30 agosto 2005

Escola Iriar – Relatório Individual – Jardim II – Tarde



**Comunicação

Manu é uma criança que se comunica com muita segurança, sabendo utilizar as palavras e os gestos, introduzindo palavras que aprendeu recentemente. Quando não é compreendia repete com a mesma vontade a sua idéia, sabe que é importante ser compreendida. Manu coloca-se com coerência em seu espaço, exigindo e ao mesmo tempo respeitando o espaço das outras crianças. Tem boa disponibilidade perante as propostas do grupo.


**Social

Manu exerce o papel de líder, principalmente nas situações de diálogos e discussões de idéias. Coopera nas decisões em grupo e quando não quer simplesmente diz que não está a fim. Raramente atrapalhou o andamento de alguma atividade e quando isso aconteceu, a partir do momento que lhe foi colocado limite e sua explicação, ela compreendeu e aceitou sem constrangimento.
Tem participação ativa no grupo e curte o processo dos eventos. Sempre lançando idéias e recheando as brincadeiras de atividades.


**Cognitivo

A concentração que Manu dedica a seus trabalhinhos é algo marcante em sua personalidade. Com muita calma e trabalhando suas composições, Manu consegue resolver suas atividades com muitos detalhes e com um ótimo aproveitamento, chega a resultados impressionantes. Muitas vezes inova e experimenta. Sem medo.


**Psicomotor

Manu tem uma ótima relação com seu corpo em todos os sentidos, desde seu movimento em espaços maiores até a coordenação motora em situações sutis, que exigem calma e concentração.


**Emocional

Manu trabalha com segurança a perda, nunca a vi frustrada por perder uma brincadeia ou jogo. Em muitas situações ela extrapolou os limites e as regras que são necessárias na rotina do grupo, mas sempre compreendeu quando lhe foi explicado. É uma criança independente, a ponto de se ofender quando alguém quer ajudá-la e não tem necessidade.
Persiste na vitória e em seus objetivos, demonstrando muito humor e alegia pela vida. Uma cabecinha esperta, que tenho certeza, irá explorar cada vez mais suas potencialidades.
Acredito que o tempo que passamos juntos foi marcante para ela e para mim.

Ricardo
1985

26 agosto 2005

** li na tpm

"só o amor não resolve, mas quando ele existe, facilita muito."

22 agosto 2005

Esses dias tive uma daquelas noites nostálgicas. Dessas que você resgata e verbaliza toda sua adolescência e mais que isso, a revive. Senti os cheiros, as sensações, as dúvidas, os sentidos; revivi sentimentos. Senti coisas que não tinha sentido. Senti um pouco de culpa. Arrependimento não, não consegui.
Não sei se senti saudade. Saudade das pessoas sim, do tempo não. Ele foi muito bom, mas como tudo, passou. Foi necessário para aqui eu estar e confesso amar onde estou.
É que só hoje eu percebi que eu era louca. Não louquinha, louca mesmo. Ingênua como toda criança, I N T E N S A como sempre serei, segura como ninguém e arisca como já não sou.
Hoje em dia sou normal, cheia de peculiaridades só minhas, mas normal. E me fascino pela maturidade. Sempre. Hoje não tenho medo do tempo, das rugas, e do futuro que nunca é agora. Não sei quando nem até, mas sinto agora um tremendo bem-estar.
O que levamos daqui senão essa bagagem das coisas só nossas? Que mesmo quando compartilhadas entre gargalhadas e arrepios, continuam sendo só nossas e de ninguém mais.
Tenho vontade de rir. Abrir as cartas e continuar essa busca do que passou. Resgatar no mundo aquele que me ensinou. Deixar para trás aquilo que não acrescentou.
Hoje sou Mulher. O tempo não errou.
Naveguemos.


Eu sei navegar para dentro. Dentro do mundo que reside dentro de mim.
Dudu Lima

Miss u so bad...

17 agosto 2005

O sonho não acabou

Há três meses posso dizer que estou sem lar. Perdida, abandonada, sem o “coração de mamãe”. Sem meu emprego querido, minhas bandas prediletas, minha Original que vinha quase andando sozinha, caipirinha de saquê com adoçante, black label sem muito gelo. Sem música ao vivo, simplesmente porque não dá, precisei dar um tempo.

Não podia mais fitar o outro lado do bar e ver o Leão, rei da selva, vibrando igualzinho como no começo, discotecando só para raros. Já não abraçava meus colegas da mesma forma. Já não trocava sorrisos cúmplices, que por si só, diziam tudo sobre estar lá.

