - me fazerem de idiota é foda de administrar, mas não vou pegar esse problema pra mim, até porque acabei de passar por outro tipo bem pior.
Pela primeira vez fiz as contas de quantos dias faltam para minha tão esperada viagem (férias, férias!) e me arrependi, contar em maior escala era melhor. Mas até que pro Natal – que fica perto do reveillon – faltam só cinquenta e isso não é de todo mal. Sim, ainda existe otimismo por aqui! E é fato, os meses tão voando, os dias da semana também e os fins de semana, nossa, tão rápido que não vejo passar. Preciso sentir de novo a sensação de que trabalho pra viver. Aquele êxtase bahiano do começo do ano me encorajou para a jornada de trabalho anual e agora, na reta final, sinto como se estivesse nadando, nadando e morrendo na beira da praia.
É minha gente, dramatizar meu cansaço em algumas linhas até que me fez bem, enquanto isso o trânsito baixou e deu a hora do meu rodízio. O sol acaba de se pôr e agora é hora de tomar uma cervejinha, jantar com as amigas e, de quebra, dormir e acordar nos braços dele ♥ . Maravilha. Do jeito que eu gosto. Tudoaomesmotempoagora.
15 outubro 2008
18 setembro 2008
e se...
11 setembro 2008

“... pensar meu deus que porra é essa, como é que eu me meti nessa, como é que eu saio dessa, quem disse que eu quero sair dessa, esquecer isso tudo, derreter, morrer, agradecer à nossa senhora da pequena morte e dormir uma dormidinha daquelas antes de começar tudo de novo. e de novo. e de novo e de novo, até ele perceber que não há saída senão se entregar e se entregar sabendo que tudo nos espera (...)”
*music in the air: "i'm your man" - leonard cohen
imagem: ffffound
04 setembro 2008

Depois de alguns anos juntos, se separaram por questões conjugais, não por ausência de amor. Enjaularam-se dentro de si, pincelando o orgulho e a decepção com cores pastéis, tons de melancolia armada e desarmada; noites geladas, manhãs frias, alma empedrada. Ele joga nela a responsabilidade de amá-lo por todo o sempre. Ela se esconde, porque o ama tanto aqui e agora que - sem ele - não enxerga um passo a frente.
Usam sua dor para compor belas e tristes melodias e mantêem entre si uma distância friamente calculada, para que a solidão - já derramada da jaula - possa por aí se espalhar, tornando o mundo mais cinza, refletindo o seu vazio. Temem um ao outro, abrem janelas e fecham portas, voltam sempre para o mesmíssimo lugar.
O dia de hoje amanheceu de olhos inchados, respiração congestionada, uma velha - mas não estranha - inquietação. As lágrimas que antes caíam em silêncio, hoje gritaram com o mesmo tom de voz de um ano atrás. Parece que o tempo congelou.
Há bem mais de doze meses duas pessoas se resistem dolorosamente. Infinita ou interrompida, triste ou feliz, essa é a história de amor que hoje me fisgou.
05 agosto 2008
Hamlet
25 julho 2008
Estrela de Maio
Tenho esse cantinho desde 2002 sem previsão de encerramento. Não uso condinome, vou do abstrato ao supérfluo e desinteressante sem almejar um buzz, apenas algum feedback daqueles que por ventura se identificam com o que lêem por aqui.
É interessante ter leitores assíduos que jamais conheci "na vida real". Sempre gostei de colher as impressões que eles têm de mim. Tem aqueles que passaram por aqui somente uma vez e disseram um "oi". Outros que se identificaram tanto com algum texto, que trouxeram outros visitantes. Tenho amigos que fazem do Estrela quase uma rotina: ligam o computador, entram no email pessoal, email de trabalho, site predileto de notícias e Estrela de Maio! Outros nunca decoram este endereço e sempre me perguntam "qual o seu blog mesmo?". Tem o namorado que entra vez em nunca e lê analiticamente os últimos posts... Tem os fuçadores, os passantes, os caça-imagens, os googlers e todos sempre foram muito bem vindos, igualmente.
Publicar "minha autobiografia sem fatos" há seis anos é como conseguir colocar no papel uma trajetória pela qual todos nós passamos: o crescer, o amadurecer. Gosto de ler coisas patéticas que saíram - e saem - de mim e acho bacana ter registrado alguns desabafos que muitas vezes só eu sei quais foram. As coisas aqui sempre foram catalogadas de uma forma mais - ou menos - óbvia do que dentro de mim e gosto de poder passar o olho pela minha história com a mesma facilidade de quem folheia páginas de uma revista qualquer.
