Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem fatos, a minha história sem vida. São as minhas confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho a dizer.
11 junho 2006
(**)
02 junho 2006
31 maio 2006
25 maio 2006
22 maio 2006
Drifting...
Through the window
And I stare at you
You wear nothing but you
Wear it so well
Tied up and twisted
The way Id like to be
For you, for me
15 maio 2006
beats
Eu definitivamente SOU LOUCA POR MÚSICA AO VIVO. LOUCA.
12 maio 2006
09 maio 2006
Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada,
aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
03 maio 2006
*Simple as that*
A Energia tem se manifestado em minha vida de uma forma louca, chega a ser palpável, literalmente.
É ela que rege o mundo todo, todos nós, seres humanos e não humanos. Cada célula, cada átomo, cada micro-partícula.
O som, o cheiro, o pensamento. Ah, pensamento.
Intuição. Percepção. É tudo culpa da Energia.
É poderosa. É minha religião.
Simple as that.
26 abril 2006
24 abril 2006
ella
com essa mania de dois elles
os dias andam peculiarmente bellos
pensamentos
quanto maior a luz, maior a sombra
eu sempre acredito
a minha realleza . . . . . . . . . . . . . . . . . .
19 abril 2006
Analogy
"É como se você não tivesse sido convidada para um festa e ligasse para a aniversariante para dizer que não vai poder ir."
{Sooo...................... be quiet!}
17 abril 2006
Para uma avenca partindo
Por favor, não ria dessa maneira nem fique consultando o relógio o tempo todo, não é preciso, deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço (...)
De O OVO APUNHALADO
11 abril 2006
*** Grita!
por Antonia Pellegrino
Quando você bateu a porta e saiu, Chet Baker ainda cantava She Was Too Good to Me.
Com você, eu quis. O silencioso fluxo amoroso. Pra você, eu quis dizer as palavras mais belas do mundo, dizer que sou sua, que as nossas noites me emocionavam, que eu poderia dividir os meus dias com você. Eu não só quis dizer como quis ouvir, que era sua.
I would have brought you the sun, making you smile. That was my fun.
- Vai e não volta, por favor.
E você foi, me deixou aqui, acompanhadas pelas gérberas rosa, pelo gato, pela melancolia, garrafa de vinho, pelo Chet, chorando um amor que partiu, derramando lágrimas sobre os meus peitos inchados.
O problema é que eu aprendi a amar grande, errado, fodido.
E você nunca deixou que eu te amasse, inteira. Você sempre soube sair e não voltar, suspendendo o meu afeto, abafando essa história, sucessivamente, até que eu fosse obrigada a me proteger.
- Você é ansiosa.
- São muitos meses.
De uma história que se chama história interrompida, e é cheia de sentimentos frustrados, que foram sendo asfixiados nesse apartamento.
A gente foi se asfixiando nesse apartamento.
***
"As mulheres sempre sentem o impulso irresistível de resgatar os homens deles mesmos", Rosa Monteiro, em "Paixões".
Mas agora, chega.
***
Por outro lado, é realmente milagroso que um homem e uma mulher se encontrem. E fiquem juntos, mesmo na adversidade. E comunguem idéias semelhantes, ou diferentes, mas que interessem a ambos. E que gostem de música, de conversar, de sentir o cheiro da pele um do outro. Ao contrário do que eu disse, nós tivemos muitas coisas sim. Aprendemos a dançar nas noites de bebedeira, a ir desembestados até pararmos em quartinhos imundos no Catete, onde nos perdíamos um no olhar do outro. A gente teve fases, a gente se apaixonou, se desapaixonou, se reapaixonou, se largou pra se juntar de novo na próxima esquina, numa atração, que às vezes, pra mim, parecia irresistível. E sempre rimos juntos, essa é das coisas mais extraordinariamente belas que pode acontecer entre duas pessoas. Rir junto. E trocamos idéias, carinhos, remédios, e fomos musos um do outro. Nos divertimos a valer. Sim, nós fomos do caralho. Chegamos até a compartilhamos a intimidade um do outro, nosso mundo íntimo, delicado e pessoal, belo e trágico, cheio de alegrias e muita, mas muita dor.
É de fato espantoso que duas pessoas, ainda possam se encontrar. E que possam se amar, e que como todo amor, esse seja mais um amor a acabar...
Quando você bateu a porta e saiu, Chet Baker ainda cantava She Was Too Good to Me.