Lembro das muitas sextas - feiras que chegava de carona na Faap, sempre sem dormir, logo depois da saidera e da última partida de truco. Do G Wood e seu violão mágico, de A Wood e Led Zeppelin. Tum tum tum.

Tinha o Jimi, a Janis, Smiths, Guns, Elvis, Beatles, Cazuza e até a Sheryl Crow. O gato preto, o exorcista, eat flowers e transporting. JUST WONDER WHO THE FUCK YOU ARE ON A SUNDAY MORNIG. Num domingo de manhã eu era feliz. Mais feliz do que consigo ser agora.

Começou a dar saudade das ligações-fora-de-hora, da desorganização, das ressacas, das surpresas sempre bem vindas. Da música alta e às vezes artodoante. Do empurra-empurra, do maldito (sorry, não tem outro adjetivo) cheiro de cigarro com batata frita, do sanduíche - gordo - do Beto.

As fotos e lembranças da minha festa de aniversário já se tornando clássicas de um tempo que não volta mais. Ou não. Seria tudo isso necessário? Tenho certeza que sim.

Uma quase impaciência de ter que responder: “Manu, e o Básico?”. Como aperta. E como dói. Uma dor tão forte que impossível de ser descrita num blog, e até para mim mesma. Só eu sei.

Hoje é o dia: aniversário do Romeu.
O que fazer ou dizer para agradar quem hipocritamente tenta comemorar a falta de alegria?

Meu último e alegre aniversário serviu para lembrar arrepiada a falta que tudo isso faz. O aniversário dele serviu para firmar que tudo estará de volta. Em 3 semanas!

Tudo novo, mas tudo igual: o Jimi, a Janis e o Cazuza. O Leão, o gato preto e o exorcista. Para exorcizar para sempre a falta de sorte e de responsabilidade. Exorcizar o pessimismo, a descrença e a desunião.

O Básico para mim é muito mais que tudo isso. Não consigo, não dá pra explicar.
Só sei que vou amanhecer pulando. De salto alto e pé inchado, mas pulando alto. Feliz.

Dias contados para a minha falta de alegria, que tinha nome e eu já nem sabia.
Um pouco mais de mim mesma.
Um pouco mais de nós.

Cheers darling, cheers.

16 agosto 2005



A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!


MÁRIO QUINTANA

12 agosto 2005

*

Quando alguém lhe mostrar quem realmente é, acredite.

07 agosto 2005

"Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer"



Lembrei daquela última: da camisa listrada, calça social, cheirozíssimo, porte de homem. Um pouco assustado, confesso. Eu, febril há dias, mesmo assim fui. Olheiras do abatimento, do pré-sentimento. Febril também de saudade. Era para ser a última; eu não deixei.

Depois teve o parabéns-mais-lindo-do-mundo, o timbre tremido, o dia começando iluminado, a noite terminando calada. Poderia ser o último; eu não quis.

No mês seguinte o convite, amigos em volta, festa e tal. Tive medo de olhar. O abraço forte, a vela apagada, cama fria, sonho ruim. Deveria ser o último; não agüentei.

Daí uma seqüência de noites inventadas, fogos de artifício, palavras sussurradas, músicas cantadas, número dois. Eu queria que fosse a última; não foi.

Allegria pura, o toque da surpresa, sorriso pálido, palavras de amor. Gotículas de chuva, hipocrisia, lágrimas de coração. Medo, atração, aceitação. Pedi para que fosse a última; mas não é.

A gente sabe. É um saber com medo, e um não querer saber. É não poder querer fugir. É fingir. É música, é sonho, é tombo e tempestade. É quando se dá e não se tira. É aquilo que se tem. Não é a última, não é a primeira. É apenas o começo. É o que sei. Eu e você.