Na verdade desatei a falar tudo isso porque perdi todos os meus comments. Fico triste porque eles sempre foram parte integrante do blog, o reflexo da minha emoção. Após três semanas de pane no sistema, resolvi aceitar e instalar um sistema novo. Uma parte disso tudo aqui vai, então, recomeçar!
08 julho 2008
24 junho 2008
19 junho 2008
sobre a *ropy*
09 maio 2008
vejo que aquela menina que sempre queria o que não tinha, mudou muito. eu colocava minhas conquistas a perder por um mero impulso egóico, por um simples desafio qualquer. julgava muito chulamente o que era bom pra mim e, é claro, não fui a única a pagar por isso.
tanta coisa errou...
amores voaram, tanto sentimento escorrido pelas minhas mãos como água corrente. contruí castelos invisíveis e destruí obras reais com a mesma facilidade e inocência e quase sempre anestesiei a dor.
minha intensidade sempre foi um tiro no pé. minhas festas, meus beijos, minhas transas eram sempre "mais legais" que dos outros pelo simples fato de eu não dosar energia pra nada. despenquei em queda livre algumas várias vezes pela frustração de fazer das coisas boas, passageiras e tudo se tornou way of life.
sempre pequei por agregar tanto fervor em tudo que vivi, mas só minha própria intensidade foi capaz de colocar as coisas no lugar. hoje tenho boas histórias pra contar (am i gump, mi?!). sinto um frio na barriga tremendo quando olho pra trás, mas tenho pouca saudade do que passou. nostalgia, talvez.
gosto mais do que sou agora.
me orgulha não mais desprezar minhas conquistas, não querer comer o prato do lado, ter aprendido a cuidar da minha casa, das minhas coisas, do meu dinheiro e - mais ainda - de mim. isso refletiu em tudo.
hoje vejo claramente pessoas no mesmo vício do erro e penso: é quase tudo uma questão de escolha. *agradeço pelas minhas*. some things really matter to me.
24 abril 2008
04 abril 2008
27 março 2008
18 março 2008
05 março 2008
manhã, tarde, noite

será o momento ou a maturidade que cabe a ele, mas o mistério não instigou; nenhum deles têm instigado. o que poderia dar asas a todo universo aquariano, mais parece fincar os pés em terra, naquilo que se tem e não no que se sente. *e, afinal, qual é a diferença entre um e outro?*
"a vida é uma só". frase que, em situação peculiar, soou como um tiro no peito, de repente se torna a parte mais sincera e humana de mim agora.
uma vontade de deitar na minha diagonal agarrada aos quatro travesseiros da cama já não tão grande, de esperar o teatro mágico me acordar para o dia que em algumas horas vai raiar.
hoje acordei pensando em um apanhado de coisas, por si só, tão satisfatórias... nos pequenos afazeres... nas grandes abstrações.
o almoço - pra lá de saboroso - não trouxe sono na manicure, nem preguiça às quartorze e dez, quando voltei pra agência.
a tarde passou rápida, cheia de trabalho, música boa e pequenas revelações.
o jantar foi leve, acompanhado de serramalte gelada numa noite especialmente quente. excelente companhia, voltei pra casa me sentindo - novamente - maior.
o quê posso querer mais, além da liberdade de me sentir feliz?
já tarde, em seu timing, a mensagem de boa noite. uma fraterna vontade de replicá-la ao planeta terra, desejando a tudo e a todos a melhor noite do mundo.
*
e que venha o próximo dia: cheinho de novidades - como todos os novos dias são -, com cheiro de lavanda, de banho tomado... acompanhado pela minha melhor trilha... ainda que não seja a paisagem sonora do mundo real.