31 março 2006
Pêra, Peruda, Pereira
27 março 2006
A fotografia nunca se basta, ela é sempre o recorte de um olhar no mundo. Tem vezes que queremos ampliar as bordas da foto, ver mais, para além. Mas também acontece de ser difícil suportar aquela restrita verdade, ver menos, fingir. E, no mais das vezes, um caso ou o outro é sempre a mesma coisa. Sei que cada vez mais, nas inúteis paragens por onde tenho construído a minha vida, acredito em um olhar específico: o olhar poético. De algum modo, a arte nunca se basta, e talvez ela seja uma só.
23 março 2006
16 março 2006
**
**
Eu digo uma coisa, ele entende outra
Fica tudo sem começo nem fim
Quem dera eu pudesse contratar um dublê
Pra terminar certas cenas por mim
MARTHA MEDEIROS, POESIAS REUNIDAS
13 março 2006
Ponto
04 março 2006
and the Oscar goes to...
Depois que assisti Capote cheguei a conclusão de que ele está concorrendo ao Oscar sozinho. O filme não existiria sem ele. Excelente atuação a cada segundo. Excelente.
O QUE FICA EM MIM
É CADA VEZ MAIS ESSENCIAL.
Caio Fernando Abreu, do blog delaaa, e sempre em sintonia com elaaa.
24 fevereiro 2006
I like it, I like it. Yes I do.
Como de costume digo: minha droga é o rock' n roll. Viajo, deliro, tenho sensações jamais sentidas, vou para lugares desconhecidos, onde eu jamais estaria senão com a magia do bom, velho e novo rock'n roll. Desta vez me calei.
O show do Rolling Stones me surpeendeu. Como pode 1 milhão e meio de pessoas de todas as classes socias em harmonia por um propósito em comum?
Fui para o Rio sem saber o que esperar do show, da violência, da organização. Mas fui e fui feliz. Três horas e meia de caminhada até Copacabana e a energia só se elevou a cada quilômetro. Quando cortamos caminho pela rua paralela a praia vivenciei a mais pura definição do caos, mas essa parte pula, porque de fundo, eu relevei.
Quando - finalmente - chegamos na areia começamos a rir. Ao fundo os Titãs cantavam Sonífera Ilha e nós lá, mais acordados do que nunca. O som tava ok, o palco - gigante - tava mais em vista do que eu esperávamos, só me restava rir mesmo.
Quando o show começou caminhamos mais pro meio, os morrinhos de areia aos poucos foram desmoronando e meus olhos - nos meus quase 1,60 de altura - alcançando perfeitamente um dos telões da areia, metade do telão do palco e boa! Pra trás tinha um mar de gente e uma lua de tirar o fôlego. Para a esquerda uns 100 barcos iluminados bem perto da costa. A minha direita - isso foi foda - todos os prédios lotados de gente do primeiro ao último andar e a minha frente mais e mais gente e os queridos Stones quebrando tudo pra valer. O Mick Jagger só pode ter parado no tempo, não é possível tanta energia. Valeu tudo, a expectativa, as companhias, a panturrilha doendo e o caos depois do show, afinal o Leblon já estava mais longe do que nunca e só nos restava andar, andar e andar.
Domingo ensolarado, praia do Leblon, Suvaco do Cristo, Baixo Gávea, Dutra de madrugada e finalmente dia 20 chegou!
Meu frio na barriga começou forte às 5 da tarde e não parou mais.
Já no Morumbi, quando eu estava chegando no portão 2, começou um agito muito forte de fãs e quando olhei pro lado - eu tava rente a grade do estádio - há três metros de mim estava o Bono, em cima de um carro, com seu chapéu de palha cowboy, acenando para nós lá fora (sou eu que persigo o Bono ou é ele que me persegue?!). De novo entrei rindo, gargalhando, feliz da vida, fazer o quê?
Quando a energia nos conecta a alguém não é preciso celular, entramos e já encontramos quem precisávamos sem marcar ponto de encontro. Sintonia, sincronismo, sintonia, sincronismo. A-mo!
O show do Franz Ferdinand, que eu adoro, foi relevante. Legal, mas a responsabilidade de abrir U2 é grande.
Tô ficando sem palavras de novo.
Olha, foi aquilo que vocês viram ao vivo, ou pessoalmente, e muito mais. Ficar na pista foi perfeito, chorar com Miss Sarayevo e the universal declaration of human rights foi perfeito. Olhar os sorrisos, ouvir os berros, o som redondo, os efeitos de uma cenografia alucianante, o escuro com milhares de celulares acesos, o coro em Elevation e Beautiful Day a serenidade dos amigos, a saudade de quem tava longe, um pouco de muito amor num mundo muito, muito cruel.