04 agosto 2005

Tempo, tempo, tempo


É quando a gente foge para nossa própria casa tentando acreditar que este é o lugar mais seguro do mundo. Encher a geladeira de mais dinheiro gasto, não sentir fome.
Sentar em frente do computador não-conectado e ligar Adriana: “Meu amor, cadê você, eu acordei, não tem ninguém ao lado”.
Espero a visita da amiga. Anseio sei lá o quê.
A TV desligada-pra-sempre, convites supérfluos, dor no pé, inchaço. Com tudo isso, um pouco de bem estar. De simplesmente estar, se é que você me entende.
Evento falido $ ou nem tanto. Trabalho, trabalho, trabalho. Uma quase falta de concentração.
Aquela coisa instintiva gritando dentro do meu corpo desde domingo, virando a cabeça. Louco, nunca tinha sentido isso. E não sei como matar.
Minha irmãzinha sofre. E eu sofro com ela. Sofro por ela.
Simbiose? Como me excluir disso? Como não sentir um contágio profundo a tudo aquilo que é alheio e realmente me importa?
Injustiça, ambição, pouco caso, indiferença, molecagem, impotência. Ai ai ai...
Show do Teatro Mágico em vista como a melhor opção para um fim de tarde. Circo à noite. A gente finge que tudo é normal.
Enquanto Mamis me espera no skype, eu aqui, atendendo telefonemas sem graça, ouvindo música, tentando transmitir mil pensamentos preguiçosos por um cordão umbilical. Palavras escorrem no teclado. Nem sei.
A amiga que compreende. Isso sim, como simbiose. É que quando a gente se abraça, ou simplesmente dá as mãos, ou deita a cabeça no travesseiro, os corações batem. Lógico, eles já estavam batendo, mas a gente ouve, e ouve alto. Até quando dá aflição e tenta não ouvir. Que coisa louca.
Músicos cariocas pela madrugada, depois de um bom show no Bourbon. Vontade de morar no Rio. De novo?
Los Hermanos volume 4, Damien Rice com Cheers Darling no repeat: “What am I darling? A whisper in your ear, a peace of your wedding cake?” Nãããão Manoela, isso é radio pirata!
Aniversários, despedidas, encontros e desencontros. Terapia adiada. Aqui estou. E nada que eu possa dizer tem valor. Essas coisas que só cabe ao tempo. Tempo, tempo, tempo. Tem Maria Bethânia semana que vem.
Tô com frio.
Zzzzz.

31 julho 2005

E aí vem eles...

e disso, bem, fez-se esse nó
e desse engodo, eu vi luzir
de longe o teu farol
minha ilha perdida é aí
o meu pôr-do-sol

* sabia que eles* não iam me decepcionar...

00:46


Vem vambora que o que você demora é o que o tempo leva

25 julho 2005

*


Teus olhos têm uma cor
Duma expressão tão divina,
Tão misteriosa, tão triste,
Como foi a minha sina.

É uma expressão de saudade
Vogando num mar incerto.
Parecem negros de longe,
Parecem azuis de perto.

Mas nem negros nem azuis
São teus olhos, meu amor,
Seriam da cor da mágoa
Se a mágoa tivesse cor

FLORBELA ESPANCA

21 julho 2005

Tira uma foto!



O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz


***Graaande CHICO

18 julho 2005

Um pouco mais

A sexta não foi assim aquelas coisas. Pra não dizer terrível, melhor impossível.
Notícia triste à tarde, saindo de uma big e incentivadora reunião. Lágrimas e lágrimas que não resolvem nada; bora de volta pro trabalho.
Entre a correria do final do dia, um minuto de conexão. Eu tinha certeza; nunca é de um lado só. Toda aquela sensação do dia do Cazuza: calafrios que tomam o corpo, azia e enjôo, sons, vozes, acordes... tudo diferente; I N T E N S O.
Mais de três semanas com essa bota no meu pé (já to com medo de ir ao médico), lanchinho rápido, uma sessão nostálgica de fotos e soninho - interrompido por uma causa maior.
Sorriso na cara – a gente sempre finge que nada está acontecendo - balada marcada, vamoquevamo. Não lembro com o que sonhei. Aí sim.
A boa de sábado foi ter me mandado pro Guarú. Nostalgia pouca é bobagem. Olhar o Edifício Esmeralda na orla da Pitangueiras foi de arrepiar e sentir saudade de um tempo que não volta mais.
Cadeira de praia, saia, parte de cima do biquíni e bota ortopédica. Ok, deu pra pegar um solzinho com o cochilo que eu mais esperei a semana toda. Antes do sonho, fui subitamente acordada com um toque de anjo: uma pessoinha de 50 cm de altura, loiríssima, olhos azuis, um dente na boca, chegou com tudo, obstinada em minha direção. Me pegou com firmeza. Abriu meus olhos e tocou meu coração. Seu lindo sorriso metralhava palavras que só existem em seu vocabulário. Aaai, que coisa linda! Você que me conhece sabe que este não é um acontecimento qualquer. Não para mim. É uma mensagem de Deus, mostrando aquilo que estou aberta para sentir. Tive a honra de compartilhar três minutos desta pífia companhia e assim, fiquei em paz.
Almoço-como-a-mamãe-gosta e duas caipirinhas de cachaça foram suficientes para trazer boas risadas e aquele soninho gostoso.
Domingo de férias para o meu pé, lula à dorê, camarão e Amélie Poulain. Dormi sem querer mais nada. Acordei querendo sei lá o quê.
Amanhã é terça. Tem bastante tempo até o fim do dia.

