Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem fatos, a minha história sem vida. São as minhas confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho a dizer.
30 março 2005
28 março 2005
Um novo dia
que não tem cheiro de capim
nem de terra molhada
que não tem sonho bom
nem riso de piada
mas que nasce novo
novinho em folha
com cheiro de banho
de água limpa
de shampoo e lavanda
de uma nova perspectiva
21 março 2005
A boa de sexta-feira
Sexta a cidade parou. Eu sei que São Paulo já não anda, mas essa sexta foi demais. Sorte de quem estava em casa sem pretensão de sair até de madrugada, pelo menos...
O trânsito foi foda, diria dos piores, e sei que pra quem tava na rua não estava sendo diferente.
Entre uma passada de primeira marcha para o ponto-morto a gente pensa em várias estratégias de fuga, mas nenhuma palpável dentro daquele - como Zito diz - frapê de automóveis com gelo e areia.
Para Karen foi diferente. Essa eu preciso contar!
Estava ela - e sua paciência - indo para o C&C, quando ela resolve largar o carro uns seis quarteirões antes e ir a pé até lá. Ok...
Na volta sua (im) paciência se esgotou e ela resolveu deixar o carro por lá mesmo... Precisava chegar na Sto Amaro e pegar um ônibus, só o corredor de ônibus poderia ser melhor.
E assim, Miss Pisacane foi, caminhando em meio ao Brooklin Velho e falando no telefone pra ficar menos tensa:
- Oi Bianca. Larguei meu carro e tô andando até a Santo Amaro para pegar um ônibus e voltar pro escritório. Fala comigo que eu tô com medo... tô perto de uma favela.
- Blá blá blá blá blá
- Ah, já sei.... vou subir pela Água Espraiada, pelo menos tem mais movimento que aqui...
- Blá blá blá blá blá
- Ai amiga, deixa eu desligar que eu vou pedir pra Deus mandar um anjo da guarda pra me proteger...
QUANDO KAREN ESTAVA GUARDANDO SEU CELULAR, ENCOSTA UM MOTOQUEIRO:
- Não, não guarda este celular, pode passar ele aqui.
- Não moço, eu não vou te dar meu celular...
- Me passa seu celular!
- Não moço, eu acabei de pedir pra Deus me enviar um anjo da guarda, não um ladrão... Então você só pode ser meu anjo da guarda, não um ladrão! O senhor tem que me ajudar!
- Tá bom, então não vou levar seu celular...
- É, moço, e você ainda vai me ajudar! Eu preciso chegar até a Santo Amaro e tô morrendo de medo, o senhor podia me levar até lá.
E ASSIM, KAREN SOBE NA GARUPA DE SEU ANJO-LADRÃO, DÁ AQUELA ABRAÇADINHA EM SUA CINTURA E TOMA SEU RUMO.
CHEGANDO NO PONTO, KAREN AGRADECE:
-Obrigada meu anjo! Agora eu consigo chegar lá!
O ANJO-LADRÃO FALA:
- Mas você precisa de dinheiro pro ônibus?!
14 março 2005
Proud of
Depoimento de Rita Lee...
"Eu tinha 13 anos, em Fortaleza, quando ouvi gritos de pavor. Vinham da vizinhança, da casa de Bete, mocinha linda, que usava tranças. Levei apenas uma hora para saber o motivo. Bete fora acusada de não ser mais virgem e os irmãos a subjugavam em cima de sua estreita cama de solteira, para que o médico da família lhe enfiasse a mão enluvada entre as pernas e decretasse se tinha ou não o selo da honra.
Como o lacre continuava lá, os pais respiraram, mas a Bete nunca mais foi à janela, nunca mais dançou nos bailes e acabou fugindo para o Piauí, ninguém sabe como, nem com quem.
Eu tinha apenas 14 anos, quando Maria Lúcia tentou escapar, saltando o muro alto do quintal da sua casa para se encontrar com o namorado. Agarrada pelos cabelos e dominada, não conseguiu passar no exame ginecológico. O laudo médico registrou vestígios himenais dilacerados, e os pais internaram a pecadora no reformatório Bom Pastor, para se esquecer do mundo. Realmente; esqueceu, morrendo tuberculosa.
Estes episódios marcaram para sempre a minha consciência e me fizeram perguntar que poder é esse que a família e os homens têm sobre o corpo dasmulheres? Ontém, para mutilar, amordaçar, silenciar. Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos.