Demagogia demais? Talvez, mas um espetáculo de caráter universal, onde não é preciso falar inglês para entender que o mundo precisa de mais amor e menos ambição. Falo de amor ao próximo que Vertigo pregou como COEXISTÊNCIA. É o fato de não apenas existir, mas fazer-se existente pelo outro e para o próximo, principalmente. Assim é que eu entendo.
Love. The secret is yourself.
16 fevereiro 2006
Rolling Stones & U2
Se eu sobreviver prometo contar tudinho...
14 fevereiro 2006
31 janeiro 2006
New Beginning
E que nem sempre pode-se esperar o mínimo de bom senso do outro.
Assim é.
30 janeiro 2006
Do céu
Vago? Nem tanto.
26 janeiro 2006
A – boa – expectativa é uma linha em ascensão alimentada pela força de vontade.É querer e saber onde chegar.
A – boa – expectativa tem me enchido de allegria.
Faz tudo que é ruim bater e voltar.
Detém o mau.
É minha conquista, meu suor de cada dia.
É o Bem propagado adiante.
É meu, é seu, é nosso.
Assim será.
ilustração: giulianna ronna
17 janeiro 2006
Por um pouco mais
Ontém ela realmente pensou em voltar atrás. Não que antes tenha sido a dona da história, aquela que toma o rumo das tempestades repentinas, mas de alguma forma o sentido a aguçou. Inteira.
Ainda que incerta, pensou em fazê-lo. Os pêlos se arrepiaram como quem é tocada pelo ser amado. Em pensamento.
Idéias iam e vinham vivas de incompletude e, quase gritando, se calou. Calou-se e pôs-se a escutar por horas e horas a lenga-lenga da palavra sem nexo, sem interesse, sem porto de chegada. O movimento dos lábios sem gosto que não fazem nada senão gesticular.
Por minutos sonhou que pudesse tocar e então pediu, forte: toque-me você.
Os olhos continuavam abertos, cheios de dizeres, estalando vida a cada piscar. Estava profundamente cansada. A vista - da vida - pesada. Pôs-se a sonhar.
13 janeiro 2006
Star me up
Bossa 'n Stones é minha mais recente descoberta... São releituras de várias músicas do Rolling Stones num clima bossa-lounge, cantadas em voz feminina pra lá de sensual reunidas em um único cd.
Garante boa paisagem sonora para vários momentos e, de quebra, dá aquela esquentada para o show mês que vem.
12 janeiro 2006
Os acrobatas
Ontém, menos sensível que da outra vez, e ainda sim apta a captar toda doçura e grandeza daquele que veio ao mundo para ser allegre e viver de paixão. Até a última gota. Ter medo de amar não faz ninguém feliz. Subamos... ; )
Subamos!
Subamos acima
Subamos além, subamos
Acima do além, subamos!
Com a posse fisica dos braços
Inelutavelmente galgaremos
O grande mar de estrelas
Através de milênios de luz.
Subamos!
Como dois atletas
O rosto petrificado
No pálido sorriso do esforço
Subamos acima
Com a posse física dos braços
E os músculos desmesurados
Na calma convulsa da ascensão.
Oh, acima
Mais longe que tudo
Além, mais longe que acima do além!
Como dois acrobatas
Subamos, lentíssimos
Lá onde o infinito
De tão infinito
Nem mais nome tem
Subamos!
Tensos
Pela corda luminosa
Que pende invisível
E cujos nós são astros
Queimando nas mãos
Subamos à tona
Do grande mar de estrelas
Onde dorme a noite
Subamos!
Tu e eu, herméticos
As nádegas duras
A carótida nodosa
Na fibra do pescoço
Os pés agudos em ponta.
Como no espasmo.
E quando
Lá, acima
Além, mais longe que acima do além
Adiante do véu de Betelgeuse
Depois do país de Altair
Sobre o cérebro de Deus
Num último impulso
Libertados do espírito
Despojados da carne
Nós nos possuiremos.
E morreremos
Morreremos alto, imensamente
IMENSAMENTE ALTO.
11 janeiro 2006
inevitável. assim tem sido...
10 janeiro 2006
09 janeiro 2006
06 janeiro 2006
The Cure
Tuesday's grey and Wednesday too
Thursday I don't care about you
It's Friday i'm in love
O olhar vasto que nem sempre mira em minha direção, ainda que penetre firme e incisivo dentro do meu íntimo, ainda que seja intensamente para mim. Só para mim.