11 julho 2005

retrô



HÁ 10 ANOS
1. eu estava vivendo meu primeiro amor
2. bombei a sétima série
3. meu avô morreu
4. eu era magrinha

HÁ 5 ANOS
1. tava no primeiro ano da faculdade
2. dava rolê com a rafa e com a guta o dia inteiro
3. exagerei na dose de tudo
4. fiz meu primeiro estágio em agência de publicidade

HÁ 2 ANOS
1. comecei a trabalhar no básico
2. morava na casa rosa com juana e alice
3. escutava muito índia arie
4. quase entrei no big brother

HÁ 1 ANO
1. estava toda quinta-feira no básico
2. perdidamente apaixonada, essa era a minha profissão
3. imigrei de volta para o meu lar doce lar
4. migraram com meu coração para fora

ONTÉM
1. fui para uma expedição à lua e fiz choover por lá
2. me surpreendi
3. comi 2 pedaços de pizza
4. sonhei com comida e com o meu pé

HOJE
1. ...
2. preguiça master
3. risadas por e-mail
4. tem kelly mais à noite

AMANHÃ EU VOU
1. prospectar muitos clientes
2. marcar ortopedista
3. fechar um bom negócio
4. ir até em casa pegar os outros pés dos meus sapatos

CINCO COISAS SEM AS QUAIS NÃO POSSO VIVER
1. alegria
2. amigos
3. parte da minha família
4. amor
5. meus cds

CINCO COISAS QUE EU COMPRARIA COM $1,000
1. cds, cds, cds!
2. uma passagem pra londres
3. uma máquina de lavar
4. uma tv
5. um microondas

CINCO MAUS HÁBITOS
1. cigarro
2. pavio curto
3. ser mandona
4. meus desastres diários com copos
5. ih, esqueci!

CINCO PROGRAMAS DE TV
1. novela (agora não tem nenhuma que eu goste...)
2. contemporâneo
3. friends
4. sex and the city
5. um bom programa de clips musicais

TRÊS COISAS QUE ME ASSUSTAM
1. plantão da globo
2. falta de respeito
3. minha olheira cada ano mais acentuada

TRÊS COISAS QUE ESTOU VESTINDO NESTE MOMENTO
1. o puma do vi, número 39, pra caber essa pêra que imoliza meu pé
2. casaco preto
3. malha-preta-querida

QUATRO DAS MINHAS BANDAS FAVORITAS
1. dave matthews band
2. los hermanos
3. insonica
4. muitas outras que ficariam inciumadas se eu não as enumerasse aqui

TRÊS COISAS QUE EU REALMENTE QUERO AGORA
1. um
2. falar no telefone com a kelly
3. um depósito gordo na minha conta

TRÊS LUGARES ONDE QUERO IR DE FÉRIAS
1. bahia, bahia, bahia
2. londres
3. espanha

08 julho 2005

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada."

Clarice Lispetor

07 julho 2005



Tô afinzona de escrever. Já faz uns dias, mas não o faço.
Não me lembro de ter passado por tamanha indefinição. Mas é tudo interno. O externo nem se fala.
Meus desejos e prazeres sempre exprimidos de forma sedutora, hoje calam-se até para mim. Seria traição?
Tudo o que penso não se passa de uma expressão hipócrita da inconstância do meu ser. E se fincar os pés no chão é sinônimo de lucidez, abre a janela que o que eu quero é alucinar.

04 julho 2005



"Agora que você me conheceu,
se importaria se nunca mais nos víssemos novamente?"

28 junho 2005

Badu, Badu, Baduuu



Sometimes, Sometimes I Get So Lonely, Lonely, Lonely
I Feel All By Myself Up Here
That's When I Take A MinuteTo Re-evaluate Things
All Of The Things I Think Are Special
Oooh Like When You Wake Up In The Morning
And You See The Morning Sun
And You Need To Know The World Is On Your Side
Who Do You Run To?
Who Can You Turn To?

23 junho 2005

Grazie a Dio



O que rola é que não é X nem Y. Nem pra mim, nem pra você.
Achei que a espera seria árdua, fiquei foragida e tudo pintou na minha frente. De páraquedas e sem seguro de vida.