Todos vimos, na televisão, modelos torturados por seguidas cirurgias plásticas. Transformaram seus seios em alegorias para entrar na moda da peitaria robusta das norte - americanas. Entupiram as nádegas de silicone para se tornarem rebolativas e sensuais, garantindo bom sucesso nas passarelas do samba.
Substituíram os narizes, desviaram costas, mudaram o traçado do dorso para se adaptarem à moda do momento e ficarem irresistíveis diante dos homens.
E, com isso, Barbies de facaria, provocaram em muitas outras mulheres; as baixinhas, as gordas, as de óculos; um sentimento de perda de de auto-estima. Isso exatamente no momento em que a maioria de estudantes universitários (56%) é composta de moças. Em que mulheres se afirmam na magistratura, na pesquisa científica, na política, no jornalismo. E, no momento em que as pioneiras do minismo passam a defender a teoria de que é preciso feminilizar o mundo e torná-lo mais distante da barbárie mercantilista e mais próximo do humanismo.
Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade. Até porque elas são desarmadas pela própria natureza. Nascem sem pênis, sem opoder fálico da penetração e do estupro, tão bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas e punhais.
Ninguém diz, de uma mulher, que ela é de espadas. Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem com os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência. As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência.
É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz. E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d'água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas. São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura de suas mentes e a doçura de seus corações.
Nem toda feiticeira é corcunda. Nem toda brasileira é só bunda. "
11 março 2005
estrelaguia
Naqueles dias que você recorre ao horóscopo em troca de alguma explicação:
Uma das melhores características que você tem é saber dar o valor correto a cada coisa. Então, por que hoje agiria de modo diferente?
Ok, ok, no hands.
Uma das melhores características que você tem é saber dar o valor correto a cada coisa. Então, por que hoje agiria de modo diferente?
Ok, ok, no hands.
07 março 2005
04 março 2005
03 março 2005
01 março 2005
Efeito Borboleta
O cara da 2001 disse que era ANIMAL (assim, em caixa alta).
A mulher do caixa disse que assistiu 5 vezes, que era o melhor filme.
Ju e Rico disseram que era muito louco.
Fabicota tava querendo muito ver, e ainda tinha um lance bem pessoal me cutucando a fundo.
Ok, foi o filme eleito para o domingão.
Não posso dizer que gostei, já que durante o desenrolar do filme fiquei questionando porque eu tava lá parada assistindo aquela merda.
O final me deixou apática.
Fabicota assumiu ter gostado.
Me calei e fiquei a pensar:
SE EU PUDESSE VOLTAR E MUDAR CERTOS ACONTECIMENTOS O QUÊ EU MUDARIA?
- Jamais teria acendido um cigarro, com certeza;
- Teria usado meu aparelho dental;
- Teria checado minha conta do Bco do Brasil;
- Não teria ficado com uns 6 indivíduos, pelo menos;
- Não teria "dado" para um deles;
- Teria resistido a fase de um - sundae - do - Mc - Donalds - por - dia;
- Teria entrado em outra faculdade, e não na Faap;
- Teria ido no show da Madonna, do U2, do Moloko , do Massive Attack e do Fatboyslim entre outros;
- Seguraria um "vai tomar no cu" em certo momento;
- Mandaria um "vai tomar no cu" em oooutro momento.
25 fevereiro 2005
22 fevereiro 2005
Candlelight
"Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograme tua meta,
busque o bem e viverás melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás
e fazer um novo começo,
qualquer um pode começar agora
e fazer um novo fim ".
CHICO XAVIER
16 fevereiro 2005
15 fevereiro 2005
14 fevereiro 2005
Linda de morrer
A boa é que minha querida Bethânia está chegando de novo. E com cd novo. E com show novo, esse é o melhor da estória.
Ansiedade aparte, serão 14 faixas de puro Vinícius a la Bethânia; releituras das músicas de Vinícius de Moraes, com o jeitão expansivo, nada bossa-nova de Bethânia.
O show Tempo Tempo Tempo Tempo, que trará além de Vinícius, canções de Chico e Caetano, estréia mês que vem no Rio e estará em Sampa a partir de 31 de março no Direct TV.
Eba!
Pura emoção, pura qualidade, pura sensibilidade, a melhor interpretação.
Bethânia sempre.
Pra sempre Bethânia.
11 fevereiro 2005
de Deus
Aquelas noites de quinta assim, que são quase como obrigação, mas que surpreende com fiéis companhias, doces confidências, sintonia de pensamento e uma mesma conclusão.
