28 outubro 2005


Eu tava esperando estrear Cidade Baixa desde que fui assistir Gaijin, ama-me como sou. É um dos três filmes que estava faltando para completar a minha listinha de filmes do momento. Hoje o fiz. Depois de uma sexta preguiçóóósa, salinha de cinema privê, pipoca e três amigas para compartilhar as cenas quentes e I N T E N S A S com direito a gritinhos e comentários excitantes a la vonté.

Pra começar, o elenco: Lázaro Ramos, Wagner Moura (êêê lá em casa) e Alice Braga. A direção – sensacional - é de Sérgio Machado e o lugar? Salvador. Tudo de bom, meu rei, tudo de bom. Não vou parar pra contar nada, vale mesmo sair correndo para assistir assim que estrear. Mais uma vez, palmas para o cinema brasileiro!

E por falar em Gaijin, este não fica por baixo. O filme retrata a história da imigração japonesa no Brasil, o enredo é maravilhoso, fotografia e trilha sonora incríveis. Marcou porque há tempos não me emocionava tanto com um filme. Pena ter ficado só duas ou três semanas em cartaz, assim como Três vidas e um destino (Head in the clouds), que eu só tô esperando sair na locadora para assistir de novo. ; ) Posted by Picasa

27 outubro 2005

Ai

Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas as tentativas de comunicação.
Tenho vergonha de gritar que essa dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.

CAIO FERNANDO ABREU

Posted by Picasa

26 outubro 2005

Tem dias que cada degrau parece escorregadio, os passos são dolorosos, a coluna dói e a visão fica embaçada. O banho quente, o sabonete, o xampu não têm cheiro. Olhar no espelho pela manhã, bem ou mal humorada, não diz nada sobre o que está por vir. Quando, demorada, a noite chega, o pensamento gira em torno a uma multidão que, de longe, desagrada. Caminho num círculo que gira, gira e dá no mesmo lugar. Este texto também é assim: gira, gira e volta exatamente para onde começou. Posted by Picasa

24 outubro 2005



Pinto a mim mesma porque sou sozinha. Sou o assunto que conheço melhor.

FRIDA KAHLO

19 outubro 2005

...Keep Walking...

Fantástico o painel gigante da Johnny Walker naquele posto de gasolina - terrííível - da baianada na Faria Lima com a Juscelino. Reparem.
O bando de manés que se infurnava lá deve estar bem frustrado, mas a prefeitura mandou bem de fechar aquela merda. E a Johnny Walker de aproveitar a deixa.

Eu só não sabia dizer por que raios sentia aquilo. Uma crueldade íntima e impiedosa de forma a acelerar o sangue. Taquicardia, suor nas mãos.
O corpo? Parado. Meus olhos não se mexeram, o olhar disse mais.
Dez – arrastados – minutos se passaram; queria, mas não levantei. Tava frio.
Não virei a página. Ao contrário, dobrei-a no meio. Assim ela fica marcada, dá destaque.

14 outubro 2005

**

“O sonho que nos promete o impossível já nisso nos priva dele, mas o sonho que nos promete o possível intromete-se com a própria vida e delega nela um solução. Um vive exclusivo e independente, o outro submisso às contingências do que acontece.”

FERNANDO PESSOA

11 outubro 2005

+ e + cinema! ueba!

10 outubro 2005

bela ilhabela



foi um mergulho gelado na praia do jabaquara, fim de tarde, que me fez chegar até aqui.

como se eu tivesse vindo daquele impulso de pura felicidade, nadando borboleta, dando estrela na superpefície da água e parado direto no escritório, bem aqui na minha mesa, ainda ofegante, num misto de cansaço e allegria, desentendimento e emoção e já sem forças para a semana que começa.

finjo que não é comigo.

thanks god ; )
"Retrovisor mostra meus olhos com lembranças mal resolvidas
Mostra as ruas que escolhi, calçadas e avenidas
Deixa explícito que se vou pra frente, coisas ficam para trás
A gente só nunca sabe que coisas são essas."