Mas não é que não dói tanto assim? Nem no dia, nem no dia seguinte, nem no outro e nem daqui a dois. Só faltam dois. Passa rápido e depois não demora mais. Não há mais porque demorar tanto.
Posso mesmo estar sentindo alívio? Dor e alívio duplos. Multiplicados pela sensação de humanizar.

Humanizar-se. Porque o humano sente raiva, dor, ódio. Estravaza, quebra tudo e manda tomar no cu. O humano ama outro humano. Só assim pode dar certo.
Sim, sou Deus. Sou o meu Deus, Deus de mim. Não sou Deus de mais ninguém. De mais ninguém.

20 junho 2005

Logo cedo


Viva a vida mais leve
Não deixe que ela escorregue
Que te cause mais dor
Viva da tua maneira
Não perca a estribeira
Saiba do teu valor
E amanheça brilhando mais forte
Que a estrella do norte
Que a noite entregou...


O TEATRO MÁGICO

15 junho 2005

três do mesmo



diga-me com quem andas e direi quem tu és.

13 junho 2005

dois do mesmo


Ao mesmo tempo que se toma o rumo vida, tem-se dentro de si uma estranha sensação de dever não cumprido, de missão não terminada, de nada encontrado, o não-realizado.
Tento fugir mas me encontro. Dentro de duas almas de mesmo nome e estranhas distinções.
Prefiro dormir.

03 junho 2005

Um brinde a Los Hermanos


Manuca, Carlicha, Maricota e Katita juntas? Não, não foi apenas um encontro casual.
É dessas coisas que costumo chamar de sincronismo... o perfeito sincronismo do acaso.

02 junho 2005

Rewew

"...Mas devo avisar: Às vezes começa-se a brincar de pensar, e eis que, inesperadamente, o brinquedo é que começa a brincar conosco. Não é bom. É apenas frutífero.”

CLARICE LISPECTOR

23 maio 2005

Crush me



It's crazy, I'm thinking
Just knowing that the world is round
And here I'm dancing on the ground
Am I right-side-up
Or upside-down
And is this real or am I dreaming?

21 maio 2005

Leia o livro



"Manoel
o maior homem do mundo
homem sábio e profundo
semeou o conhecimento
missionário da pureza
fez brilhar, oh que beleza
essa nossa geração"


TIM MAIA

16 maio 2005

13 maio 2005

12 maio 2005

"Deixa teu corpo entender-se com outro corpo, porque os corpos se entendem, mas as almas não"

BANDEIRA

05 maio 2005

lego



Hay almas que son como ventanas abiertas al sol
Dan ganas de assomarse a ellas.

08 abril 2005

30 março 2005

28 março 2005

Um novo dia



que não tem cheiro de capim
nem de terra molhada
que não tem sonho bom
nem riso de piada
mas que nasce novo
novinho em folha
com cheiro de banho
de água limpa
de shampoo e lavanda
de uma nova perspectiva

21 março 2005

A boa de sexta-feira



Sexta a cidade parou. Eu sei que São Paulo já não anda, mas essa sexta foi demais. Sorte de quem estava em casa sem pretensão de sair até de madrugada, pelo menos...
O trânsito foi foda, diria dos piores, e sei que pra quem tava na rua não estava sendo diferente.
Entre uma passada de primeira marcha para o ponto-morto a gente pensa em várias estratégias de fuga, mas nenhuma palpável dentro daquele - como Zito diz - frapê de automóveis com gelo e areia.

Para Karen foi diferente. Essa eu preciso contar!

Estava ela - e sua paciência - indo para o C&C, quando ela resolve largar o carro uns seis quarteirões antes e ir a pé até lá. Ok...
Na volta sua (im) paciência se esgotou e ela resolveu deixar o carro por lá mesmo... Precisava chegar na Sto Amaro e pegar um ônibus, só o corredor de ônibus poderia ser melhor.
E assim, Miss Pisacane foi, caminhando em meio ao Brooklin Velho e falando no telefone pra ficar menos tensa:

- Oi Bianca. Larguei meu carro e tô andando até a Santo Amaro para pegar um ônibus e voltar pro escritório. Fala comigo que eu tô com medo... tô perto de uma favela.
- Blá blá blá blá blá
- Ah, já sei.... vou subir pela Água Espraiada, pelo menos tem mais movimento que aqui...
- Blá blá blá blá blá
- Ai amiga, deixa eu desligar que eu vou pedir pra Deus mandar um anjo da guarda pra me proteger...