04 março 2008
I guess I have been there, I guess I am there now
You knew what you wanted and you fought so hard
Just to find yourself sitting in a golden cage
In a golden cage
So of course I miss you and miss you bad
But I also felt this way when I was still with you
Yes of course I miss you and miss you bad
But I also felt this way when I was still with you
This city's no longer mine
There's sadness written on every corner
Each lover was made to sign
Now I hear them calling me over and over
19 fevereiro 2008
*
12 fevereiro 2008
06 fevereiro 2008
Voltou de viagem roendo as unhas – como não é de costume .Talvez estivesse ansiosa depois de tantos dias de calmaria e paz. Se confundia toda quando olhava para dentro de si e encontrava dois nomes tão distintos, que ora se misturavam, ora se distinguiam, ora faziam sentido, ora sentido algum. Almoçou com a grande amiga, fez alguns telefonemas, acendeu um, dois cigarros procurando inspiração pelos cantos do quarto. Deitou de olhos bem fechados agarrada ao travesseiro favorito num misto de frio e calor. Alguns presságios… Viagem, lucidez, afirmação, desconstrução. Talvez fosse melhor dar um tempo para si. (?)30 janeiro 2008
17 janeiro 2008
Ainda na fase de citações...
**
Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse.
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há um tempo.
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.
**
Tenha confiança. Conte com as circunstâncias, que também são fadas. Conte mais com o imprevisto. O imprevisto é uma espécie de deus avulso.
Machado de Assis
**
15 janeiro 2008
Sol, Vênus.
14 janeiro 2008
11 janeiro 2008
On the road
10 dezembro 2007
.
07 dezembro 2007
**
David: Well, you know, I'm a pleasure delayer.
05 dezembro 2007
sem mais, my Romeo.
... o repertório do que se sente é o mesmo, mas cada casal tem o seu tapete mágico que nos leva sem roupa para uma eterna gratidão aos deuses, por ter deixado eu brigar, para depois fazer sexo de reconciliação e morder tanto aquela boca.... com os olhos muito fechados................
se a gente vai voltar não se sabe, mas foi lindo dizer à flor da pele o quão ela é a mulher que eu amo...
03 dezembro 2007
26 novembro 2007
21 novembro 2007
19 novembro 2007
08 novembro 2007
06 novembro 2007
Não pude

Como uma não-virginiana que sou, eu nunca soube listar coisas. Sei fazer lista de afazeres inúteis e palpáveis, mas nunca consegui seguir uma à risca. Nunca entrei num supermercado e obedeci a singela listinha que a empregada me fez. Não sinto que tenho o poder de manter a prioridade das coisas, nem a pretensão de alcançar todas elas. Uma palavra entre uma linha e outra torna-se um adorno facilmente em minhas mãos.
Descobri que a lista da minha vida é um grande emaranhado de sentimentos impressos em diferentes cores, sentidos e emoções que não necessariamente têm ordem, porto de chegada, prazo ou hora para se alcançar. Junto traços de um desenho abstrato a meras impressões soltas em palavras com mais lógica do que qualquer coisa que eu consiga enumerar.
Gosto do que é lúdico, sei de tudo o que almejo e crio artifícios - nunca atalhos - que me levam até lá. Artifícios porque gosto de brincar de ir e vir no tempo, gosto da mágica de contagiar pessoas e de me deixar contagiar por elas. Os atalhos não me permitem aprofundar. Gosto do descompromisso quando é compromissado, de inventar e colorir as coisas e, assim, dar destaque a elas. Utilizo conjunções, adjetivos e preposições para tornar as palavras atemporais. Nada disso caberia numa lista. Aqui dentro é sempre história e poesia.
Quando deito e fecho os olhos minhas mãos se enchem ao tocar meu seio esquerdo. Sonho com qualquer coisa que me mantenha alimentada na manhã corrida do dia seguinte. Com as pontas dos meus dedos inverto o curso das coisas, o tom das melodias, o rosto das palavras. Transformo a surpresa de tudo o que é agora e finjo não querer saber o que há de ser. Faço música com o silêncio, rabisco papéis em branco. Eu bem que tentei, mas não pude seguir o seu conselho. Não agora. Por ora não dá.