O TEATRO MÁGICO da vida

07 outubro 2005

Foward it


ilustração: giulianna ronna

Você é FM, ok?! Um dia sai pra balada, conhece um cara tudo de bom, mas ele é AM. FM é cantoria, AM é pura falação.
Até aí, pouco importa. Ele é inteligentíssimo, descolado, te come com os olhos, tem a pegada, pra quê mais?

O cara te liga, vocês saem para jantar.
Ele: - “Porque a economia, a bolsa de valores, Weber, minha família, Isolée..."
Você cada vez mais derretida...

No dia seguinte, com suas amigas: - “Ele é tudo, o cara mais fantástico que eu já conheci, fascinante...”
Elas: “Mas e aí amiga, ele canta?”.
Você: “Lógico, mas tudo tem seu tempo... Calma, sem pressa.”

O tempo passa, digo, alguns meses passam, os encontros continuam e o AM sempre ligado nas últimas notícias:
- “Porque o reverendo, a crise política, o falso testemunho... Hoje a noite vai gear, sabia?”
Calada, você reza: - ”Canta, cara, canta pra mim! Eu sei que vc canta, vamo lá, sem medo!”.

É quando chove, chove, e não molha, certo? Neste ponto você já nem se abre mais com as amigas.
Elas falam: - “Cai fora antes que seja tarde demais, o cara não canta!”
Você, mais do que nunca, sabe que ele está prestes a cantar. Elas não sabem o que estão falando, elas nem o conhecem!

Mais alguns meses se passam, vocês juntos, mas nem tanto, se é que você me entende. A maldita falação continua.
Dói. Algo começa a doer muito. De verdade. Corrói.

Você tropeça e cai. Surge a terrível - e ainda suspeita - percepção de que ele não vai cantar.


É, amiga, ele não canta. Não quer cantar para você e nunca disse que iria, de onde você tirou isso?

Arrasada, você junta seu trapos, destrói o castelo que você construiu e parte pra outra, baby, são sintonias completamente diferentes.

Mas fique ligada: Existem as rádios Pirata. Elas nunca pegam direito, mas sempre interferem onde não são chamadas. Ou será que você ainda insiste em sintonizá-las?

06 outubro 2005

Troca-troca com Daaaani

"(...) As memórias que cada um tinha, e eram tantas, transpareceram tão nitidamente nos olhos que ela imediatamente entendeu quando ele a tocou no ombro.

(...)

- Alguma coisa se perdeu.
- Onde fomos? Onde ficamos?
- Alguma coisa se encontrou.

(...)

- Vou te escrever uma carta e não mandar.
- Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.

(...)

- Mas não seria natural.
- Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem.
- Natural é encontrar. Natural é perder."


CAIO FERNANDO DE ABREU

04 outubro 2005

NÃO!

"Quando todas as armas forem propriedade do governo e dos bandidos, estes decidirão de quem serão as outras propriedades..."

BENJAMIN FRANKLIN

29 setembro 2005

A Lista



Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você

diz que diz que diz que diz


semana que vem inaugura a loja das queridas e talentosíssimas bela, carlinha e bebel.
roupas deliciosas e biquinis lindos de morrer...
é a Triya, que a partir de 4 de outubro estará de portas abertas na rua dos garimpeiros, 21, no itaim bibi.

28 setembro 2005

morcheebamorcheebamorcheebamorcheeba

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27 setembro 2005

Parafraseando...




"Num raio de cem quilômetros, eu escolho justamente o homem mais enrolado e confuso, no seu momento de vida mais desestruturado. Um tipo que realmente dá trabalho, toma remédio e se afunda na cama. E que, a mim, me encanta.

Principalmente, se o sujeito em questão tiver universo próprio, eu chapo. Se for inteligente e sensível, fora do padrão, ou seja, extraordinário, eu gamo. E se, ainda por cima, for um gênio maldito com sotaque, eu fico louca, com destaque total pros pernambucanos e gaúchos, espécie de conterrâneos no território da loucura.