Nosso infinito vaga por anos, entre idas e vindas, tardes e noites, entre multidões e quatro paredes, as íntimas paredes do nosso ser.
Não me faça cruel, meu pedaço secreto de emoção.
Desvenda, explora, navega.
De verdade.
05 janeiro 2006
04 janeiro 2006
03 janeiro 2006
**
ROSA MONTEIRO - "PAIXÕES"
26 dezembro 2005
23 dezembro 2005
**
AUDREY TAUTOU
19 dezembro 2005
15 dezembro 2005
Uol confirma...
Em seu site oficial, o guitarrista mexicano Carlos Santana anuncia três apresentações no país, em São Paulo, Rio e Porto Alegre, nos dias 15, 17 e 18 de março, mesmo mês em que passam por aqui os ingleses do Jamiroquai.
Além disso, é possível que ainda em março venha para o país a aguardada banda escocesa de rock Franz Ferdinand, conforme afirmou o guitarrista Nick McCarthy a UOL Música, em entrevista exclusiva. Oasis, Coldplay, Fatboy Slim e a cantora Lauryn Hill (pu-ta-que-pa-riu!) são alguns dos nomes internacionais de peso que também estariam em negociações para realizar turnês brasileiras em 2006.
11 dezembro 2005
Na Moska!
Pronto, agora que voltou tudo ao normal. Talvez você consiga ser menos rei e um pouco mais real. Esqueça, as horas nunca andam para trás. Todo dia é dia de aprender um pouco do muito que a vida trás.
Mas muito pra mim é tão pouco e pouco é um pouco demais. Viver tá me deixando louca, não sei mais do que sou capaz. Gritando pra não ficar rouca, em guerra lutando por paz. Muito pra mim é tão pouco e pouco eu não quero mais.
Chega! Não me condene pelo seu penar. Pesos e medidas não servem pra ninguém poder nos comparar. Por que eu não pertenço ao mesmo lugar em que você se afunda tão raso, não dá nem pra tentar te salvar...
Veja, a qualidade está inferior... E não é a quantidade que faz a estrutura de um grande amor. Simplesmente seja o que você julgar ser o melhor, mas lembre-se que tudo que começa com muito pode acabar muito pior...
Porque muito pra mim é tão pouco e pouco é um pouco demais. Viver tá me deixando louca, não sei mais do que sou capaz. Gritando pra não ficar rouca, em guerra lutando por paz. Muito pra mim é tão pouco, e pouco eu não quero mais...
Pouco eu não quero mais...
Pouco eu não quero mais.
09 dezembro 2005
2006
O trecho a seguir me emociona muito. Ganhei de presente numa cartinha de aniversário que a Pó me deu. Ele me despertou lágrimas de alegria, inexplicável.
Ontém sai da terapia pensando nele e chegando em casa fui reler...
Hoje entrei no blog da Dani e lá estava, só que em português. Puta sintonia, loira!
Vale compartilhar...
"...cause the only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn like a fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars and in the middle you see the blue centerlight pop and everybody goes " Awww!"
ON THE ROAD, JACK KEROUAC
08 dezembro 2005
"...as pessoas podiam fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza, e podiam tapar os ouvidos diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podiam escapar ao aroma. Pois o aroma é um irmão da respiração. Com esta, ele penetra nas pessoas, elas não podem escapar-lhe caso queiram viver. E bem para dentro delas é que vai o aroma, diretamente para o coração, distinguindo lá categoricamente entre atração e menosprezo, nojo e prazer, amor e ódio. Quem dominasse os odores dominaria o coração das pessoas."
O PERFUME , PATRICK SÜSKIND,
05 dezembro 2005
01 dezembro 2005
O tempo todo vejo coisasO que quero, o que não quero, o que não devo
Não deveria
Vejo de dentro
Vejo de fora
Vejo por dentro
Não vejo por fora
Não enxergo
Não vejo
Vejo e não me vejo
Não sabe que vejo, e enxergo
Tento não enxergar, mas vejo
Vejo, enxergo, falo, sinto
Ouço
Capto
Ensurdeço
Emudeço
Tudo é poder da visão
...
Eu não existo se você não me vê.
30 novembro 2005
29 novembro 2005
Lauryn always says that...
28 novembro 2005
25 novembro 2005
bEaUTy

Uma pesquisa realizada pela University of St. Andrews, na Grã-bretanha, revelou que as mulheres com rostos mais bonitos normalmente têm níveis elevados do hormônio estrogênio, ligado à fertilidade.