QUANDO KAREN ESTAVA GUARDANDO SEU CELULAR, ENCOSTA UM MOTOQUEIRO:

- Não, não guarda este celular, pode passar ele aqui.
- Não moço, eu não vou te dar meu celular...
- Me passa seu celular!
- Não moço, eu acabei de pedir pra Deus me enviar um anjo da guarda, não um ladrão... Então você só pode ser meu anjo da guarda, não um ladrão! O senhor tem que me ajudar!
- Tá bom, então não vou levar seu celular...
- É, moço, e você ainda vai me ajudar! Eu preciso chegar até a Santo Amaro e tô morrendo de medo, o senhor podia me levar até lá.

E ASSIM, KAREN SOBE NA GARUPA DE SEU ANJO-LADRÃO, DÁ AQUELA ABRAÇADINHA EM SUA CINTURA E TOMA SEU RUMO.

CHEGANDO NO PONTO, KAREN AGRADECE:
-Obrigada meu anjo! Agora eu consigo chegar lá!

O ANJO-LADRÃO FALA:
- Mas você precisa de dinheiro pro ônibus?!


14 março 2005

Proud of



Depoimento de Rita Lee...

"Eu tinha 13 anos, em Fortaleza, quando ouvi gritos de pavor. Vinham da vizinhança, da casa de Bete, mocinha linda, que usava tranças. Levei apenas uma hora para saber o motivo. Bete fora acusada de não ser mais virgem e os irmãos a subjugavam em cima de sua estreita cama de solteira, para que o médico da família lhe enfiasse a mão enluvada entre as pernas e decretasse se tinha ou não o selo da honra.

Como o lacre continuava lá, os pais respiraram, mas a Bete nunca mais foi à janela, nunca mais dançou nos bailes e acabou fugindo para o Piauí, ninguém sabe como, nem com quem.

Eu tinha apenas 14 anos, quando Maria Lúcia tentou escapar, saltando o muro alto do quintal da sua casa para se encontrar com o namorado. Agarrada pelos cabelos e dominada, não conseguiu passar no exame ginecológico. O laudo médico registrou vestígios himenais dilacerados, e os pais internaram a pecadora no reformatório Bom Pastor, para se esquecer do mundo. Realmente; esqueceu, morrendo tuberculosa.

Estes episódios marcaram para sempre a minha consciência e me fizeram perguntar que poder é esse que a família e os homens têm sobre o corpo dasmulheres? Ontém, para mutilar, amordaçar, silenciar. Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos.

Todos vimos, na televisão, modelos torturados por seguidas cirurgias plásticas. Transformaram seus seios em alegorias para entrar na moda da peitaria robusta das norte - americanas. Entupiram as nádegas de silicone para se tornarem rebolativas e sensuais, garantindo bom sucesso nas passarelas do samba.
Substituíram os narizes, desviaram costas, mudaram o traçado do dorso para se adaptarem à moda do momento e ficarem irresistíveis diante dos homens.

E, com isso, Barbies de facaria, provocaram em muitas outras mulheres; as baixinhas, as gordas, as de óculos; um sentimento de perda de de auto-estima. Isso exatamente no momento em que a maioria de estudantes universitários (56%) é composta de moças. Em que mulheres se afirmam na magistratura, na pesquisa científica, na política, no jornalismo. E, no momento em que as pioneiras do minismo passam a defender a teoria de que é preciso feminilizar o mundo e torná-lo mais distante da barbárie mercantilista e mais próximo do humanismo.

Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade. Até porque elas são desarmadas pela própria natureza. Nascem sem pênis, sem opoder fálico da penetração e do estupro, tão bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas e punhais.

Ninguém diz, de uma mulher, que ela é de espadas. Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem com os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência. As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência.

É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz. E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d'água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao seu dorso que engrossou, porque elas carregam o país nas costas. São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura de suas mentes e a doçura de seus corações.

Nem toda feiticeira é corcunda. Nem toda brasileira é só bunda. "

11 março 2005

estrelaguia

Naqueles dias que você recorre ao horóscopo em troca de alguma explicação:

Uma das melhores características que você tem é saber dar o valor correto a cada coisa. Então, por que hoje agiria de modo diferente?

Ok, ok, no hands.

07 março 2005

04 março 2005

By mail

"Non te preocupes por las cosas que te hacen falta, mejor desfruta todas las que tienes"

03 março 2005

Just wondering...