Mas... Depois de sucessivas e incessantes escolhas enviesadas, fui obrigada pelo meu sistema de defesa, a analisar o fenômeno "é roubada? tô dentro", e cheguei a conclusões funestas.

É onipotência. É narcisismo. É vício no tumulto."

por ANTONIA PELLEGRINO

26 setembro 2005

Life, oh life



Nada dura para sempre. Tudo no universo é regido por ciclos. O único aspecto imutável é a Verdade.
Tudo passa, mas o homem quer segurar, frear o movimento da vida. O resultado é sofrimento e estagnação evolutiva.
É preciso saber a hora certa de começar e terminar. Muitas coisas simplesmente não dão certo em nossas vidas, porque já não fazem mais parte delas.
Uma das coisas mais patéticas da vida é querer perpetuar aquilo que já acabou.

20 setembro 2005


exercendo o direito ao foda-se.

19 setembro 2005

i like the way you look through me

16 setembro 2005

Hahahaha

O gringo subiu no morro e bebeu cachaça
Fumou maconha e obteve a graça
Depois do samba sua vida nunca mais foi a mesma!

14 setembro 2005

Z z z


ilustração: giulianna ronna

Eu tenho sofrido de sono. Não importa se durmo oito, dez, doze ou três horas: acordo com um enorme esforço, que só o meu celular sabe. Coloco para despertar as às 6:45 e ele fica no soneca... tocando de 10 em 10 minutos... até as 8:00, sendo que eu deveria acordar as 7:00, a Chucri Zaidan não anda fácil de manhã.
Me falaram que o lance do soneca é coisa de doente, mas tem gente que me entende. Há duas semanas não cumpro a promessa de malhar antes do trabalho nem sequer um dia. Há algumas contrario minha pontualidade britânica de chegar às 9:00 no trabalho; depois do almoço peço a Deus, com toda a minha fé, para me fazer desaparecer de onde quer que eu esteja.
Ando miando baladas mil, trocando mais um copo de cerveja pela minha cama e investindo cada vez mais no meu quarto, não mais na sala. Aos poucos a cama virou de casal, o edredon de pluma de ganso e quatro ao invés de dois travesseiros. É a minha masmorra. Durmo tanto que não lembro com o que tenho sonhado.
E não tente me telefonar. Nem insistir. Meu maior esforço não permite que eu te atenda. Sorry.

09 setembro 2005

05 setembro 2005

um vício

aponta pra fé e rema...
é, pode ser que a maré não vire
pode ser do vento vir contra o cais
e se já não sinto os teus sinais
pode ser da vida acostumar
será...?

LOS HERMANOS, DOIS BARCOS

02 setembro 2005

foi ele que disse



rain it wets muddy roads
i find myself exposed
tapping does but irritate
in search of destination
harder now with higher speed
washing in on top of me


Tenho vivido dias bons e incógnitos. Virou automático estacionar e olhar o primeiro. Hoje, com esforço, não o fiz.

Acostumo-me a não mais discar o número grande e a sorrir quando quase ando em outra direção. Não sou atenta. Não sei de nada.

Busco "me achar". Só eu sei. Algo me prende lá. Ou será que prendo-me a ele?

Tanto faz.

01 setembro 2005

; )

Tem dias que só a maquiagem levanta a moral de uma mulher!

30 agosto 2005

Escola Iriar – Relatório Individual – Jardim II – Tarde



**Comunicação

Manu é uma criança que se comunica com muita segurança, sabendo utilizar as palavras e os gestos, introduzindo palavras que aprendeu recentemente. Quando não é compreendia repete com a mesma vontade a sua idéia, sabe que é importante ser compreendida. Manu coloca-se com coerência em seu espaço, exigindo e ao mesmo tempo respeitando o espaço das outras crianças. Tem boa disponibilidade perante as propostas do grupo.