Durante a puberdade, o estrogênio influencia muito na aparência, afetando a textura da pele e a formação óssea, segundo os cientistas. As pessoas do sexo feminino com altos níveis do hormônio tendem a ter traços femininos mais finos, clássicos, como olhos e lábios grandes, testa larga, mandíbulas e narizes menores. CURIOSO, NÃO?
VANESSA DA MATA
24 novembro 2005
sexta, 25 de novembro

Gente,
Toda última sexta-feira do mês a Rain, onde eu trabalho, organiza a Odisséia de Cinema no Espaço Unibanco. Trata-se de filmes intercalados com balada. Os primeiros filmes são sempre pré-estréias, os do meio filmes surpresas e os útimos trash cults. Quem agüenta toda a jornada ainda tem café da manhã na faixa.
O preço, 15 reais, é honestíssimo e aceita carteira de estudante, como em qualquer cinema.
Quem for vai me trombar por lá!
PROGRAMAÇÃO:
::...Sala 1...::
23h40 - QUERIDA WENDY (Dear Wendy)
Direção: Thomas Vinterberg – 2005 – 101 min./ Roteiro: Lars Von Trier
02h - FILME SURPRESA
04h – MISTÉRIOS DA CARNE (Mysterious Skin)
Direção: Gregg Araki - EUA/ Holanda – 2004 – 99 min.
23h40 - FAMÍLIA RODANTE
Direção: Pablo Trapero - Brasil/Argentina/Espanha/Inglaterra – 2004 – 100 min.
02h - FILME SURPRESA
04h – BROTHERS
Direção: Susanne Bier – Dinamarca – 2004 – 110 min.
Espaço Unibanco:
Rua Augusta, 1475
23 novembro 2005
Em dezembro, ainda sem data definida, estréia nos cinemas o documentário “Maria Bethânia: Música é perfume”. O intuito destes longas é quase sempre inteiramente comercial, mas a idéia só me agrada. Gil, Chico, Nana Caymmi e Caetano, todos juntos numa coisa só. Ueba! Quer ver o trailer?
Além disso tem documentário do Caetano pintando por aí... Produção da Cine e Digital 21.
Música e perfume: Não tem cosia que faça você, em fração de segundo, visualizar, sentir, viver, lembrar de tudo sobre um assunto. É a música... é o cheiro. BETHÂNIA
22 novembro 2005
21 novembro 2005
Jóia rara
A nova moda agora é transformar os defuntos em diamantes. Isso mesmo.
Leve 500 gramas de cinzas humanas a um calor de 1500° C, com uma pressão X, que o sal se separa do carbono (bla bla bla) e entre quatro e oito semanas o diamante está pronto. Basta tirar do forno e decorar.
A receita gera diamantes de 0,4 a 1,0 quilate e o preço do trabalho varia entre 12 e 35 mil reais.
Que tal andar com mamãe, papai ou vovô pendurado no pescoço, orelhas e afins, hein? Quer comprar?
20 novembro 2005
Mentirinhas
Dos prédios altos
Fincados nos topos
Dos morros
Das coberturas
Com piscina
Dos conjugados
Sem vergonha
Das janelas
E monitores apagados
Do rosto triste
Da criança na rua
Sonhando lençóis limpos
E cabelos claros
Do sangue derramado
No meu tapete
Dos pontos abertos
Que nunca fecharam
Dos beijos que deram
Para não dormir sós
Do sonho que sonharam
Para esquecer de morrer
Da musica que embala
Um cinema vazio
Da prece que ecoa
Numa igreja vazia
Dos quartos de hotéis vazios
Às quatro e meia da manhã
Das ondas que quebram vazias
Às quatro e meia da manhã
Dos bares e garrafas vazias
Às quatro e meia da manhã
Do samba triste e sem dono
Às quatro e meia da manhã
Do latido de todos os cães
Às quatro e meia da manhã
Por trás de tudo isso
Às quatro e meia da manhã
Tem eu
E tem você
Por JOÃO PAULO CUENCA
Guts

O lance da boa expectativa é de fato verdadeiro. Não sei ao certo quais são todas as minhas expectativas do momento, mas sei que “expectar” está sendo bem legal. O caminho será percorrido de um jeito ou de outro, então que seja em grande e luminosa espera. Não existem atalhos para qualquer lugar que valha a pena, certo?