A melhor mulher que você já desperdiçou
Alice A. tinha peitos de índia e uma sensibilidade pernóstica de tão curiosa nos ombros morenos. Guardava o hábito lascivo de apertar os amores entre as pernas, como se pretendesse esmagá-los sobre o próprio ventre. Gostava das marcas e da expressão "roxa de paixão". Gostava de desenhar contornos com a língua e de provocações ao pé do ouvido. Gostava de sentir o peso e trepava de olhos abertos; tinha prazer em observar. Expressões, movimentos, pupilas dilatadas, pelos eriçados, contornos. O antes, o durante, o depois. Sorria. Naquela noite, deteve-se no depois. Fingiu dormir e, quando sentiu sobre o peito a outra respiração do terceiro sono, levantou. Sentada ao pé da cama com as pernas cruzadas como a de uma menina de tranças, acendeu um dos cigarros franceses que ele lhe trouxera de presente e observou. Observou com um cuidado cirúrgico cada milímetro de pele exposta sob a luz do abajur que ela tanto gostava. Guardou com cuidado o desenho das costas e o tamanho das mãos. Quis fotografá-lo; indefeso, belo. Como o achava belo. Sabia, de algum jeito, que jamais acharia alguém assim tão belo. Nem sob a luz daquele abajur, que ela adorava tanto, nem sob qualquer outra luz. Com a Polaroid dele e o cigarro pendurado na boca, imitando para si mesma uma daquelas atrizes francesas dos filmes que ele tanto admirava, fotografou. A foto que seria para sempre, enquanto ela se lembrasse, a foto mais bonita que havia feito na vida. Estava séria. Vestiu-se com o cigarro francês, que era o presente, ainda pendurado, e escreveu na parede com aquele lápis vermelho de marcenaria: “Querido, se você quer uma mulher capaz de subir com você em um fusca verde para qualquer lugar do mundo com uma mochila e um mapa e que ouça Billie Holliday enquanto cozinha; se você quer uma mulher que escreva cartas de amor, que tire fotos de amor, que rasgue roupas de amor, que chore e grite de amor e que viva de amor. Se você quer uma mulher que não tem noção ‘do quanto’ e que por isso não tem restrições sobre quando ou onde; se você quer uma mulher que sangra, que cheira, que morde, que explode, que aguenta; uma mulher com força o bastante, vontade o bastante, coragem o bastante, imaginação o bastante, loucura o bastante, doçura o bastante, atrevimento o bastante, saliva o bastante e poesia demais; querido... se você quer uma mulher capaz de fugir pra qualquer lugar do mundo, sozinha, num fusca verde, com uma mala, uma foto e um mapa, querido, meu querido, você vai ter que me conquistar primeiro.” Apagou o cigarro, o abajur. A mala já estava pronta. Sorria.
29 outubro 2007
she's got the power
música da semana: metal heart, cat power.
25 outubro 2007
ontém
"sabe, mãe... quanto mais o tempo passa, mais eu tenho convicção de que não vou abrir mão da minha felicidade. por nada."
simples, quase redundante e muito inspirador.
17 outubro 2007
Waking life
Eu digo "água". Criamos um som para isso. "Tigre atrás de você". Criamos um som para isso. Mas fica realmente interessante, acredito eu, quando usamos esse mesmo sistema de símbolos para comunicar tudo de abstrato e intangível que vivenciamos. O quê é frustração? O quê é "raiva" ou "amor"?
Quando eu digo "amor" o som sai da minha boca e atinge o ouvido de outra pessoa, viaja por um canal labiríntico em seu cérebro através das memórias de amor - ou falta de amor. O outro pode até dizer que compreende, mas como eu sei disso? As palavras são inertes, são apenas símbolos, estão mortas! E tanto da nossa experiência é intangível. Tanto do que percebemos é inexprimível, é indizível. E ainda assim, quando nos comunicamos uns com os outros e sentimos ter feito uma ligação e termos sido compreendidos, temos uma sensação quase como uma comunhão espiritual. Essa sensação pode ser transitória, mas é para isso que vivemos.
02 outubro 2007
28 agosto 2007

Então me vens e me chega e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque assim que és...
20 agosto 2007
Mudança
Tento lembrar das expectativas que trouxe quando me mudei para cá e no que levo agora. Talvez aportar sem expectativas seja a lição, se é que há uma lição. Muita coisa vai ficar. Muita coisa será doada. Quero partir mais leve do que cheguei. Deixar espaço para o espaço na casa nova e em mim.
Penso no que nos espera. Torço pelo que nos espera. Olho os sonhos varridos e acumulados no canto do quarto. Meu deus, como estou cansada de me mudar.
(autor desconhecido)
19 agosto 2007
14 agosto 2007
it's not advertising
anfitrião:
- aquela é a manoela. ela é art buyer da dentsu.
amigo do anfitrião:
- nigthbiker de onde?
amiga do anfitrião:
- não, de a-ti-bai-a!
*
05 agosto 2007
i just don't know what to say to make a sunny day. and when i'm all alone, i feel i don't wanna hide.