**Social

Manu exerce o papel de líder, principalmente nas situações de diálogos e discussões de idéias. Coopera nas decisões em grupo e quando não quer simplesmente diz que não está a fim. Raramente atrapalhou o andamento de alguma atividade e quando isso aconteceu, a partir do momento que lhe foi colocado limite e sua explicação, ela compreendeu e aceitou sem constrangimento.
Tem participação ativa no grupo e curte o processo dos eventos. Sempre lançando idéias e recheando as brincadeiras de atividades.


**Cognitivo

A concentração que Manu dedica a seus trabalhinhos é algo marcante em sua personalidade. Com muita calma e trabalhando suas composições, Manu consegue resolver suas atividades com muitos detalhes e com um ótimo aproveitamento, chega a resultados impressionantes. Muitas vezes inova e experimenta. Sem medo.


**Psicomotor

Manu tem uma ótima relação com seu corpo em todos os sentidos, desde seu movimento em espaços maiores até a coordenação motora em situações sutis, que exigem calma e concentração.


**Emocional

Manu trabalha com segurança a perda, nunca a vi frustrada por perder uma brincadeia ou jogo. Em muitas situações ela extrapolou os limites e as regras que são necessárias na rotina do grupo, mas sempre compreendeu quando lhe foi explicado. É uma criança independente, a ponto de se ofender quando alguém quer ajudá-la e não tem necessidade.
Persiste na vitória e em seus objetivos, demonstrando muito humor e alegia pela vida. Uma cabecinha esperta, que tenho certeza, irá explorar cada vez mais suas potencialidades.
Acredito que o tempo que passamos juntos foi marcante para ela e para mim.

Ricardo
1985

26 agosto 2005

** li na tpm

"só o amor não resolve, mas quando ele existe, facilita muito."

22 agosto 2005

Esses dias tive uma daquelas noites nostálgicas. Dessas que você resgata e verbaliza toda sua adolescência e mais que isso, a revive. Senti os cheiros, as sensações, as dúvidas, os sentidos; revivi sentimentos. Senti coisas que não tinha sentido. Senti um pouco de culpa. Arrependimento não, não consegui.
Não sei se senti saudade. Saudade das pessoas sim, do tempo não. Ele foi muito bom, mas como tudo, passou. Foi necessário para aqui eu estar e confesso amar onde estou.
É que só hoje eu percebi que eu era louca. Não louquinha, louca mesmo. Ingênua como toda criança, I N T E N S A como sempre serei, segura como ninguém e arisca como já não sou.
Hoje em dia sou normal, cheia de peculiaridades só minhas, mas normal. E me fascino pela maturidade. Sempre. Hoje não tenho medo do tempo, das rugas, e do futuro que nunca é agora. Não sei quando nem até, mas sinto agora um tremendo bem-estar.
O que levamos daqui senão essa bagagem das coisas só nossas? Que mesmo quando compartilhadas entre gargalhadas e arrepios, continuam sendo só nossas e de ninguém mais.
Tenho vontade de rir. Abrir as cartas e continuar essa busca do que passou. Resgatar no mundo aquele que me ensinou. Deixar para trás aquilo que não acrescentou.
Hoje sou Mulher. O tempo não errou.
Naveguemos.


Eu sei navegar para dentro. Dentro do mundo que reside dentro de mim.
Dudu Lima

Miss u so bad...

17 agosto 2005

O sonho não acabou

Há três meses posso dizer que estou sem lar. Perdida, abandonada, sem o “coração de mamãe”. Sem meu emprego querido, minhas bandas prediletas, minha Original que vinha quase andando sozinha, caipirinha de saquê com adoçante, black label sem muito gelo. Sem música ao vivo, simplesmente porque não dá, precisei dar um tempo.

Não podia mais fitar o outro lado do bar e ver o Leão, rei da selva, vibrando igualzinho como no começo, discotecando só para raros. Já não abraçava meus colegas da mesma forma. Já não trocava sorrisos cúmplices, que por si só, diziam tudo sobre estar lá.

Lembro das muitas sextas - feiras que chegava de carona na Faap, sempre sem dormir, logo depois da saidera e da última partida de truco. Do G Wood e seu violão mágico, de A Wood e Led Zeppelin. Tum tum tum.