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Do meu terceiro andar sobre o infinito, no plausível íntimo da tarde que acontece, à janela para o começo das estrelas, meus sonhos vão por acordo e ritmo com a distância exposta para as viagens aos países incógnitos, ou supostos, ou somente impossíveis.
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"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é." CAETANO
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“Basta que eu veja nitidamente, com os olhos ou com os ouvidos, ou com outro sentido qualquer, para que sinta que aquilo é real. Pode ser mesmo que eu sinta duas coisas inconjugáveis ao mesmo tempo. Não importa.” F. PESSOA
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“O meu ideal seria viver tudo em romance, repousando na vida – ler as minhas emoções, viver o meu desprezo delas.” F. PESSOA
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“O único modo de estarmos de acordo com a vida é estarmos de acordo com nós mesmos.”
F. PESSOA
18 novembro 2005
By mail
O segredo dela

Durante algum tempo ela acreditou que teria algo por vir. Não por razão, por um instinto que teima em esperar qualquer que seja o movimento. Um instinto enganoso que não tem outra razão, senão o estar sendo.
Passaram-se meses e ela sempre a brilhar. Sempre. O sorriso grande transforma tudo em felicidade e perfeição; mas esconde segredos. Vem em forma de grito, lágrima, escuridão; se esconde em sangue, dor, em depressão.
É sonho e pesadelo. É perda e apego. Fusão. Que medíocre sensação. Emoção analfabeta, embriagada de decepção.
Deixa teu coração aceitar, o tempo passar, a vida quer te mostrar. Veste teu sorriso lindo, teu sonho mais vivo, não se deixe enganar. Ficou pra trás, ficou vão. Não tem sentido, não tem fundamento, é apenas ilusão.
17 novembro 2005
15 novembro 2005
Da sessão pérolas (da vida real)
- Aaaah! Eu prefira!
xx
11 novembro 2005
Pérolas
A realidade é triste, mas preciso compartilhar, caros leitores!
***
"O Euninho já provocou secas e enchentes calamitosas.."
"O problema ainda é maior se tratando da camada Diozanio!"
"Enquanto isso os Zoutros... tudo baixo nive..."
"A situação tende a piorar: o madereiros da Amazônia destroem a Mata
Atlântica da região."
"O que é de interesse coletivo de todos nem sempre interessa a ninguém
individualmente."
"Não preserve apenas o meio ambiente e sim todo ele."
"É um problema de muita gravidez."
"A natureza brasileira tem 500 anos e já esta quase se acabando"
(Foi trazida nas caravelas, certo ?)
"O cerumano no mesmo tempo que constrói, também destroi, pois nos temos
que nos unir para realizarmos parcerias juntos."
(Não conte comigo!)
"Vamos mostrar que somos semelhantemente iguais uns aos outros"
"Ultimamente não se fala em outro assunto anonser sobre os araras azuls que ficam sob voando as matas."
"Eu concordo em gênero e número igual."
(Eu discordo!)
"Vamos deixar de sermos egoistas e pensarmos um pouco mais em nos mesmos."
(Ui!)
Caminhos...
Meu Zeloso Guardador
Se A Ti Me Confiou
A Piedade Divina
Sempre Me Rege
Guarde
Governe
Ilumine
Amém
Perfeito para o dia de hoje
Eu quero assistir "Manderlay"!
LARS VON TRIER, fodão ;)
09 novembro 2005
Ando me sentindo sozinha. Morar sozinha tem destas coisas, não tem como chegar em casa 365 dias por ano e sentir aquele puta bem estar. Estou louca para ter uma cachorrinha, ela até tem nome, Amora, seria uma yorkshire, mas tenho certeza que se eu cometer essa loucura, um dia chego em casa e ela estará enforcada no lustre de tanta solidão. Não páro em casa, nunca parei, minha mãe que o diga. Sou foda. Ando tentando me convencer que ter um gatinho pode ser legal. Nunca me senti muito a vontade com os felinos, mas eles são quase tão independentes quanto eu, são limpinhos, não enchem o saco de niguém (?) por que não, hein? Também não sei... Outro dia tava na casa da Ropy e, juro, nunca ninguém me olhou tão profundamente nos olhos que nem a Donna, a gata dela. E olha que eu sou de olhar nos olhos de todo mundo e costumo me relacionar com quem também o faz. Mas ela me encarou de verdade, até que eu ficasse sem graça e desviasse o olhar, como se estivesse compartilhando todos os meus pensamentos, de verdade, por osmose. Não sei, me acalmou.