31 janeiro 2005
About a girl
(...)"Se soubermos resistir ao vazio que
a ausência de certezas provoca, e reconhecer
a natureza conjetural de nossos pontos de vista,
nos será mostrado um mundo feito de multiplas
versões, no qual ninguém pode gabar-se de uma
compreensão melhor do que as outras, talvez a
essa altura esse pluralismo poderá tornar-se o
fundamento não só do recíproco respeito pelas
diferentes tradições alternativas mas também da
decisão e da escolha como responsabilidade e
autocontrole. Gesto, este, que também é o ponto
limite em que as ações humanas se tornam mais
claras que as palavras"
AMERICAN SCIENTIFIC
27 janeiro 2005
26 janeiro 2005
Juquehy
Uma breve fugidinha pra praia que deu para:
Cochilar muito - ou, no meu caso, capotar
Ouvir Damien Rice
Se queimar de mormaço com direito a marca dos óculos
Nadar na chuva
Abstrair o trampo
Resgatar quem precisava de resgate
Enxugar lágrimas de TPM
Discutir relações e infidelidade
Ouvir mais Damien Rice
Falar de sexo, por horas e horas, sem nenhum pudor
Não fazer sexo
Gar-ga-lhar
Revelar
Descobrir
Se chocar!
19 janeiro 2005
14 janeiro 2005
Coisas que só acontecem quando se está com o Enrico
Eu achava que atraia loucos, mas ele... Cara, não e normal! Cada balada, cada jantar, cada passeio, um rolezinho rápido basta: o mais dodói da redondeza acaba vindo até nos. Ops, até ele!
Bastou meia-hora no Matrix, final do ano passado, para ele ser jurado de morte por um cara do além. Incrível. Esse dia cheguei a ficar assustada. Gostaria de descrever as bizarrices, mas acho que ninguém melhor que ele mesmo – ou a própria Xuana – para fazê-lo. Enfim...
DOMINGO PASSADO, VILA MADALENA, GALHINHEIRO GRILL:
Um simples almoço-cura-ressaca-de-domingo não podia ser normal.
Bom, acordamos e Xuana teve a ilustre idéia de almoçarmos naquele paraíso da comida caseira: IRADO! Topamos na hora, fomos direto pra lá (naquele esquema sem banho) antes que o mal-estar-do-século tomasse nosso corpo e a gente não conseguisse chegar a lugar algum. Enfim, nada disso importa.
Sentamos, pedimos nosso banquete, quando a mesa do lado vagou. Veio uma turma bem grande e uma mulher - como posso dizer – madura com uma gaiola na mão. Não, a gaiola não tava vazia, dentro dela tinha um filhote de beija-flor (porque é supernormal levar seu beija-flor pra almoçar no domingo).
Fiquei paparicando o tal do bicho – que era um cuti-cuti – e quando finalmente olhei pra dona tive a nítida sensação de que a conhecia de algum lugar.
Priscila-nada-desligada, enquanto contava algumas garrafas de vinho, ou as cores do maço de Marlboro, ou as junções (é assim que se fala?) dos azulejos no chão, (alguém sabe do que estou falando?! Rs) ingenuamente vira e fala: “Posso tirar uma foto de vocês?!”
O beija-flor tomando um liquidinho no conta-gotas ficou lá quietinho, enquanto a dona abriu um belo sorrirão. Mas que sorriso! Sorriso de quem se vendia, de quem estava adorando aparecer na foto. Orgulhosa de si – e de seu pequeno filhote – distribuiu seu cartão de visita para nós... É a política da boa vizinhança!
Hahaha... Finalmente caiu a ficha! Era queeeeeeeeeeem?
Dra. Havanir Nimitz, ex-candidata a prefeita, deputada federal, líder do PRONA, amiga do Enéas!
Priscila, lógico, só soube do que se tratava quando levantamos, nos despedimos e explicamos quem era a tal.
Só para ilustrar:
MEU NOME É HAVANIIIIR!
Bastou meia-hora no Matrix, final do ano passado, para ele ser jurado de morte por um cara do além. Incrível. Esse dia cheguei a ficar assustada. Gostaria de descrever as bizarrices, mas acho que ninguém melhor que ele mesmo – ou a própria Xuana – para fazê-lo. Enfim...
DOMINGO PASSADO, VILA MADALENA, GALHINHEIRO GRILL:
Um simples almoço-cura-ressaca-de-domingo não podia ser normal.