01 março 2005

Efeito Borboleta



O cara da 2001 disse que era ANIMAL (assim, em caixa alta).
A mulher do caixa disse que assistiu 5 vezes, que era o melhor filme.
Ju e Rico disseram que era muito louco.
Fabicota tava querendo muito ver, e ainda tinha um lance bem pessoal me cutucando a fundo.
Ok, foi o filme eleito para o domingão.
Não posso dizer que gostei, já que durante o desenrolar do filme fiquei questionando porque eu tava lá parada assistindo aquela merda.
O final me deixou apática.
Fabicota assumiu ter gostado.
Me calei e fiquei a pensar:

SE EU PUDESSE VOLTAR E MUDAR CERTOS ACONTECIMENTOS O QUÊ EU MUDARIA?

- Jamais teria acendido um cigarro, com certeza;
- Teria usado meu aparelho dental;
- Teria checado minha conta do Bco do Brasil;
- Não teria ficado com uns 6 indivíduos, pelo menos;
- Não teria "dado" para um deles;
- Teria resistido a fase de um - sundae - do - Mc - Donalds - por - dia;
- Teria entrado em outra faculdade, e não na Faap;
- Teria ido no show da Madonna, do U2, do Moloko , do Massive Attack e do Fatboyslim entre outros;
- Seguraria um "vai tomar no cu" em certo momento;
- Mandaria um "vai tomar no cu" em oooutro momento.

25 fevereiro 2005

22 fevereiro 2005

Candlelight



"Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograme tua meta,
busque o bem e viverás melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás
e fazer um novo começo,
qualquer um pode começar agora
e fazer um novo fim ".

CHICO XAVIER

16 fevereiro 2005

15 fevereiro 2005

14 fevereiro 2005

Linda de morrer



A boa é que minha querida Bethânia está chegando de novo. E com cd novo. E com show novo, esse é o melhor da estória.
Ansiedade aparte, serão 14 faixas de puro Vinícius a la Bethânia; releituras das músicas de Vinícius de Moraes, com o jeitão expansivo, nada bossa-nova de Bethânia.
O show Tempo Tempo Tempo Tempo, que trará além de Vinícius, canções de Chico e Caetano, estréia mês que vem no Rio e estará em Sampa a partir de 31 de março no Direct TV.

Eba!

Pura emoção, pura qualidade, pura sensibilidade, a melhor interpretação.

Bethânia sempre.
Pra sempre Bethânia.

11 fevereiro 2005

de Deus



Aquelas noites de quinta assim, que são quase como obrigação, mas que surpreende com fiéis companhias, doces confidências, sintonia de pensamento e uma mesma conclusão.

31 janeiro 2005

Ok?

About a girl



(...)"Se soubermos resistir ao vazio que
a ausência de certezas provoca, e reconhecer
a natureza conjetural de nossos pontos de vista,
nos será mostrado um mundo feito de multiplas
versões, no qual ninguém pode gabar-se de uma
compreensão melhor do que as outras, talvez a
essa altura esse pluralismo poderá tornar-se o
fundamento não só do recíproco respeito pelas
diferentes tradições alternativas mas também da
decisão e da escolha como responsabilidade e
autocontrole. Gesto, este, que também é o ponto
limite em que as ações humanas se tornam mais
claras que as palavras
"

AMERICAN SCIENTIFIC

26 janeiro 2005

Juquehy



Uma breve fugidinha pra praia que deu para:

Cochilar muito - ou, no meu caso, capotar
Ouvir Damien Rice
Se queimar de mormaço com direito a marca dos óculos
Nadar na chuva
Abstrair o trampo
Resgatar quem precisava de resgate
Enxugar lágrimas de TPM
Discutir relações e infidelidade
Ouvir mais Damien Rice
Falar de sexo, por horas e horas, sem nenhum pudor
Não fazer sexo
Gar-ga-lhar

Revelar

Descobrir

Se chocar!

19 janeiro 2005

14 janeiro 2005

Coisas que só acontecem quando se está com o Enrico

Eu achava que atraia loucos, mas ele... Cara, não e normal! Cada balada, cada jantar, cada passeio, um rolezinho rápido basta: o mais dodói da redondeza acaba vindo até nos. Ops, até ele!
Bastou meia-hora no Matrix, final do ano passado, para ele ser jurado de morte por um cara do além. Incrível. Esse dia cheguei a ficar assustada. Gostaria de descrever as bizarrices, mas acho que ninguém melhor que ele mesmo – ou a própria Xuana – para fazê-lo. Enfim...