Tinha o Jimi, a Janis, Smiths, Guns, Elvis, Beatles, Cazuza e até a Sheryl Crow. O gato preto, o exorcista, eat flowers e transporting. JUST WONDER WHO THE FUCK YOU ARE ON A SUNDAY MORNIG. Num domingo de manhã eu era feliz. Mais feliz do que consigo ser agora.

Começou a dar saudade das ligações-fora-de-hora, da desorganização, das ressacas, das surpresas sempre bem vindas. Da música alta e às vezes artodoante. Do empurra-empurra, do maldito (sorry, não tem outro adjetivo) cheiro de cigarro com batata frita, do sanduíche - gordo - do Beto.

As fotos e lembranças da minha festa de aniversário já se tornando clássicas de um tempo que não volta mais. Ou não. Seria tudo isso necessário? Tenho certeza que sim.

Uma quase impaciência de ter que responder: “Manu, e o Básico?”. Como aperta. E como dói. Uma dor tão forte que impossível de ser descrita num blog, e até para mim mesma. Só eu sei.

Hoje é o dia: aniversário do Romeu.
O que fazer ou dizer para agradar quem hipocritamente tenta comemorar a falta de alegria?

Meu último e alegre aniversário serviu para lembrar arrepiada a falta que tudo isso faz. O aniversário dele serviu para firmar que tudo estará de volta. Em 3 semanas!

Tudo novo, mas tudo igual: o Jimi, a Janis e o Cazuza. O Leão, o gato preto e o exorcista. Para exorcizar para sempre a falta de sorte e de responsabilidade. Exorcizar o pessimismo, a descrença e a desunião.

O Básico para mim é muito mais que tudo isso. Não consigo, não dá pra explicar.
Só sei que vou amanhecer pulando. De salto alto e pé inchado, mas pulando alto. Feliz.

Dias contados para a minha falta de alegria, que tinha nome e eu já nem sabia.
Um pouco mais de mim mesma.
Um pouco mais de nós.

Cheers darling, cheers.

16 agosto 2005



A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!


MÁRIO QUINTANA

12 agosto 2005

*

Quando alguém lhe mostrar quem realmente é, acredite.

07 agosto 2005

"Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer"



Lembrei daquela última: da camisa listrada, calça social, cheirozíssimo, porte de homem. Um pouco assustado, confesso. Eu, febril há dias, mesmo assim fui. Olheiras do abatimento, do pré-sentimento. Febril também de saudade. Era para ser a última; eu não deixei.

Depois teve o parabéns-mais-lindo-do-mundo, o timbre tremido, o dia começando iluminado, a noite terminando calada. Poderia ser o último; eu não quis.

No mês seguinte o convite, amigos em volta, festa e tal. Tive medo de olhar. O abraço forte, a vela apagada, cama fria, sonho ruim. Deveria ser o último; não agüentei.

Daí uma seqüência de noites inventadas, fogos de artifício, palavras sussurradas, músicas cantadas, número dois. Eu queria que fosse a última; não foi.

Allegria pura, o toque da surpresa, sorriso pálido, palavras de amor. Gotículas de chuva, hipocrisia, lágrimas de coração. Medo, atração, aceitação. Pedi para que fosse a última; mas não é.

A gente sabe. É um saber com medo, e um não querer saber. É não poder querer fugir. É fingir. É música, é sonho, é tombo e tempestade. É quando se dá e não se tira. É aquilo que se tem. Não é a última, não é a primeira. É apenas o começo. É o que sei. Eu e você.