Bom, acordamos e Xuana teve a ilustre idéia de almoçarmos naquele paraíso da comida caseira: IRADO! Topamos na hora, fomos direto pra lá (naquele esquema sem banho) antes que o mal-estar-do-século tomasse nosso corpo e a gente não conseguisse chegar a lugar algum. Enfim, nada disso importa.
Sentamos, pedimos nosso banquete, quando a mesa do lado vagou. Veio uma turma bem grande e uma mulher - como posso dizer – madura com uma gaiola na mão. Não, a gaiola não tava vazia, dentro dela tinha um filhote de beija-flor (porque é supernormal levar seu beija-flor pra almoçar no domingo).
Fiquei paparicando o tal do bicho – que era um cuti-cuti – e quando finalmente olhei pra dona tive a nítida sensação de que a conhecia de algum lugar.
Priscila-nada-desligada, enquanto contava algumas garrafas de vinho, ou as cores do maço de Marlboro, ou as junções (é assim que se fala?) dos azulejos no chão, (alguém sabe do que estou falando?! Rs) ingenuamente vira e fala: “Posso tirar uma foto de vocês?!”
O beija-flor tomando um liquidinho no conta-gotas ficou lá quietinho, enquanto a dona abriu um belo sorrirão. Mas que sorriso! Sorriso de quem se vendia, de quem estava adorando aparecer na foto. Orgulhosa de si – e de seu pequeno filhote – distribuiu seu cartão de visita para nós... É a política da boa vizinhança!
Hahaha... Finalmente caiu a ficha! Era queeeeeeeeeeem?
Dra. Havanir Nimitz, ex-candidata a prefeita, deputada federal, líder do PRONA, amiga do Enéas!
Priscila, lógico, só soube do que se tratava quando levantamos, nos despedimos e explicamos quem era a tal.
Só para ilustrar:
MEU NOME É HAVANIIIIR!
13 janeiro 2005
Tudo junto
Do aeroporto direto pra Just. Fiquei flutuando no primeiro dia, mas depois não teve como não voltar com os pés bem fincados no chão. Até demais...
O que fiquei me perguntando desde que voltei da Bahia foi como usar tanta energia acumulada nesta cidade infernal. Ainda não aprendi... E deprimi.
Catálogo, desfile, lançamento, lançamentos, lançamentos.... Fotos, photoshop, book, ficha técnica, opa... Rock 'n Roll! Produção, produção, produções... Carência, saudade, raiva, dor no coração. Desabafo pela metade. Muitas lágrimas. Muito nó.
Tudo resultou numa bela travada na garganta, na minha famosa tosse emocional, uma noite em delírios de febre e um dia seguinte - sem trela - no escritório bem cedinho... Aqui, bem cedo.
De noite tem Básico, até domingo tem Just. Ops, até o outro domingo... Ou melhor... até a ooooutra sexta. Caraaaaca.
A parte boa é que sonhei que eu era mãe... A mãe mais feliz desse mundo. A princesa se chamava Valéria(?), depois Sophie. Sempre grudadinha em mim... Um amor sem fim.
E é a segunda vez que sonho que sou mãe de mim mesma. Era eu, igualzinha quando eu era recém nascida... O significado disso? Bem profundo... Algo parecido com MÃE DE MIM MESMA, compreende?!
Mas foi lindo demais.
Acordei mais completa, mais sonhadora e, não sei porque, ainda bem, mais feliz!
11 janeiro 2005
Música do dia: Volcano
don't hold yourself like that you'll hurt your knees
i kissed your mouth & back that's all i need
don't build your world around volcanoes melt you down
what i am to you is not real
what i am to you you do not need
what i am to you is not what you mean to me
you give me miles and miles of mountains
and i’ll ask for the sea
don't throw yourself like that in front of me
i kissed your mouth your back is that all you need?
don't drag my love around volcanoes melt me down
what i am to you is not real
what i am to you you do not need
what i am to you is not what you mean to me
you give me miles and miles of mountains
and i’ll ask for the sea
what i give to you is just what i’m going through
this is nothing new no no just another phase of finding
what i really need is what makes me bleed
and like a new disease she’s still too you to treat
volcanoes melt me down
she’s still too young
i kissed your mouth
you do not need me
DAMIEN RICE
07 janeiro 2005
The Hours
Eu queria ser escritor. Queria escrever sobre tudo, tudo o que aconteceu num momento. A aparência das flores quando as carregava nos braços, essa toalha, o cheiro, o toque, o fio do tecido. Todas as nossas sensações. As suas, as minhas. A história do que já fomos um dia...