DOMINGO PASSADO, VILA MADALENA, GALHINHEIRO GRILL:

Um simples almoço-cura-ressaca-de-domingo não podia ser normal.
Bom, acordamos e Xuana teve a ilustre idéia de almoçarmos naquele paraíso da comida caseira: IRADO! Topamos na hora, fomos direto pra lá (naquele esquema sem banho) antes que o mal-estar-do-século tomasse nosso corpo e a gente não conseguisse chegar a lugar algum. Enfim, nada disso importa.
Sentamos, pedimos nosso banquete, quando a mesa do lado vagou. Veio uma turma bem grande e uma mulher - como posso dizer – madura com uma gaiola na mão. Não, a gaiola não tava vazia, dentro dela tinha um filhote de beija-flor (porque é supernormal levar seu beija-flor pra almoçar no domingo).
Fiquei paparicando o tal do bicho – que era um cuti-cuti – e quando finalmente olhei pra dona tive a nítida sensação de que a conhecia de algum lugar.
Priscila-nada-desligada, enquanto contava algumas garrafas de vinho, ou as cores do maço de Marlboro, ou as junções (é assim que se fala?) dos azulejos no chão, (alguém sabe do que estou falando?! Rs) ingenuamente vira e fala: “Posso tirar uma foto de vocês?!”
O beija-flor tomando um liquidinho no conta-gotas ficou lá quietinho, enquanto a dona abriu um belo sorrirão. Mas que sorriso! Sorriso de quem se vendia, de quem estava adorando aparecer na foto. Orgulhosa de si – e de seu pequeno filhote – distribuiu seu cartão de visita para nós... É a política da boa vizinhança!

Hahaha... Finalmente caiu a ficha! Era queeeeeeeeeeem?

Dra. Havanir Nimitz, ex-candidata a prefeita, deputada federal, líder do PRONA, amiga do Enéas!
Priscila, lógico, só soube do que se tratava quando levantamos, nos despedimos e explicamos quem era a tal.

Só para ilustrar:



MEU NOME É HAVANIIIIR!

13 janeiro 2005

Tudo junto



Do aeroporto direto pra Just. Fiquei flutuando no primeiro dia, mas depois não teve como não voltar com os pés bem fincados no chão. Até demais...
O que fiquei me perguntando desde que voltei da Bahia foi como usar tanta energia acumulada nesta cidade infernal. Ainda não aprendi... E deprimi.
Catálogo, desfile, lançamento, lançamentos, lançamentos.... Fotos, photoshop, book, ficha técnica, opa... Rock 'n Roll! Produção, produção, produções... Carência, saudade, raiva, dor no coração. Desabafo pela metade. Muitas lágrimas. Muito nó.
Tudo resultou numa bela travada na garganta, na minha famosa tosse emocional, uma noite em delírios de febre e um dia seguinte - sem trela - no escritório bem cedinho... Aqui, bem cedo.
De noite tem Básico, até domingo tem Just. Ops, até o outro domingo... Ou melhor... até a ooooutra sexta. Caraaaaca.
A parte boa é que sonhei que eu era mãe... A mãe mais feliz desse mundo. A princesa se chamava Valéria(?), depois Sophie. Sempre grudadinha em mim... Um amor sem fim.
E é a segunda vez que sonho que sou mãe de mim mesma. Era eu, igualzinha quando eu era recém nascida... O significado disso? Bem profundo... Algo parecido com MÃE DE MIM MESMA, compreende?!
Mas foi lindo demais.
Acordei mais completa, mais sonhadora e, não sei porque, ainda bem, mais feliz!

11 janeiro 2005

Música do dia: Volcano



don't hold yourself like that you'll hurt your knees
i kissed your mouth & back that's all i need
don't build your world around volcanoes melt you down
what i am to you is not real
what i am to you you do not need
what i am to you is not what you mean to me
you give me miles and miles of mountains
and i’ll ask for the sea
don't throw yourself like that in front of me
i kissed your mouth your back is that all you need?
don't drag my love around volcanoes melt me down
what i am to you is not real
what i am to you you do not need
what i am to you is not what you mean to me
you give me miles and miles of mountains
and i’ll ask for the sea
what i give to you is just what i’m going through
this is nothing new no no just another phase of finding
what i really need is what makes me bleed
and like a new disease she’s still too you to treat
volcanoes melt me down
she’s still too young
i kissed your mouth
you do not need me


DAMIEN RICE

No hands



EU VOU PAGAR A CONTA DO ANALISTA
PRA NUNCA MAIS TER QUE SABER QUEM EU SOU.