04 agosto 2005

Tempo, tempo, tempo


É quando a gente foge para nossa própria casa tentando acreditar que este é o lugar mais seguro do mundo. Encher a geladeira de mais dinheiro gasto, não sentir fome.
Sentar em frente do computador não-conectado e ligar Adriana: “Meu amor, cadê você, eu acordei, não tem ninguém ao lado”.
Espero a visita da amiga. Anseio sei lá o quê.
A TV desligada-pra-sempre, convites supérfluos, dor no pé, inchaço. Com tudo isso, um pouco de bem estar. De simplesmente estar, se é que você me entende.
Evento falido $ ou nem tanto. Trabalho, trabalho, trabalho. Uma quase falta de concentração.
Aquela coisa instintiva gritando dentro do meu corpo desde domingo, virando a cabeça. Louco, nunca tinha sentido isso. E não sei como matar.
Minha irmãzinha sofre. E eu sofro com ela. Sofro por ela.
Simbiose? Como me excluir disso? Como não sentir um contágio profundo a tudo aquilo que é alheio e realmente me importa?
Injustiça, ambição, pouco caso, indiferença, molecagem, impotência. Ai ai ai...
Show do Teatro Mágico em vista como a melhor opção para um fim de tarde. Circo à noite. A gente finge que tudo é normal.
Enquanto Mamis me espera no skype, eu aqui, atendendo telefonemas sem graça, ouvindo música, tentando transmitir mil pensamentos preguiçosos por um cordão umbilical. Palavras escorrem no teclado. Nem sei.
A amiga que compreende. Isso sim, como simbiose. É que quando a gente se abraça, ou simplesmente dá as mãos, ou deita a cabeça no travesseiro, os corações batem. Lógico, eles já estavam batendo, mas a gente ouve, e ouve alto. Até quando dá aflição e tenta não ouvir. Que coisa louca.
Músicos cariocas pela madrugada, depois de um bom show no Bourbon. Vontade de morar no Rio. De novo?
Los Hermanos volume 4, Damien Rice com Cheers Darling no repeat: “What am I darling? A whisper in your ear, a peace of your wedding cake?” Nãããão Manoela, isso é radio pirata!
Aniversários, despedidas, encontros e desencontros. Terapia adiada. Aqui estou. E nada que eu possa dizer tem valor. Essas coisas que só cabe ao tempo. Tempo, tempo, tempo. Tem Maria Bethânia semana que vem.
Tô com frio.
Zzzzz.

31 julho 2005

E aí vem eles...

e disso, bem, fez-se esse nó
e desse engodo, eu vi luzir
de longe o teu farol
minha ilha perdida é aí
o meu pôr-do-sol

* sabia que eles* não iam me decepcionar...

00:46


Vem vambora que o que você demora é o que o tempo leva

25 julho 2005

*


Teus olhos têm uma cor
Duma expressão tão divina,
Tão misteriosa, tão triste,
Como foi a minha sina.

É uma expressão de saudade
Vogando num mar incerto.
Parecem negros de longe,
Parecem azuis de perto.

Mas nem negros nem azuis
São teus olhos, meu amor,
Seriam da cor da mágoa
Se a mágoa tivesse cor

FLORBELA ESPANCA

21 julho 2005

Tira uma foto!