Todas as coisas do mundo. Tudo tão misturado assim como está misturado agora.
23 dezembro 2004
22 dezembro 2004
20 dezembro 2004
Para ser Leal
O lugar mais lindo, a cerimônia mais linda, os noivos mais lindos, as alianças mais lindas.
Os convidados mais alto-astral do universo, as músicas mais emocionantes, a festa de casamento mais sensacional dos últimos tempos...
Foi assim, um turbilhão de sensações.
Até os vexames foram bonitos: Duas madrinhas jogadas na grama achando normaaaal, arrombar a porta do quarto como se fosse de praxe, dominar o CDJ com a casa já vazia... e assim conseguir ser expulso da festa! Pegar carona no cap^o do carro, perder tudo e mais um pouco e - o pior - sem ter a menor certeza de nada para, ao menos, argumentar!
De lá pra Castelo Branco numa tentativa falida de ir pra Tribe. Ainda bem, antes de chegar no alto da Pedreira todo mundo ia desabar. Só por Deus, viu?!
Ao casal Leal, toda felicidade do mundo...
A nós, lembranças sem fim de uma verdadeira festa de arromba!
Ok, não gosto muito disso, mas depois prometo postar fotos!
"Enjoy the power and beauty of your youth, oh never mind, you will never understand the power and the beauty of your youth until they've faded. But trust me, in twenty years, you will look back at photos of yourself and recall in a way you can't grasp now, how much possibility lay before you and how fabulous you really looked. You are not as fat as you imagine. Don't worry about the future or worry that know that worrying is as affective as trying to solve an algebra equation by chewing bubble gum. The real troubles in your life are apt to be things that never crossed your worried mind. The kind that blindsides you at 4 PM on some idle Tuesday.
Do one thing every day that scares you.
Sing.
Don't be reckless with other peoples' hearts; don't put up with people who are reckless with yours. Floss.
Don't waste your time on jealously, sometimes you're ahead, sometimes you're behind.
The race is long and in the end, it's only with yourself.
Remember compliments you receive, forget the insults.
If you succeed in doing this, tell me how.
Keep your old love letters; throw away your old bank statements.
Stretch.
Don't feel guilty if you don't know what to do with your life. The most interesting people I know didn't know at 22 what they wanted to do with their lives, some of the most interesting 40-year-olds I know still don't.
Get plenty of calcium.
Be kind to knees, you'll miss them when they're gone.
Maybe you'll marry, maybe you won't.
Maybe you'll have children, maybe you won't.
Maybe you'll divorce at 40, maybe you'll dance the "Funky Chicken" on your 75th wedding anniversary.
Whatever you do, don't congratulate yourself too much or berate yourself either.
Your choices are half chance, so are everybody else's.
Enjoy your body.
Use it every way you can, don't be afraid of it or what other people think of it. It's the greatest instrument you'll ever own.
Dance.
Even if you have nowhere to do it but your own living room.
Read the directions even if you don't follow them.
Do not read beauty magazines, they will only make you feel ugly.
Brother and sister together will make it through,
Some day a spirit will take you and guide you there,
I know you've been hurting, but I've been waiting to be there for you
And I'll be there just helping you out, whenever I ca-a-an
Get to know your parents.
You never know when they'll be gone for good.
Be nice to your siblings.
They are your best link to your past and the people most likely to stick with you in the future.
Understand that friends come and go.
But a precious few, who should hold on.
Work hard to bridge the gaps in geography and lifestyle, for as the older you get, the more you need the people you knew when you were young.
Live in New York City once, but leave before it makes you hard.
Live in northern California once, but leave before it makes you soft.
Travel.
Accept certain alible truths: prices will rise, politicians will philander, you too will get old and when you do, you'll fanaticise that when you were young, prices were reasonable, politicians were noble and children respected their elders.
Respect your elders.
Don't expect anyone else to support you.
Maybe you have a trust fund, maybe you'll have a wealthy spouse but you'll never know when either one will run out.
Don't mess too much with your hair or by the time you're forty, it will look eighty-five.
Be careful whose advice you buy, but be patient with those who supply it.
Advice is a form of nostalgia.
Dispensing it is a way of wishing the past from the disposal, wiping it off, painting over the ugly parts and recycling for more than it's worth.