02 agosto 2007
30 julho 2007
27 julho 2007
no vácuo do pensamento, no encaixe perfeito, em profundo sentimento, dissera 'eu te amo' como quem fala em cuidar. mãos e joelhos, braços e coxas, pés e pescoços em novas formas de abraçar. solenes os dias, as noites e as madrugadas floridas na cama de amor.
viera o curto tempo, o vento, mais dias, mais noites e tantas outras madrugadas ferventes e frias. se fizera distante. conseguira ver, mas não construira. preenchera o silêncio de vazio, tão vazio fizera este silêncio. não falara de amor, não falara de vida.
20 julho 2007
Deve ser por isso que fico (ficamos todos, acho) tão abalado quando, sem nenhuma preparação, ela acontece de repente. E então o espanto e o desamparo, a incompreensão também, invadem a suposta ordem inabalável do arrumado (e por isso mesmo 'eterno') cotidiano. A morte de alguém conhecido e/ou amado estupra essa precária arrumação, essa falsa eternidade. A morte e o amor. Porque o amor, como a morte, também existe - e da mesma forma dissimulada. Por trás, inaparente. Mas tão poderoso que, da mesma forma que a morte - pois o amor também é uma espécie de morte (a morte da solidão, a morte do ego trancado, indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável) - nos desarma. O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade."
18 julho 2007
enquanto penso, não sei se sinto, fujo sem sair do lugar. aperto e sufoco, solto e não liberto, monitoro. leio sete linhas sem pausas e vírgulas, me acalmo: _ nem tudo está perdido pensei o caminho sem a gente perceber é a parte mais linda da viagem. aquela aflição que bate de vez em quando angústia é mais que parte importante do jogo e é quem abre portas. quando andando com medo da incerteza de tudo pisca os olhos rapidinho pra ver se está mesmo acordada se é assim mesmo tudo em desordem dentro e fora. e é. pisca de novo aí já só pra relaxar as pálpebras que sabem que não tem como fugir do que é real.
17 julho 2007
online_out of line
sera que ela descobriu que ele só tá com ela por causa da doença da avó?
(...)
she says:
eu não gosto dela. as pessoas tem que saber quando são feias.
(...)
she says:
meu, ela descobriu, certeza!
i say:
*&^%fb&^^)(*&)(&(*JTDTR^&^*$^%$^%
hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha
*&^%(&**^()*JHVYDTR&%*&YH(*&*B&(F
16 julho 2007
New Beginning
Thanks Life for the oportunity ;)

Now don't get me wrong - I love life and living
But when you wake up and look around at everything thats going down
All wrong
You see we need to change it now, this world with too few happy endings
We can resolve to start all over make a new beginning
Start all over . . . . . . . . .
.
.
.
New Beginning - Tracy Chapman
13 julho 2007
26 junho 2007
A Praia

Mesmo que demore
Quero a emoção da conquista
pouco a pouco
pra nunca acabar
Mesmo que demore
Pode ser infinito
muito mais que sonhar
Mesmo que demore
quero desaguar na praia
me deliciar com teus pudores
com teu cheiro profundo
com tuas entranhas
Mesmo que demore
quero a paciência, a dormência, a demência
Mesmo que demore
de mim terás tudo
Doce melado escarrado
perdido delinquentemente seu
Mesmo que demore
quero a manhã do dia seguinte
o braço dormente
a chaleira apitando
a luz do sol no teu bronzeado
aquele sorriso...
Mesmo que demore
te olhar em pêlo
eu desejo
Tirar um téco
e te amar
sem parar, te amar, te amar...
Mesmo que demore
no coração fica mesmo
A lembrança do teu balançado
doçura divina
Mesmo que demore
terei certeza de ter te querido pra sempre
POR GIANCARLO MASTROBUONO
19 junho 2007
Foi sexta
(...) sexta-feira foi dia de lua nova, fase de limpar, purificar, renovar. Na lua nova predomina a escuridão no céu... há uma diminuição do campo magnético... um vazio... prevalece o instinto e a consciência que ainda não foi despertada. Na escuridão da lua negra podemos contemplar os nossos objetivos mais elevados e abrir o espaço para que o destino possa agir. É preciso renovar as energias, preparando-nos para um novo ciclo.
Enfim, foi.



