O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz


***Graaande CHICO

18 julho 2005

Um pouco mais

A sexta não foi assim aquelas coisas. Pra não dizer terrível, melhor impossível.
Notícia triste à tarde, saindo de uma big e incentivadora reunião. Lágrimas e lágrimas que não resolvem nada; bora de volta pro trabalho.
Entre a correria do final do dia, um minuto de conexão. Eu tinha certeza; nunca é de um lado só. Toda aquela sensação do dia do Cazuza: calafrios que tomam o corpo, azia e enjôo, sons, vozes, acordes... tudo diferente; I N T E N S O.
Mais de três semanas com essa bota no meu pé (já to com medo de ir ao médico), lanchinho rápido, uma sessão nostálgica de fotos e soninho - interrompido por uma causa maior.
Sorriso na cara – a gente sempre finge que nada está acontecendo - balada marcada, vamoquevamo. Não lembro com o que sonhei. Aí sim.
A boa de sábado foi ter me mandado pro Guarú. Nostalgia pouca é bobagem. Olhar o Edifício Esmeralda na orla da Pitangueiras foi de arrepiar e sentir saudade de um tempo que não volta mais.
Cadeira de praia, saia, parte de cima do biquíni e bota ortopédica. Ok, deu pra pegar um solzinho com o cochilo que eu mais esperei a semana toda. Antes do sonho, fui subitamente acordada com um toque de anjo: uma pessoinha de 50 cm de altura, loiríssima, olhos azuis, um dente na boca, chegou com tudo, obstinada em minha direção. Me pegou com firmeza. Abriu meus olhos e tocou meu coração. Seu lindo sorriso metralhava palavras que só existem em seu vocabulário. Aaai, que coisa linda! Você que me conhece sabe que este não é um acontecimento qualquer. Não para mim. É uma mensagem de Deus, mostrando aquilo que estou aberta para sentir. Tive a honra de compartilhar três minutos desta pífia companhia e assim, fiquei em paz.
Almoço-como-a-mamãe-gosta e duas caipirinhas de cachaça foram suficientes para trazer boas risadas e aquele soninho gostoso.
Domingo de férias para o meu pé, lula à dorê, camarão e Amélie Poulain. Dormi sem querer mais nada. Acordei querendo sei lá o quê.
Amanhã é terça. Tem bastante tempo até o fim do dia.

11 julho 2005

retrô



HÁ 10 ANOS
1. eu estava vivendo meu primeiro amor
2. bombei a sétima série
3. meu avô morreu
4. eu era magrinha

HÁ 5 ANOS
1. tava no primeiro ano da faculdade
2. dava rolê com a rafa e com a guta o dia inteiro
3. exagerei na dose de tudo
4. fiz meu primeiro estágio em agência de publicidade

HÁ 2 ANOS
1. comecei a trabalhar no básico
2. morava na casa rosa com juana e alice
3. escutava muito índia arie
4. quase entrei no big brother

HÁ 1 ANO
1. estava toda quinta-feira no básico
2. perdidamente apaixonada, essa era a minha profissão
3. imigrei de volta para o meu lar doce lar
4. migraram com meu coração para fora

ONTÉM
1. fui para uma expedição à lua e fiz choover por lá
2. me surpreendi
3. comi 2 pedaços de pizza
4. sonhei com comida e com o meu pé

HOJE
1. ...
2. preguiça master
3. risadas por e-mail
4. tem kelly mais à noite

AMANHÃ EU VOU
1. prospectar muitos clientes
2. marcar ortopedista
3. fechar um bom negócio
4. ir até em casa pegar os outros pés dos meus sapatos

CINCO COISAS SEM AS QUAIS NÃO POSSO VIVER
1. alegria
2. amigos
3. parte da minha família
4. amor
5. meus cds

CINCO COISAS QUE EU COMPRARIA COM $1,000
1. cds, cds, cds!
2. uma passagem pra londres
3. uma máquina de lavar
4. uma tv
5. um microondas

CINCO MAUS HÁBITOS
1. cigarro
2. pavio curto
3. ser mandona
4. meus desastres diários com copos
5. ih, esqueci!

CINCO PROGRAMAS DE TV
1. novela (agora não tem nenhuma que eu goste...)
2. contemporâneo
3. friends
4. sex and the city
5. um bom programa de clips musicais

TRÊS COISAS QUE ME ASSUSTAM
1. plantão da globo
2. falta de respeito
3. minha olheira cada ano mais acentuada

TRÊS COISAS QUE ESTOU VESTINDO NESTE MOMENTO
1. o puma do vi, número 39, pra caber essa pêra que imoliza meu pé
2. casaco preto
3. malha-preta-querida

QUATRO DAS MINHAS BANDAS FAVORITAS
1. dave matthews band
2. los hermanos
3. insonica
4. muitas outras que ficariam inciumadas se eu não as enumerasse aqui

TRÊS COISAS QUE EU REALMENTE QUERO AGORA
1. um
2. falar no telefone com a kelly
3. um depósito gordo na minha conta

TRÊS LUGARES ONDE QUERO IR DE FÉRIAS
1. bahia, bahia, bahia
2. londres
3. espanha

08 julho 2005

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada."