But trust me on the sunscreen.
Everybody's Free, to feel good, to feel good."
14 dezembro 2004
10 dezembro 2004
Fundo. Bem fundo.
Algumas mil horas de apatia em semanas atropeladas por qualquer coisa. Pensamento ímpar que não leva a lugar algum. Não, não leva não. Nem lá no fundo obscuro, que nem sei se faz parte de mim.
Passou. Louco, mas passou. Entre um início e um fim de sessão. Entre um dormir e um acordar. Entre um fechar e um abrir das janelas da alma.
Anjos que vêm a Terra disfarçados com seus condinomes, estes que viajam pelo mundo mas sempre voltam para perto de ti. A palavra que soa como verdade, certeza, paz. Paz de verdade. Paz para a Verdade.
Hoje nada que possa me dizer tem valor. Contagem regressiva para o sofrimento, a angústia e a insônia? Não. Contagem regressiva para eu ser quem eu quero, para sermos quem queremos dentro deste livre arbítrio que é ser o que se quer. Isso sim se escolhe.
Nada mais.
08 dezembro 2004
06 dezembro 2004
**Faraildes Records
Encontrei uma música, que mesmo sem letra, definiu um turbilhão de sensações coletivas.
Como pode?
É pra sempre...
Como pode?
É pra sempre...
Celebrate Pleasure
Uma noite surreal. Um dia surreal. Outra noite surreal. Um fim de semana surreal.
A Mãe Natureza nos encheu de presentes, pequenas epifanias a todo tempo.
Voltar para casa com esse visú não tem preço. É só estar pronto para observar. E sentir, sentir muito...
01 dezembro 2004
No último volume
And you'll stop me, won't you
if you've heard this one before
the one where i surprise you
by showing up at your front door
saying 'let's not ask what's next,
or how, or why'
i am leaving in the morning
so let's not be shy...
SHY (ANI DIFRANCO) - música da semana
if you've heard this one before
the one where i surprise you
by showing up at your front door
saying 'let's not ask what's next,
or how, or why'
i am leaving in the morning
so let's not be shy...
SHY (ANI DIFRANCO) - música da semana
30 novembro 2004
The Office
Eu tava quietinha aqui no meu computador esperando um raio de um orçamento chegar. Coloquei um CDzinho (não foi um cd qualquer!) bem baixinho para florir a atmosfera desse escritório. É louco como a música tem o poder de te transportar pra certos lugares e como uma mesma música pode ter significados tão diferentes entre as pessoas...
Bom, anteriormente eu tinha falado de começo, meio e fim. Isso faz sentido neste post também. O começo do CD foi só uma paisagem sonora... O meio fez com que as outras pessoas da sala me pedissem para aumentar um pouco o volume. Agora já o clímax foi diferente... ele começou a me deixar pequenininha, envolta em pensamentos tão íntimos que não sei onde fui parar. Quer dizer, sei bem onde e tô voltando só agora...
Mas... sobre o quê eu queria falar mesmo?
Pera aí, deixa eu ver se o orçamento chegou...
A-ha, chegou! Bora trabalhar...
26 novembro 2004
> Looping <
Spring sweet rhythm dance in my head
Slip into my lover's hands
Kiss me oh won't you kiss me now
And sleep I would inside your mouth
Don't be us too shy
Knowing it's no big surprise
That I will wait for you
I will wait for no one but you
Look please lover lay down
Spend this time with me
Together share this smile
Lover lay down
Walk with me, walk with you
Hold my hand your hands
So much we have dreamed
And you were so much younger
Hard to explain that we are stronger
A million reasons life to deny
Let's toss them away
See you and me we
Lay down look see
She and he
By my lover's side
Together share this smile
Each other's tears to cry
Together share this smile
Lover lay down
Oh please
Look please lover lay down
Oh please lover lay down
And you weep
Lover lay down
Cause it's over
Lover lay down
Say lover, say lover, say lover, say lover, say lover
Could I love you
Could you love me
Darling it's
All the same
All the same
All the same
All the same
'Til we dance away
'Til we dance away
Chasing me all around
Leading me all around
Leading me all around in circles
Leading me all around in circles
Say...