Clarice Lispetor

07 julho 2005



Tô afinzona de escrever. Já faz uns dias, mas não o faço.
Não me lembro de ter passado por tamanha indefinição. Mas é tudo interno. O externo nem se fala.
Meus desejos e prazeres sempre exprimidos de forma sedutora, hoje calam-se até para mim. Seria traição?
Tudo o que penso não se passa de uma expressão hipócrita da inconstância do meu ser. E se fincar os pés no chão é sinônimo de lucidez, abre a janela que o que eu quero é alucinar.

04 julho 2005



"Agora que você me conheceu,
se importaria se nunca mais nos víssemos novamente?"

28 junho 2005

Badu, Badu, Baduuu



Sometimes, Sometimes I Get So Lonely, Lonely, Lonely
I Feel All By Myself Up Here
That's When I Take A MinuteTo Re-evaluate Things
All Of The Things I Think Are Special
Oooh Like When You Wake Up In The Morning
And You See The Morning Sun
And You Need To Know The World Is On Your Side
Who Do You Run To?
Who Can You Turn To?

23 junho 2005

Grazie a Dio



O que rola é que não é X nem Y. Nem pra mim, nem pra você.
Achei que a espera seria árdua, fiquei foragida e tudo pintou na minha frente. De páraquedas e sem seguro de vida.

Mas não é que não dói tanto assim? Nem no dia, nem no dia seguinte, nem no outro e nem daqui a dois. Só faltam dois. Passa rápido e depois não demora mais. Não há mais porque demorar tanto.
Posso mesmo estar sentindo alívio? Dor e alívio duplos. Multiplicados pela sensação de humanizar.

Humanizar-se. Porque o humano sente raiva, dor, ódio. Estravaza, quebra tudo e manda tomar no cu. O humano ama outro humano. Só assim pode dar certo.
Sim, sou Deus. Sou o meu Deus, Deus de mim. Não sou Deus de mais ninguém. De mais ninguém.

20 junho 2005

Logo cedo


Viva a vida mais leve
Não deixe que ela escorregue
Que te cause mais dor
Viva da tua maneira
Não perca a estribeira
Saiba do teu valor
E amanheça brilhando mais forte
Que a estrella do norte
Que a noite entregou...


O TEATRO MÁGICO

15 junho 2005

três do mesmo



diga-me com quem andas e direi quem tu és.

13 junho 2005

dois do mesmo


Ao mesmo tempo que se toma o rumo vida, tem-se dentro de si uma estranha sensação de dever não cumprido, de missão não terminada, de nada encontrado, o não-realizado.
Tento fugir mas me encontro. Dentro de duas almas de mesmo nome e estranhas distinções.
Prefiro dormir.

03 junho 2005

Um brinde a Los Hermanos


Manuca, Carlicha, Maricota e Katita juntas? Não, não foi apenas um encontro casual.
É dessas coisas que costumo chamar de sincronismo... o perfeito sincronismo do acaso.

02 junho 2005

Rewew

"...Mas devo avisar: Às vezes começa-se a brincar de pensar, e eis que, inesperadamente, o brinquedo é que começa a brincar conosco. Não é bom. É apenas frutífero.”

CLARICE LISPECTOR

23 maio 2005

Crush me



It's crazy, I'm thinking
Just knowing that the world is round
And here I'm dancing on the ground
Am I right-side-up
Or upside-down
And is this real or am I dreaming?

21 maio 2005

Leia o livro



"Manoel
o maior homem do mundo
homem sábio e profundo
semeou o conhecimento
missionário da pureza
fez brilhar, oh que beleza
essa nossa geração"


TIM MAIA

16 maio 2005

13 maio 2005

12 maio 2005

"Deixa teu corpo entender-se com outro corpo, porque os corpos se entendem, mas as almas não"

BANDEIRA

05 maio 2005

lego



Hay almas que son como ventanas abiertas al sol
Dan ganas de assomarse a ellas.

08 abril 2005