Slip into my lover's hands
Kiss me oh won't you kiss me now
And sleep I would inside your mouth
Don't be us too shy
Knowing it's no big surprise
That I will wait for you
I will wait for no one but you
Look please lover lay down
Spend this time with me
Together share this smile
Lover lay down
Walk with me, walk with you
Hold my hand your hands
So much we have dreamed
And you were so much younger
Hard to explain that we are stronger
A million reasons life to deny
Let's toss them away
See you and me we
Lay down look see
She and he
By my lover's side
Together share this smile
Each other's tears to cry
Together share this smile
Lover lay down
Oh please
Look please lover lay down
Oh please lover lay down
And you weep
Lover lay down
Cause it's over
Lover lay down
Say lover, say lover, say lover, say lover, say lover
Could I love you
Could you love me
Darling it's
All the same
All the same
All the same
All the same
'Til we dance away
'Til we dance away
Chasing me all around
Leading me all around
Leading me all around in circles
Leading me all around in circles
Say...
24 novembro 2004
Fodzzzzz
Terminei de transcrever as pêras das pesquisas das clientes. Era isso que tava preenchendo minha cabeça.
No aguardo da reunião-sem-fim:
- Enrico, tô carente.
- Por quê girl?
- Saudade, sabe o que é isso?
- Eu sei bem o que é saudade...
- : (
- Manu, eu acho que você tem que parar e reavaliar seus objetivos.
- Ai.
- Ui.
- Me ajuda, Fake...
- Vamos tomar um sorvete?
Ainda no aguardo:
"reavaliar meus objetivos, reavaliar meus objetivos, reavaliar meus objetivos, reavaliar meus objetivos..."
Eu tinha que ser pisciana.
Ora se não sou eu, quem mais vai decidir o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão.
Se o que eu sou é também o que eu escolhi ser
Aceito a condição.
Vou levando assim
Que o acaso é amigo do meu coração
Quando fala comigo
Quando eu sei ouvir...
RODRIGO AMARANTE
22 novembro 2004
Keep the faith
Eu descobri que eu rezo todos os dias. Descobri ontém ou anteontém, porque eu não sabia.
Em 93 minha mãe me deu um livrinho chamado Meditando com os Anjos. É destes livrinhos de cabeceira, que tem várias mensagens, você se concentra, abre e... sei lá o que ele pode causar em você.
Com o passar dos anos fui levando um pouco mais a sério aqueles valores que me eram dados "por acaso" e o livro virou hábito. Percebi que quanto mais eu colocava fé nele, mais as mensagens vinham para acrescentar.
Algumas pessoas como Jou, Rê Pêra, Kelly, Pepe Legal e - pasme - minha terapeuta se tornaram adeptos às mensagens vitais do mundo dos Anjos, e todos foram presenteados por mim com este singelo guia.
Hoje abrir os Anjinhos se tornou um momento íntimo pra mim. Cada vez que fecho os olhos agradeço por tudo de bom que tem acontecido, vejo minha vida como um filme, meus pedidos são cuidadosamente atendidos conforme o sincronismo dos acontecimentos deste mundo doido dentro e fora de mim.
Só me resta agradecer. Minha mãe, meus anjinhos e minha inspiração, essa sensibilidade sem tamanho dentro de mim.
Viva o sexto sentido!
18 novembro 2004
Amphetamines for your life
Não tenho escrito muito, minha inspiração não anda em alta. Ou melhor, minha inspiração para o blog não anda em alta, ela tem se esgotando no(s) trabalho(s).
Enfim, meu momento relax na internet tem sido através do Fantástico Mundo de Fake. Sem desmerecer o The Roof is on Fire, que eu adoro; este novo endereço e template sem dúvida inspiraram - e muito - nosso amigo Fake.
Pra começar a entender o que estou falando, primeiro entre no Blogger Brasil e dê uma observada na página principal. O segundo passo é entrar na Fakeland. Como ainda é um bebê recém nascido, leia desde o primeiro arquivo. Devorar é fato. Acompanhar diariamente é consequência.
Grande Fake... Vai ser louco assim na Fakeland...
16 novembro 2004
11 novembro 2004
09 novembro 2004
08 novembro 2004
Time after time
Dormir - e sonhar muito - como o maior ato de conforto.
Abraçar o travesseiro como quem tenta aquecer o coração.
Olhar pro teto branco e pálido e ver estórias projetadas.
Encher o sábado de afazeres que não levaram a lugar nenhum.
Gargalhar sei lá do quê, sozinha, debaixo do cobertor.
Trocar confissões com sua homemate só pelo olhar.
Fazer perguntas sem resposta.
Cozinhar abobrinhas para si mesma.
Dormir em todos os filmes e assim, assití-los por capítulos, como uma novela.
Se perder nas trilhas sonoras como quem se perde num caminho sem volta.
Beijar por beijar.
Boiar na multidão da noite paulistana.
Esperar ansiosa pela segunda-feira atribulada de trabalho.
Tentar dormir um pouco mais.
Sentir saudade.
Saudade.
Muita saudade.
05 novembro 2004
Deu Bush
Para os americanos branco é branco, preto é preto (e a mulata não é a tal)
Bicha é bicha, macho é macho
Mulher é mulher e dinheiro é dinheiro
E assim ganham-se, barganham-se, perdem-se
Concedem-se, conquistam-se direitos
Enquanto aqui embaixo a indefinição é o regime
E dançamos com uma graça cujo segredo nem eu mesmo sei
Entre a mesmice e a desgraça
Entre o monstruoso e o sublime
Americanos não são americanos
São velhos homens humanos
Chegando, passando, atravessando
São tipicamente americanos
Americanos sentem que algo se perdeu
Algo se quebrou, está se quebrando
Bicha é bicha, macho é macho
Mulher é mulher e dinheiro é dinheiro
E assim ganham-se, barganham-se, perdem-se
Concedem-se, conquistam-se direitos
Enquanto aqui embaixo a indefinição é o regime
E dançamos com uma graça cujo segredo nem eu mesmo sei
Entre a mesmice e a desgraça
Entre o monstruoso e o sublime
Americanos não são americanos
São velhos homens humanos
Chegando, passando, atravessando
São tipicamente americanos
Americanos sentem que algo se perdeu
Algo se quebrou, está se quebrando
03 novembro 2004
29 outubro 2004
Mereceu um post!
O que me dá maior prazer além da música é o beijo na boca. Aquele lance do beijo que é o fósforo aceso na palha seca do amor! O beijo começa tudo; é da boca que vem a relação...a primeira vez que se entra numa pessoa. Pra mim é essencial.
CAZUZA,
** ; ) Tô contigo e não abro!
27 outubro 2004
Há alguns dias, Deus – ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus –, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.
Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer – eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. E nos sentíamos.
Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos, traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.
Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector – Tentação – na cabeça estonteada de encanto: “Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível”. Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece.
De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou – descuidado, também – em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.
Era isso – aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.
Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.
CAIO FERNANDO ABREU, PEQUENAS EPIFANIAS
21 outubro 2004
Party Monster
Tentar descrever provavelmente estraga, então só tenho uma coisa a dizer: QUEM NÃO FOI NO CHEMICAL BROTHERS É VACILÃO! Foi do caraaaaaaaalho!
Depois de um curto showzaço, ir pra Love.e ouvir um funk foi o mais descolado a se fazer. Começou com o Dj Marlboro (lembra do Planeta Xuxa?), sonzeeeera tudo de bom! Mais tarde, quando me dei conta, estávamos tomados por nada mais nada menos que o funk carioca de raíz. É, euzinha! Nós, Monstritos! Com direito a Tchuchuca, Egüinha Pocotó, Tá dominado, e por aí vai... Mas quem diria, hein?!
É muita onda...
Próximo evento: 2manydjs, dia 5, 1h da manhã no Tim Festival.
; )
Mais uma dose
É claro que eu tô a fim
A noite nunca tem fim, não
Por quê a gente é assim?
CAZUUUUUZA
16 outubro 2004
It´s gone
Hoje eu acordei com sono e sem vontade de acordar
O meu amor foi embora
(...)
É eu vou pra Bahia, talvez eu volte qualquer dia...
O certo é que eu tô vivendo, eu tô tentando...
*
Hoje eu acordei com sono e sem vontade de acordar
Como pode alguém ser tão demente,
porra louca, inconsequente e ainda amar?
E ver o amor como um abraço curto pra não sufocar...
15 outubro 2004
*
Cada coisa tem um instante em que ela é
Quero apossar-me do é da coisa
Esses instantes que decorrem no ar que respiro
Em fogos de artifício eles espocam mudos no espaço
*
Quero possuir os átomos do tempo
E quero capturar o presente que pela sua própria natureza
O presente me foge
A atualidade sou eu sempre no já
*
CLARICE LISPECTOR
14 outubro 2004
07 outubro 2004
Coisas de Kelluda
INDECISÃO: é quando você sabe exatamente o que quer mas acha que deveria querer outra coisa.
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